Vinhos da Espanha

La Rioja, Aragón, Navarra... conheça as principais regiões vitivinícolas e descubra porque os vinhos espanhóis estão ainda melhores


O Triunfo de Baco
“O Triunfo de Baco”, também conhecida como “Os bêbados”. Pintura de Velázquez que hoje está no Museu do Prado, em Madri

A relação da Espanha com o vinho é antiga. Vem desde a época em que os romanos dominaram a Península Ibérica. Mas bem antes disso já havia videiras na região. De fato, há registros de que elas são lá cultivadas desde aproximadamente os anos 4.000 ou 3.000 a.C.

Durante os séculos e especialmente o período da Idade Média, a cultura do vinho sobreviveu à passagem dos bárbaros e também dos árabes, por causa de uma pequena produção para atender aos cristãos. E quando a filoxera atingiu os vinhedos da França em meados do séculos XIX, alguns produtores migraram para a Espanha, levando consigo suas técnicas de vinificação. Mais tarde, a doença chegou à Espanha, mas se espalhou de maneira lenta, devido à distância entre as regiões produtoras.

Desde a década de 1990, porém, a indústria vitivinícola espanhola tem passado por profundas transformações – maiores do que todas as ocorridas nos séculos anteriores – e considerável processo de modernização, que não se limitou apenas ao campo, mas também incluiu toda a regulamentação do setor e hoje o país é berço de alguns dos mais prestigiosos vinhos do mundo.

A Espanha tem atualmente a maior área de vinhedos do mundo e é o terceiro maior produtor, ocupando a maior parte da Península Ibérica. Grande parcela do território espanhol está em um planalto central denominado meseta, situado a altitudes que variam entre 600 e 1000 metros acima do nível do mar e rodeado de cadeias montanhosas. Os tipos de solo variam muito de uma região para outra, assim como os microclimas. Nas áreas litorâneas, percebe-se a influência marítima, com clima mais fresco e úmido; no interior do país, o clima é mais continental, com verões mais frios e invernos rigorosos. E essa pluralidade se reflete nos vários tipos de perfis de vinhos espanhóis.

Tempranillo

Tempranillo é cepa emblemática do país, seu nome vem da palavra “tempro”, que significa “cedo”, provavelmente pelo fato de ela amadurecer antes das outras variedades

Uvas típicas da Espanha

Embora a maior quantidade de vinhedos plantados seja de cepas brancas – dentre as principais, Verdejo, Albariño, Xarel-lo e Viura – não se pode negar que a fama dos vinhos espanhóis está ligada às uvas tintas genuinamente espanholas, como Tempranillo, Garnacha, Monastrell, Cariñena, Graciano, Mencía e Mazuelo. Mas também se produzem muitos rótulos a partir da internacionais Cabernet Sauvignon, Merlot, Sauvignon Blanc e Chardonnay.

Merece destaque a Tempranillo, cepa emblemática do país, cultivada extensamente por todo o norte e centro da Espanha. Com sua casca mais grossa e baixa acidez, quando plantada em áreas de clima moderado, mostra sua melhor faceta. Seu nome vem da palavra “tempro”, que significa “cedo”, provavelmente pelo fato de que a Tempranillo amadurece antes das outras variedades. É a espinha dorsal de muitos rótulos espanhóis.

Regiões produtoras mais relevantes

Sendo a Espanha o país com maior área de vinhedos do mundo, distribuídos por todo seu território, não é de se espantar que haja muitas áreas produtoras. Na verdade, costuma-se dividir o mapa vitivinícola espanhol em macrorregiões. São elas: La Rioja, Navarra, Aragón, Cataluña, País Basco, Galícia, Castilla y León, Castilla La Mancha, El Levante, Andaluzia, Extremadura, Ilhas Canárias e Ilhas Baleares.

DOCa Rioja divide-se em Rioja Alavesa, Rioja Alta e Rioja Baja

La Rioja

DOCa Rioja é uma das mais importantes macrorregiões e foi a primeira a receber o status DOCa, em 1991. Os vinhedos estão plantados em altitudes que variam entre 500 e 800 metros acima do nível do mar. Os solos são calcário-argilosos, com boa concentração de ferro. Rioja Alavesa fica a oeste da cidade de Logroño, na margem norte do rio Ebro. Os vinhedos estão a 800 m do nível do mar, em solos predominantemente calcário-arenosos e os vinhos lá produzidos são provavelmente os mais sutis e elegantes de Rioja. Os climas em Rioja Alta e Rioja Alavesa são bastante similares. Devido à influência do Atlântico, não ocorrem temperaturas extremas típicas de climas continentais.

Já em Rioja Baja, a leste de Logroño e na margem sul do Ebro, o clima é mais continental, com verões quentes e invernos rigorosos. Os solos são bastante argilosos e chove muito pouco. A principal cepa cultivada é a Garnacha e os vinhos da região costumam ter menor potencial de guarda do que aqueles produzidos em Rioja Alta e Rioja Alavesa. Mais recentemente, tem se plantado mais vinhedos de Graciano, que amadurece bem no verão da Rioja Baja, para ser usada em blends com uvas Tempranillo vindas de Rioja Alta e Rioja Alavesa.

