ONU Turismo e Revista ADEGA defendem integração regional para impulsionar vinícolas e destinos

por Redação
O enoturismo pode desempenhar um papel decisivo no desenvolvimento econômico das regiões produtoras de vinho nas Américas. Essa foi uma das principais mensagens da conversa entre Christian Burgos, CEO da Revista ADEGA, e Daniel Nepomuceno, diretor de Investimentos da ONU Turismo Américas, ao discutirem os objetivos do I Fórum de Enoturismo e Gastronomia das Américas, que reunirá representantes do setor público, produtores e profissionais do turismo para debater o futuro da atividade.
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Durante a entrevista, Nepomuceno explicou que o escritório da ONU Turismo para as Américas e Caribe, inaugurado recentemente no Rio de Janeiro, atua em parceria com os ministérios do Turismo dos países-membros para estimular iniciativas de desenvolvimento regional. Segundo ele, o crescimento do enoturismo observado nos últimos anos, especialmente no Mercosul, motivou a aproximação com a Revista ADEGA para promover um debate sobre políticas públicas, investimentos e promoção internacional das rotas do vinho.
Christian Burgos destacou que, para muitas vinícolas, principalmente as de pequeno porte, receber visitantes representa uma fonte de receita tão importante quanto a venda dos próprios vinhos. Na conversa, ele defendeu que o enoturismo deve ser entendido como um instrumento capaz de fortalecer a sustentabilidade econômica das propriedades e impulsionar o desenvolvimento das regiões onde elas estão inseridas, beneficiando hotéis, restaurantes, comércio e outros serviços ligados ao turismo.
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Outro ponto abordado foi a necessidade de integrar governos, associações, produtores e operadores turísticos em torno de uma estratégia comum. Entre os temas discutidos estão a criação de calendários integrados, linhas de crédito específicas, promoção internacional das rotas e melhoria da infraestrutura turística. Os executivos também ressaltaram que o modelo poderá servir de referência para outros segmentos do turismo gastronômico, como as rotas do café, do queijo, do chocolate e do azeite, ampliando as oportunidades de desenvolvimento em diferentes países das Américas.
A seguir, acompanhe o bate-papo completo: