Região portuguesa construiu uma nova história com vinhos tranquilos que hoje têm reconhecimento mundial

por Redação
Durante séculos, falar em Douro significava quase automaticamente falar em vinho do Porto. A região portuguesa, uma das mais antigas áreas demarcadas de vinho do mundo, construiu sua reputação internacional a partir dos fortificados. A demarcação ganhou forma em 1756, durante o governo do Marquês de Pombal, como uma maneira de controlar a qualidade, combater adulterações e organizar a produção e o comércio.
A história dos vinhos tranquilos do Douro começou a mudar de dimensão em meados do século XX. Um marco foi o surgimento do Barca Velha, tinto criado na safra de 1952 pelo enólogo Fernando Nicolau de Almeida, da Casa Ferreirinha. O sucesso do rótulo ajudou a demonstrar que as mesmas terras associadas ao vinho do Porto também tinham condições para produzir tintos de alto padrão.
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O movimento ganhou força nas décadas seguintes. Em 1982, a criação da DOC Douro passou a regulamentar também a produção de vinhos tranquilos, tintos e brancos. Produtores, famílias tradicionais e uma nova geração de enólogos ampliaram os investimentos na categoria, com destaque também para o grupo que ficou conhecido como Douro Boys, responsável por contribuir para a projeção dos tintos durienses.
Hoje, o Douro mantém o vinho do Porto como parte fundamental de sua identidade, mas seu reconhecimento já ultrapassa os fortificados. Tintos e brancos produzidos na região conquistaram espaço entre os grandes vinhos portugueses, mostrando outra face de um território cuja história vitivinícola atravessa séculos.
No vídeo, conheça essa trajetória e os personagens que ajudaram a transformar a produção do Douro.