Tradicionalmente, os produtores de Rioja definiam seus vinhos pelo blend e pelo uso da madeira, com estágio em barrica por períodos mais longos do que os estabelecidos nacionalmente. A partir da década de 1970, os vinhos de Rioja passaram a ser produzidos com longos períodos de maceração, seguidos de estágios mais curtos em madeira. Além disso, o anteriormente mais usado carvalho americano tem sido substituído pelo francês sistematicamente. Atualmente, a tendência é produzir varietais e mesmo vinhos feitos com uvas de vinhedo único, pois o foco tem se depositado em mostrar a personalidade da uva e do vinhedo em si, ao invés de técnicas de fazer bons blends. Riojas mais modernos já apresentam traços mais frutados e são mais influenciados pelas barricas de carvalho francês.

Principais produtores: Finca Allende, Artadi, Luis Cañas, CVNE, Ijalba, LAN, Lopez de Heredia, Martínez Bujanda, Muga, Marqués de Murrieta, Palacios Remondo, Pujanza, Remelluri, La Rioja Alta, Marqués de Riscal, Roda, Benjamin, Romeo, Señorio de San Vicente, Sierra Cantabria, Marqués de Tomares e Dinastía Vivanco.

Atualmente, a tendência dos produtores é fazer varietais e vinhos feitos com uvas de vinhedo único

AD 93 pontos  
Marques de Riscal Gran Reserva 2001

Marqués de Riscal, Rioja, Espanha (Interfood R$ 226). Para elaborar este espetacular tinto de cor preto-cereja escuro foram utilizadas cepas Tempranillo, Graciano e Mazuelo, provenientes de vinhas de mais de 30 anos. Nariz com frutas pretas como ameixa com toques de especiarias, além de notas de chocolate e defumadas. Aroma muito complexo e agradável. Na boca, alta acidez e corpo médio estão muito bem equilibrados com taninos firmes e macios, permanecendo por longo tempo na boca. Sedoso, elegante, complexo, equilibrado, fantástico. Apesar de sua safra ser de 2001, ainda podemos esperar evolução. HSK

AD 91 pontos  
Marques de Tomares Reserva 2005

Marqués de Tomares, Rioja, Espanha (Casa Flora R$ 99). Este tinto, com produção limitada de 110 mil garrafas, é elaborado com 80% de Tempranillo, 15% de Graciano e 5% de Mazuelo provenientes de vinhas de mais de 30 anos. Envelhecidos em barricas de carvalho francês e americano por 24 meses, com posterior descanso de pelo menos 30 meses em garrafa. Apresenta cor violáceo escuro, tem aromas de frutas vermelhas com toques herbáceos, chocolate e defumado. A alta acidez e o corpo médio estão muito bem equilibrados, permanecendo por muito tempo na boca. Ainda jovem, é um vinho vibrante. HSK

AD 91 pontos  
Baron de Oja Crianza 2006

Bodega Antión, Rioja, Espanha (Viníssimo R$ 140). Este tinto é elaborado com 100% de Tempranillo e apresenta cor vermelho-rubi intenso. Tem aromas de frutas vermelhas com toques defumados. Na boca, alta acidez e corpo médio são bem equilibrados com taninos firmes, porém macios. Envelhecido em barricas de carvalho por 12 meses, harmoniza com carnes vermelhas e embutidos. HSK

AD 89 pontos
SERRES TEMPRANILLO JÓVEN 2012

Bodegas Carlos Serres, Rioja, Espanha (La Pastina R$ 35). Linda cor violeta, exuberante em sua juventude, com aromas discretos que se abrem quando a temperatura aumenta. Cerejas e framboesas, com toques de cedro e especiarias são mais aparentes. Em boca, também é jovial, refrescante, com sabores frutados e suaves tostados. Um vinho descomplicado e de ótima relação qualidade/preço. VS

AD 94 pontos  
IMPERIAL GRAN RESERVA 2001

CVNE, Rioja, Espanha (Vinci US$ 134). Preciosidade engarrafada. Divinos aromas balsâmicos, muito complexos e envolventes, lembrando ameixas secas, cravos, licor de cassis, baunilha e fumo. Um veludo em boca que desliza suavemente pela garganta, com taninos finíssimos. Suculento e sóbrio, com persistência que não acaba mais. Impressionante sua boa forma após 12 anos; a julgar pela qualidade da fruta e acidez, ainda vai longe. VS

