Temperaturas abaixo de -5°C devastaram vinhedos e ampliaram crise no setor vitivinícola

por Redação
A viticultura da Hungria enfrenta uma das situações mais difíceis dos últimos anos após uma forte onda de geada atingir o país em 1º de maio. As temperaturas, que em algumas áreas ficaram abaixo de -5°C, provocaram danos severos em importantes regiões produtoras de vinho, especialmente Hajós-Baja e Kunság, no centro-sul do país.
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Segundo veículos especializados do setor agrícola húngaro, os vinhedos já estavam fragilizados pela seca registrada em abril, o que aumentou a vulnerabilidade das videiras às temperaturas negativas. Como resultado, milhares de hectares sofreram perdas significativas justamente no período de brotação das plantas, uma fase considerada crítica para o desenvolvimento da safra.
Na região de Hajós-Baja, cerca de 1.500 dos 1.800 hectares cultivados foram atingidos. Já em Kunság, uma das maiores áreas vitivinícolas da Hungria, produtores estimam que aproximadamente 75% dos 20 mil hectares não deverão produzir uvas nesta temporada.
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Além do impacto imediato na colheita de 2026, os prejuízos podem se estender pelos próximos anos. Especialistas calculam perdas financeiras próximas de 30 bilhões de forints — cerca de 84 milhões de euros —, enquanto os custos de manutenção dos vinhedos afetados podem ultrapassar 2 mil euros por hectare, mesmo sem produção.
O cenário se torna ainda mais delicado porque o setor vinícola húngaro também enfrenta problemas relacionados à Flavescence dorée, doença da videira que vem afetando plantações em diferentes regiões do país. A combinação entre eventos climáticos extremos e desafios fitossanitários reforça a preocupação dos produtores europeus com os impactos crescentes das mudanças climáticas sobre a viticultura.
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