Estimativa para 2026 aponta € 0,31 por quilo, abaixo de Itália, França, Alemanha e Brasil

por Redação
A Espanha está entre os países que registram os menores preços pagos pelas uvas destinadas à produção de vinho em 2026. Um levantamento setorial elaborado pelo Vinetur estima um valor central de € 0,31 por quilo no mercado espanhol. Entre os países analisados, apenas Chile (€ 0,22/kg) e Argentina (€ 0,21/kg) aparecem abaixo desse patamar.
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A diferença em relação a outros grandes produtores europeus é significativa. A estimativa para a Itália é de € 0,50/kg, enquanto a França alcança € 1,20/kg. Isso coloca o valor francês em aproximadamente 3,9 vezes o espanhol e o italiano cerca de 60% acima. Alemanha e Canadá aparecem com € 1,05/kg, enquanto a Suíça registra o maior valor central do levantamento, de € 2,85/kg.
No caso espanhol, o cálculo considera negócios de grande escala entre € 0,20 e € 0,28/kg, outras uvas comerciais negociadas ao redor de € 0,35 a € 0,40/kg e segmentos de maior valor. A variação está relacionada a fatores como variedade, qualidade, região produtora e tipo de contrato. O estudo trabalha com uma faixa comercial indicativa entre € 0,20 e € 0,80/kg para o país.
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O Brasil, por sua vez, aparece no levantamento com preço estimado de € 0,39/kg, próximo ao registrado pela África do Sul e acima de Espanha, Austrália (€ 0,35/kg), Geórgia (€ 0,35/kg), Macedônia do Norte (€ 0,32/kg), Chile e Argentina. Portugal aparece em posição intermediária, com € 0,52/kg.
Os números, porém, exigem cautela. A comparação reúne países em diferentes momentos da safra e utiliza metodologias distintas conforme a disponibilidade de informações. Enquanto no Hemisfério Sul a vindima de 2026 já terminou em importantes produtores, vários países do Hemisfério Norte ainda não possuem médias nacionais definitivas. Para Espanha, França, Itália e outros mercados, os valores são provisórios e ainda podem mudar até o encerramento da colheita e a conclusão dos contratos.
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