AD 94 pontos  
Castillo YGAY GRAN RESERVA ESPECIAL 2004

Marqués de Murrieta, Rioja, Espanha (World Wine R$ 420). 93% Tempranillo e 7% Mazuelo de um único vinhedo velho, 29 meses de barrica e 36 de garrafa. Aromas de frutas vermelhas e negras maduras, notas florais, herbáceas e defumadas, toques minerais, especiados, de couro e de alcaçuz. Em boca, é frutado, tem taninos finíssimos, boa acidez, final longo e profundo. Está jovem, mas já mostra equilíbrio, profundidade e elegância para ficar ainda melhor. EM

Navarra
Navarra fica situada entre os Pirineus e o rio Ebro

Navarra

Navarra, situada entre os Pirineus e o rio Ebro, é normalmente conhecida pelos vinhos rosados produzidos a partir de Garnacha. Entretanto, mais recentemente, tem-se produzido muitos tintos, fazendo com que a Tempranillo assumisse o posto de cepa mais plantada na região. Brancos à base de Chardonnay e Viura também se destacam.

Principais produtores: Julián Chivite, Guelbenzu, Viña Magaña, Ochoa, Pago de Cirsus, Bodega Sarría e Valcarlos.

INURRIETA CUATROCIENTOS CRIANZA 2008

AD 89 pontos
INURRIETA CUATROCIENTOS CRIANZA 2008

Bodega Inurrieta, Navarra, Espanha (B-Cubo R$ 94).Tinto composto de Cabernet Sauvignon e Merlot, com estágio de 14 meses em barricas de carvalho francês e americano. Apresenta cor vermelho-rubi brilhante e aromas de frutas vermelhas maduras, além de notas florais, herbáceas e tostadas. Em boca, é fresco, frutado, estruturado, tem taninos finos, boa acidez e final médio/longo. Suculento e gostoso de beber. Álcool 15%. EM

Aragón

Aragón é originalmente uma região de produção de vinhos rústicos e artesanais, a história da região começou a mudar a partir do desenvolvimento das sub-regiões: Somontano, Cariñena e Catalayud. Estas duas últimas são DOs vizinhas, com clima continental e baixos índices pluviométricos. Embora a Garnacha seja ainda a casta mais cultivada, seus Consejos Reguladores têm incentivado o maior uso de Tempranillo, especialmente na produção de vinhos Crianza e Reserva. Curiosamente, a cepa Cariñena é pouco plantada na região de mesmo nome. Somontano, por sua vez, apresenta uma série de microclimas e a quantidade de chuvas é maior. No final dos anos 1980, ganhou status de DO, produzindo tintos, brancos e rosés de bom custo.

Os desenvolvimentos recentes em Rioja, Navarra e Aragón fizeram com que a área ficasse conhecida como “Alto Ebro” e se colocasse na vanguarda da vitivinicultura espanhola.

Principais produtores: Alto Moncayo, Blecua, Enate e Pirineos

Estada Reserva 2006

AD 89 pontos
Estada Reserva 2006

Vinos y Viñedos Estada, Somontano, Espanha (DC Mediterrânea R$ 140). Um corte de Cabernet Sauvignon (50%), Tempranillo (32%), Garnacha (15%) e Merlot (3%) que passa pelo menos 15 meses em barricas. Apresenta cor vermelho-rubi de média intensidade, com reflexo acastanhado e halo de evolução presente. Mostra aromas de frutas vermelhas maduras, com notas florais e lácteas. Tem corpo médio, excelente acidez e bom teor alcoólico (13,7%), com taninos muito finos. No retro-olfato aparecem aromas de frutas vermelhas e especiarias. GAP

O solo do Priorat é pouco comum, denominado licorella. Lá não chove muito e as videiras têm baixa produção

Cataluña

Situada no norte do país, a Cataluña é a macrorregião com maior número de DOs da Espanha. Entre as mais importantes estão Costers del Segre, Montsant e Penedès, além de acolher a DOCa Priorat, a segunda DOCa reconhecida no país. No final dos anos 1980, um grupo de cinco vitivinicultores pioneiros – Clos Mogador, Clos de l’Obac, Clos Dofi, Clos Martinet e Clos l’Ermita – estabeleceu-se no vilarejo de Gratallops, e cada um deles adquiriu terras e reconstruiu seus vinhedos, passando a produzir tintos de um estilo novo – quase negros, encorpados e concentrados – que agradou em cheio os paladares do mundo, fato que, aliado à pequena produção, fez com que esses vinhos alcançassem alto valor no mercado, atraindo mais investimentos para a região.

De fato, os rótulos do Priorat são alguns dos vinhos de melhor qualidade produzidos a partir de Garnacha e de Cariñena, comparáveis aos melhores dessa variedade. Com solo pouco comum – denominado licorella – e baixo índice pluviométrico, as videiras têm baixa produção, com frutas muito concentradas, característica que se reflete nos vinhos, que costumam apresentar coloração tinta profunda, com taninos muito finos e ótima textura, além de fruta exuberante e suculenta acompanhada por gostosa acidez e muita elegância.

