Canadá investe C$ 1,7 milhão em câmera capaz de analisar plantas e prever a produção de uvas

por Redação
Uma câmera equipada com inteligência artificial poderá percorrer vinhedos identificando sinais de doenças e analisando individualmente as videiras. O governo do Canadá anunciou investimento de até C$ 1,69 milhão na Vivid Machines para adaptar à viticultura uma tecnologia que já vinha sendo utilizada em pomares de maçã.
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O financiamento, anunciado em 10 de setembro pela Agriculture and Agri-Food Canada, será realizado por meio do programa AgriScience. A proposta é ampliar a capacidade de acompanhamento dos vinhedos e fornecer aos produtores informações mais precisas sobre sanidade das plantas, qualidade das uvas e estimativas de produtividade.
Batizado de Vivid XV, o sistema utiliza visão computacional e aprendizado de máquina. A câmera pode ser instalada em tratores e equipamentos de pulverização e, enquanto a máquina circula pelo vinhedo, registra imagens e coleta dados das plantas em tempo real.
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Com o novo projeto, a Vivid Machines deverá atualizar a câmera e desenvolver modelos capazes de identificar doenças, acompanhar a evolução das uvas e calcular a produção esperada por videira, fileira e bloco do vinhedo.
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A visão computacional permite que o equipamento interprete imagens captadas no campo, enquanto os modelos de aprendizado de máquina procuram padrões nos dados. Dessa forma, problemas que poderiam passar despercebidos em uma inspeção convencional podem ser identificados mais cedo.
A expectativa do governo canadense é que informações mais detalhadas permitam direcionar tratamentos apenas às áreas que necessitam de intervenção, contribuindo para reduzir o uso de produtos químicos e evitar perdas provocadas por doenças.
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Os dados também podem ajudar na previsão da safra. Ao estimar com antecedência quanto cada área deverá produzir, viticultores e vinícolas ganham informações para organizar a vindima e planejar a quantidade de uvas que chegará às unidades de produção.
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A Vivid Machines já emprega sua tecnologia de análise por imagens em pomares de maçã. O financiamento permitirá adaptar o sistema às particularidades das videiras e testar sua capacidade de reconhecer problemas específicos da cultura.
Segundo Jenny Lemieux, cofundadora e CEO da empresa, o projeto deverá aplicar ao setor vitivinícola ferramentas desenvolvidas inicialmente para produtores de maçã, principalmente na estimativa da carga de produção e na localização precoce de doenças.
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A iniciativa também prevê a ampliação da equipe da empresa em Toronto e a criação de empregos especializados em tecnologia agrícola em Ontário.
A adoção de câmeras, sensores e inteligência artificial acompanha uma busca crescente da agricultura por informações cada vez mais detalhadas sobre o campo. No caso dos vinhedos, detectar uma doença antes que ela avance e prever com maior precisão o tamanho da colheita pode significar menos perdas e decisões mais precisas ao longo de toda a safra.
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