Região vinícola portuguesa prevê recuperação da produção em 2026, porém calor extremo ainda ameaça a colheita

por Redação
A região do Douro, em Portugal, poderá registrar uma recuperação significativa na safra de 2026. As estimativas iniciais apontam para um aumento de 25% a 30% na produção de vinho em relação ao ano passado, quando a região teve uma das menores colheitas das últimas décadas. Apesar do cenário otimista, especialistas alertam que o resultado final dependerá das condições climáticas até o início da vindima.
As projeções foram divulgadas pela Associação para o Desenvolvimento da Viticultura Duriense (ADVID), com base nas avaliações realizadas durante a floração das videiras nas três sub-regiões do Douro: Baixo Corgo, Cima Corgo e Douro Superior. Segundo a entidade, a produção pode variar entre 243 mil e 272 mil pipas, mas há possibilidade de o volume ficar próximo do limite inferior caso o clima se torne mais severo.
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Depois de um inverno com chuvas abundantes, a região enfrentou uma primavera marcada por temperaturas elevadas e baixa precipitação, além de sucessivas ondas de calor. As videiras começaram o verão em boas condições hídricas, porém já apresentam sinais de estresse devido ao calor intenso. Em algumas áreas, também foram registrados episódios de escaldão nas uvas e ocorrências pontuais de granizo.
Além do impacto sobre a quantidade produzida, o clima poderá influenciar o ritmo de maturação das uvas e até antecipar a colheita. A sanidade dos vinhedos, por outro lado, permanece satisfatória, com baixa incidência de míldio, embora os produtores mantenham atenção ao oídio e à cigarrinha-verde, praga que vem ganhando importância na região.
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A estimativa da safra é acompanhada de perto pelo setor vitivinícola português, já que serve de base para decisões comerciais e para o planejamento da produção de Vinho do Porto. Se as condições climáticas permanecerem favoráveis nas próximas semanas, o Douro poderá recuperar parte das perdas registradas em 2025 e retomar um patamar mais próximo da média histórica de produção.