A DO Penedès, maior da Cataluña, também merece atenção especial. Nela se notam três zonas climáticas distintas – Alto Penedès, Bajo Penedès e Penedès Central –, fazendo com que a área produza diversos estilos de vinho. É em Penedès Central que está Sant Sadurní d’Anoia, capital espanhola da produção de Cava, espumante produzido exclusivamente a partir do método tradicional, com pelo menos nove meses de contato com as leveduras e elaborado, via de regra, a partir de Macabeo, Xarel-lo e Parellada (Chardonnay e Pinot Noir são cada vez mais utilizadas desde que foram autorizadas), entre outras rígidas normas ditadas pelo Consejo Regulador. Cava, tecnicamente apesar de ser uma DO, não é uma região geográfica, assim, as municipalidades da Cataluña (responsável por 95% da produção), Valência, Aragón, Navarra, Rioja e País Basco podem ostentar a qualificação DO Cava.

A DO Penedès é a maior da Cataluña e é em Penedès Central que está Sant Sadurní d’Anoia, capital espanhola da produção de Cava

Principais produtores do Priorat: Cal Grau, Cims de Porrera, Celler D L’Encastell, Clos Dominic, Clos Erasmus, Clos Figueras, Clos Mogador, Costelrs del Siurana, Dits del Terra, Ferrer Bobet, L’Infernal, Marco Abella, Mas Doix, Mas d’en Gil, Mas Martinet, Alvaro Palacios, Vall-Lach e Terroir Al Limit.

Principais produtores de Cava: Codorníu, Freixenet, Gramona, Juvée y Camps, Raventós e Segura Viudas.

Principais produtores da Catalunha: Abadal, René Barbier, Can Rafols del Caus, Celler de Capçanes, Castell del Remei, Cérvoles, Tomás Cusiné, Laurona, Jean León, Raïmat, Torres e Jané Ventura.

GRAN CORONAS CABERNET SAUVIGNON 2008

AD 90 pontos
GRAN CORONAS CABERNET SAUVIGNON 2008

Miguel Torres, Penedès, Espanha (Devinum R$ 79). Tinto composto de 85% Cabernet Sauvignon e 15% Tempranillo, com estágio de 15 meses em barricas de carvalho francês e americano. Apresenta cor vermelho-rubi fechada de reflexos violáceos e aromas de frutas vermelhas e negras mais maduras, notas florais, de mentol e eucalipto, além toques minerais, tostados, defumados e de tabaco. No palato, é frutado, redondo, estruturado, tem boa acidez, taninos finos e rica textura, bom volume de boca e final persistente e suculento, que convida a mais um gole. EM

SCALA DEI PRIOR 2005

AD 91 pontos
SCALA DEI PRIOR 2005

Scala Dei, Priorato, Espanha (Interfood R$ 208). Tinto elaborado a partir de 50% Garnacha Tinta, 27% Cabernet Sauvignon e 23% Syrah, com estágio de 12 meses em barricas novas de carvalho francês e americano. Apresenta cor vermelho-rubi profunda e aromas de frutas negras maduras, bem como notas florais e especiadas, além de toques herbáceos, minerais, de baunilha e chocolate. No palato, é frutado, cheio, estruturado, potente, suculento, tem taninos de ótima textura, boa acidez e final untuoso e persistente. Álcool 14,5%. EM

GRAMONA ARGENT EXTRA BRUT

AD 92 pontos
GRAMONA ARGENT EXTRA BRUT

Gramona, Penedès, Espanha (Casa Flora R$ 220).  Branco espumante Extra Brut elaborado exclusivamente a partir de uvas Chardonnay com estágio de 48 meses sob as leveduras. Apresenta cor amarelo-palha brilhante e perlage fina e persistente. Os aromas são complexos e profundos lembrando frutas brancas maduras, notas florais e minerais, além de toques tostados, de frutos secos e pão. No palato, é frutado, estruturado, muito equilibrado, tem ataque elegante, boa acidez e ótima persistência. Chama atenção pela textura cremosa. Muito gostoso de beber. Álcool 12%. EM

País Basco

O País Basco é a macrorregião que fica na parte mais setentrional da Espanha. A individualidade da região – conhecida por seus manifestos pela independência do restante do país – acaba por se manifestar também no vinho produzido no local. O chamado Txakolí tem características únicas, muito distintas do que se conhece como vinho espanhol. Normalmente é consumido como aperitivo ou acompanhando frutos do mar. Por exemplo, o Txakolí apresenta gás residual, semelhante ao do Vinho Verde português. As fagulhas são conhecidas como tximparta. As uvas usadas na sua produção são próprias da região, especialmente a branca Hondarribi zurri e a tinta Honsabirri beltza. As DOs mais importantes são Txakolí de Guetaria e Txakolí de Viscaya.

Galícia

A Galícia – região de condições geográficas ímpares, por estar próxima ao oceano Atlântico e ao mar Cantábrico e cercada pela cordilheira Cantábrica e, assim, receber maior umidade e isolamento –, é dividida em cinco DOs: Monterrei, Ribeira Sacra, Ribeiro, Valdeorras e principalmente Rías Baixas, onde brancos jovens, frutados e bastante aromáticos têm sido produzidos a partir, principalmente, de Albariño.

Principais produtores: Dominio do Bibei, Fillaboa, Galegas, Lagar de Fornelos, Martiín Codax, Gerardo Méndes, Viña Nora, Palacio de Fefiñanes, Pazo Señorans e Santiago Ruiz.

Castilla y León

A macrorregião de Castilla y León situa-se no centro-norte da Espanha. Por ela, passa o rio Duero – o mesmo que em Portugal recebe o nome de Douro. É uma área bastante relevante no país, tanto historicamente quanto para a indústria do vinho. Isso porque, dentre suas sub-regiões, estão as DOs Ribera del Duero, Rueda, Toro e Bierzo.


O clone de Tempranillo cultivado em Ribera del Duero é conhecido no local como Tinto Fino e tem as cascas mais grossas, resultando em vinhos mais tintos e com taninos mais adstringentes do que os vistos em vinhos do Rioja, por exemplo

Ribera del Duero

A DO Ribera del Duero é provavelmente a mais importante das denominações espanholas. É protegida de qualquer influência marítima por uma cadeia de montanhas. O solo é calcário-arenoso. Está localizada na parte mais alta da meseta, com alguns vinhedos a 850 metros de altitude, o que garante noites frias durante o ano todo, mesmo no verão, quando a amplitude térmica pode chegar aos 20ºC. Quem muito se beneficia dessas diferenças de temperatura é a Tempranillo, vedete local, presente em blends e personagem única da maioria dos melhores tintos da região. A Garnacha, por sua vez, é usada principalmente nos rosés.

Até o início dos anos 1980, o potencial da região era pouco explorado e a área era mais conhecida por seu produtor mais ilustre, Vega Sicília. A partir de novos investimentos e do trabalho de enólogos jovens, viu-se um salto na quantidade e qualidade dos tintos lá produzidos.

Um detalhe importante é que o status DO Ribera del Duero só vale para tintos e rosados. Outro é que as castas Cabernet Sauvignon, Malbec e Merlot são permitidas na DO por influência do Vega Sicília, que tem vinhedos antigos dessas cepas. O clone de Tempranillo cultivado em Ribera del Duero é conhecido no local como Tinto Fino e tem as cascas mais grossas, resultando em vinhos mais tintos e com taninos mais adstringentes do que os vistos em vinhos do Rioja, por exemplo.

Principais produtores: Aalto, Alión, Alonso del Yero, Dominio de Atauta, Cillar de Silos, Condado de Haza, O. Fournier, Hacienda Monasterio, Emilio Moro, Pago de Capellanes, Pago de Carraovejas, Viña Pedrosa, Pesquera, Dominio de Pingus, Protos, Rodero, Sastre, Telmo Rodriguez, Vega Sicilia e Finca Villacreces.

Nuestro 10 2008

AD 89 pontos
Nuestro 10 2008

Bodega Diaz Bayo, Ribeira del Duero, Espanha (B-Cubo R$ 106). Feito com Tinta del Pais (Tempranillo), passa 10 meses em barricas de carvalho (90% francês). Vermelho-rubi com discreto reflexo violáceo. Aromas de frutas vermelhas bem maduras (groselha), frutas em compota, com notas florais e animais. Na boca, exibe bom corpo, com equilíbrio entre acidez e álcool. Taninos finos, com retro-olfato de frutas vermelhas e especiarias. GAP

Balbás Grand Reserva 2001

AD 91 pontos  
Balbás Grand Reserva 2001

Bodegas Balbás, Ribera del Duero, Espanha (Winebrands R$ 297). 90% de Tempranillo e 10% de Cabernet Sauvignon. Aromas bastante complexos e agradáveis de frutas vermelhas com notas minerais e defumadas. Na boca, alta acidez e corpo médio bem equilibrados com taninos firmes e marcantes, porém redondos. Permanece por longo tempo na boca. Apesar de a safra ser 2001, ainda está jovem. Harmoniza com carnes vermelhas e queijos. HSK

SPIGA 2006

AD 91 pontos
SPIGA 2006

O. Fournier, Ribera del Duero, Espanha (Vinci US$ 90). Tempranillo com estágio de 13 meses. Aromas de frutas negras maduras como ameixas e amoras envoltos por notas defumadas e de tabaco, toques florais, minerais e de especiarias doces. No palato, confirma o estilo de fruta do nariz, é estruturado, potente, equilibrado, tem bom volume de boca, acidez na medida, ótima textura tânica e final persistente. Alia concentração, intensidade e elegância. EM

Castas Cabernet Sauvignon, Malbec e Merlot são permitidas na DO por influência do Vega Sicília

Clea Tempranillo 14 meses 2009

AD 90 pontos
Clea Tempranillo 14 meses 2009

Vintae, Ribeira del Duero, Espanha (Viníssimo R$136). Um varietal de Tempranillo que passou 14 meses em barricas de carvalho. Tem cor vermelho-rubi de média intensidade, ainda com reflexos violáceos. Encanta pelos aromas de frutas negras maduras, especiarias (pimenta preta), compota de groselha e notas tostadas. Na boca, tem corpo médio, com excelente equilíbrio entre acidez e teor alcoólico (14%) e taninos muito finos. A persistência é longa, com retro-olfato de frutas negras e especiarias. GAP

FUENTESPINA RESERVA 2006

AD 90 pontos
FUENTESPINA RESERVA 2006

Avelino Vegas, Ribera del Duero, Espanha (Cantu R$ 156). Tempranillo de vinhedos de mais de 70 anos, com estágio de 16 meses. Aromas de frutas negras mais maduras, quase em compota, notas florais, minerais e especiadas, além de toques tostados, de ervas secas e de tabaco. Em boca, confirma o estilo de fruta mais doce, mas bem equilibrada por uma gostosa acidez que aporta vibração ao conjunto. É suculento, encorpado, estruturado, tem taninos de boa textura e final longo médio/longo. EM

Torro
Em Toro, Tempranillo leva o nome de Tinta de Toro

Toro

Também em Castilla y León, a 700 metros do nível do mar, está a DO Toro, que passa atualmente pelas mesmas mudanças que se viu tempos atrás na vizinha Ribera del Duero. Os climas das DOs são similares, assim como o clone de Tempranillo cultivado nas duas áreas – em Toro, leva o nome de Tinta de Toro. Em Toro, a DO vale para tintos, rosados e brancos, ainda que esses dois últimos sejam produzidos em pequena quantidade. Os tintos são potentes e apresentam maior teor alcoólico devido aos longos períodos de insolação e ao fato de que as uvas são tradicionalmente colhidas bem maduras.

Principais produtores: François Lurton, Maurodos, Elías Mora, Numanthia Thermes, Pintia, Rejadorada, Sobreño e Vega Sauco.

WENCES 2004

AD 92 pontos
WENCES 2004

Bodegas Vega Sauco, Toro, Espanha (Ravin R$ 306).  80% Tempranillo e 20% de outras variedade nativas, com estágio de 24 meses em barricas francesas. Apresenta cor vermelho-rubi de reflexos púrpura e aromas de frutas negras e vermelhas, notas florais, especiadas e minerais, além de toques tostados e de tabaco. No palato, é frutado, suculento, cheio, fresco, equilibrado, estruturado, tem ótima acidez, boa textura tânica e com final cheio e profundo. EM

Dehesa Gago 2010

AD 88 pontos  
Dehesa Gago 2010

Compañia de Vinos Telmo Rodríguez, Toro, Espanha (Mistral US$ 40). Elaborado com a varietal Tinta de Toro (Tempranillo), este vinho não passa por carvalho. Tem cor vermelho rubi de média intensidade, com discreto reflexo violáceo. No nariz, mostra aroma de frutas negras, licor de jabuticaba, especiarias e notas florais. Apresenta corpo bom, ótima acidez e bom teor alcoólico (14,5%), com taninos finos. O retro-olfato é frutado. GAP

Rueda

Entre Toro e Ribera del Duero está a DO Rueda. O que a difere das vizinhas é o fato de que seu foco principal está na produção de brancos. Historicamente, em Rueda se produzia vinhos no estilo de Jerez. Com a modernização, apoiados no clima continental e no solo calcário do local, iniciou-se a produção de brancos mais leves e frutados. A mais tradicional casta de Rueda é a Verdejo, que dá vinhos elegantes, aromáticos e de boa acidez. A Sauvignon Blanc também é importante na região. Tanto Verdejo quanto Sauvignon Blanc podem ser vinificadas e engarrafadas como varietais, entretanto, os blends da DO devem sempre conter 50% de Verdejo.

Principais Produtores: Gótica, Naia, Ossian, Palacio de Bornos e Yllera.

Finca Monte Pedroso Verdejo 2011

AD 89 pontos
Finca Monte Pedroso Verdejo 2011

Cantos de Rueda, Rueda, Espanha (Mistral US$ 42). Este branco é elaborado com 100% de cepa Verdejo. Apresenta cor amarelo dourado claro e brilhante. No nariz, tem aromas de frutas tropicais. Na boca, a alta acidez traz frescor agradável. Seu corpo médio é conferido pelo ótimo volume, que permanece por longo tempo na boca. Harmoniza com embutidos e entradas leves. HSK

José Pariente Varietal Verdejo 2010

AD 89 pontos  
José Pariente Varietal Verdejo 2010

Bodegas José Pariente, Rueda, Espanha (Decanter R$ 95). 100% de Verdejo. Extremamente aromático, mostra agradáveis notas doces e de frutas como maracujá. Na boca, a alta acidez e o corpo médio apresentam um ótimo equilíbrio deixando um final de boca cítrico e suculento, que permanece por muito tempo. A surpresa fica por conta de sua untuosidade, com ótimo volume de boca. Harmoniza com embutidos e frutos do mar frescos. HSK

A principal cepa de Bierzo é a Mencía, que se acreditava ser capaz de dar apenas vinhos mais diluídos, mas hoje mostra todo o seu potencial

Bierzo

Na DO Bierzo, já na fronteira com a Galícia, produzem-se predominantemente vinhos tintos. O clima é mais quente que o da Galícia, embora a região ainda se beneficie da frescas brisas marítimas. A principal cepa é a Mencía, que se acreditava ser capaz de dar apenas vinhos mais diluídos. Entretanto, assim como aconteceu no Priorat, um grupo de jovens produtores, aproveitando vinhas velhas existentes no local e utilizando melhores técnicas de cultivo e vinificação, têm produzido rótulos mais concentrados, com boa fruta e intensidade aromática, balanceadas com boa acidez natural.

Principais produtores: Castro Ventosa, Descendientes de J Palacios, Pittacum e Dominio de Tares.

PEIQUE VIÑEDOS VIEJOS 2007

AD 90 pontos
PEIQUE VIÑEDOS VIEJOS 2007

Bodegas Peique, Bierzo, Espanha (Decanter R$ 120). Mencía de vinhedos de mais de 70 anos, com estágio de 13 meses em barricas de carvalho francês, russo e americano. Intensa cor vermelho-rubi de reflexos violáceos e aromas de frutas vermelhas e negras maduras, notas florais e de especiarias doces, toques tostados, minerais e de tabaco. Em boca, mostra ótima fruta, é estruturado, equilibrado, suculento, tem bom volume, acidez na medida, taninos finos e de ótima textura e final concentrado e profundo. EM

ART 2009

AD 91 pontos  
ART 2009

Luna Beberide, Bierzo, Espanha (World Wine R$ 236).
Bela cor rubi, viva e brilhante. No nariz, é possível sentir muito frescor e elegância, com frutas vermelhas, toques florais , de ervas e condimentos. Muito redondo e bem resolvido em boca, com acidez e taninos perfeitamente equilibrados. O sabor segue a linha das frutas vermelhas com hints apimentados. VS


La Mancha é a maior DO do país e a maior área vitivinícola contínua do mundo, abrangendo 182 municípios

Castilla La Mancha

Da região mais central do país, onde o clima é continental ao extremo, sem qualquer influência marítima, com baixo índice pluviométrico, verões com temperaturas próximas a 40oC e invernos em que os termômetros chegam normalmente abaixo de 0oC, vem quase 50% do total de litros de vinho produzidos anualmente na Espanha. Trata-se de Castilla La Mancha. Nessa macrorregião estão as DOs La Mancha e Valdepeñas, entre outras.

La Mancha

La Mancha é a maior DO do país e a maior área vitivinícola contínua do mundo, abrangendo 182 municípios, divididos em quatro províncias: Albacete, Ciudad Real, Cuenca e Toledo. Devido às condições extremas do clima, a valente branca Airén se adaptou bem ao local, tornando La Mancha “a casa da Airén”. No entanto, essa cepa não é das mais ambiciosas. Normalmente, parte do vinho obtido a partir dela acaba por ser destilado para a produção de brandy de Jerez. Assim, é natural que, nos últimos anos, seguindo a orientação do Consejo Regulador, as áreas de Airén estão sendo substituídas por vinhedos de Tempranillo – que, em La Mancha, leva o nome de Cencibel –, além de Cabernet Sauvignon, Merlot, Syrah e até mesmo Chardonnay e Sauvignon Blanc. Desde que o mercado internacional reconheceu o potencial da DO, novas técnicas de vinificação foram implementadas. As vinícolas se modernizaram e focaram em produzir vinhos para agradar o consumidor. Com isso, por exemplo, as uvas brancas passaram a ser colhidas mais jovens, fator determinante para a obtenção de vinhos com acidez mais fresca e menor teor alcoólico. A utilização de tanques de aço inoxidável – com controle de temperatura, inclusive – é onipresente. Os tintos produzidos na região têm se mostrado predominantemente frutados, encorpados, frescos e aromáticos.

La Mancha foi o local onde a onda de “Vinos de Pago” de alta qualidade surgiu. Ainda hoje a maioria das propriedades que ostentam o status Vino de Pago está na região.

Principais produtores: Alto Landon, Finca Antigua, Vinícola de Castilla, Dehesa de Carrizal e El Vínculo

MARQUES DE GRIÑON SYRAH 2006

AD 91 pontos  
MARQUES DE GRIÑON SYRAH 2006

Marques de Griñon,Toledo, Espanha (Winebrands R$ 260). Tinto elaborado exclusivamente a partir de uvas Syrah, com estágio de 12/15 meses em barricas novas de carvalho francês. Apresenta cor vermelho-rubi fechado e aromas de frutas negras e vermelhas mais maduras, notas florais e de especiarias, além de toques tostados e de tabaco. No palato, é frutado, encorpado, tem madeira bem integrada, bom volume de boca, ótimos taninos, com final profundo, licoroso e elegante. Álcool 15%. EM

Valdepeñas

A DO Valdepeñas fica imediatamente ao sul de La Mancha. Compartilha do clima de sua vizinha, mas tem construído sua boa reputação graças à produção de vinhos de qualidade superior, geralmente varietais de Tempranillo ou blends desta com cepas internacionais.

Principais produtores: Llos Lanos, Bodegas Real, Félix Solís

O Jerez com seu método de produção singular é o vinho mais conhecido de Andaluzia

El Levante

A macrorregião de El Levante situa-se ao sul da Cataluña, já na costa do Mediterrâneo. As principais DOs locais são Valência, Jumilla e Yecla. A DO Valência, antigamente exportadora de vinhos simples, recebeu investimentos significativos nos últimos anos, tanto em seus vinhedos quanto em suas vinícolas. Com isso, atualmente ostenta a imagem de região produtora de tintos e brancos descomplicados, de boa relação qualidade-preço. Novamente, o Consejo Regulador tem estimulado a replantação de Tempranillo. A variedade branca mais cultivada é Merseguera, ainda que haja muitos vinhedos de Muscat de Alexandria, a partir da qual se produz o Moscatel de Valência, fortificado branco bastante perfumado.

Um pouco mais para o interior estão a DO Jumilla e a DO Yecla, regiões que, a exemplo de Valência, também têm passado por grandes mudanças. A principal cepa cultivada é a Monastrell, com a qual se produz vinhos encorpados e frutados.

Principais produtores: Rafael Cambra, Casa Castillo, Castaño, Gandía, Juan Gil, Finca Luzón, Agapito Rico, Sierra Salinas e El Nido.

Outras macrorregiões

Extremadura
Em Extremadura, o clima semiárido não é exatamente o ideal para o cultivo de videiras. Ainda assim, surpreendentemente a área é a quarta região produtora mais importante da Espanha. A maior parte do vinho feito em Extremadura é vendida à granel para ser destilada e acaba sendo base para a produção de brandy de Jerez.

Ilhas Baleares
As Ilhas Baleares constituem uma antiga região produtora, embora apenas em Mallorca existam vinhedos. Como curiosidade, a primeira DO espanhola fora do continente é a DO Binissalem.

Ilhas Canárias
A produção vinícola das Ilhas Canárias varia entre vinhos de excelente qualidade, feitos em pequena quantidade a partir de cepas locais por pequenos produtores, e vinhos feitos em grandes vinícolas com vistas ao mercado externo.

Andaluzia

Assim como Portugal, que produz o Vinho do Porto, a Espanha também tem seus fortificados, vindos principalmente da macrorregião de Andaluzia, no sudoeste do país. Naquela área, o clima é mediterrâneo – com invernos amenos e verões quentes – e o solo do tipo “albariza”, caracterizado pela cor branca e a composição calcária, com elementos orgânicos de origem marítima. O mais conhecido deles certamente é o Jerez, feito na DO Jerez, embora a DO Montilla-Moriles – com seu Montilla, bem semelhante ao Jerez – e a DO Málaga – já em declínio – também produzam fortificados próprios.

O Jerez é um vinho fortificado, feito a partir de uvas Palomino, Pedro Ximenez e, em menor escala, Moscatel. Caracteriza-se por seu método de produção: a adição do álcool vínico não ocorre durante a fermentação, mas sim após a conclusão da fermentação. Assim, o resultado da fortificação não é necessariamente um vinho com alto teor de açúcar. De fato, os tipos de Jerez são: Fino, Amontillado, Oloroso, Palo Cortado, La Manzanilla, Cream, Moscatel e Pedro Ximenez, sendo este último um produto doce, extremamente aromático e saboroso.

Principais produtores: Fernando Castilla, Emilio Lustau, Bodegas Tradicion, Pedro Domecq, Gonzáles Byass, Hidalgo, Osborne e Valdespino.

Solera Reserva Los Arcos Dry Amontillado

AD 90 pontos
Solera Reserva Los Arcos Dry Amontillado

Emilio Lustau, Andaluzia, Espanha (Ravin R$ 88). Amarelo âmbar com toque verdeal, os aromas são fascinantes com belas notas de nozes, tostado e um intrigante toque herbáceo. Em boca, é típico: seco e límpido, com mineralidade pungente, com final de boca quase adocicado, longo e profundo, como deve ser. Pede um acompanhamento de seu país, como um bom jamón ou pão com tomate. Excelente. Tem 18,5% de álcool SMR

Por Eduardo Milan

Publicado em 31 de Março de 2016 às 12:00


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