Focos de incêndio foram controlados sem atingir vinícolas, mas onda de calor eleva risco na principal região produtora de vinhos dos EUA

por Redação
Os vinhedos de Napa Valley e Sonoma, duas das principais regiões produtoras de vinhos dos Estados Unidos, voltaram a entrar em estado de atenção após dois incêndios florestais registrados no norte da Califórnia. As chamas foram controladas antes de atingir vinícolas e propriedades rurais, mas a previsão de uma nova onda de calor mantém produtores e autoridades em alerta.
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O maior foco, identificado como Hardin Fire, queimou cerca de 79 acres (32 hectares) em Pope Valley, no condado de Napa. De acordo com o Departamento de Florestas e Proteção contra Incêndios da Califórnia (Cal Fire), o incêndio começou na tarde de segunda-feira (13 de julho) e se espalhou rapidamente por áreas de vegetação seca. Com apoio de aeronaves e equipes em solo, o fogo teve seu avanço interrompido e atingiu aproximadamente 60% de contenção ainda no mesmo dia.
Já o Ledson Fire, em Sonoma County, consumiu cerca de 17 acres (7 hectares). As autoridades chegaram a emitir alertas de evacuação para moradores da região, mas a situação foi controlada poucas horas depois, permitindo a suspensão das restrições. Equipes permaneceram no local para eliminar focos residuais e evitar a retomada das chamas.
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Segundo as autoridades, não houve registro de feridos nem de danos a vinícolas, vinhedos ou edificações. As causas dos dois incêndios seguem sob investigação.
O episódio ocorre às vésperas de uma nova onda de calor no norte da Califórnia, com temperaturas previstas acima de 38°C em diversas áreas do interior. O cenário preocupa especialmente o setor vitivinícola, já que o calor intenso, aliado à baixa umidade e à vegetação ressecada, aumenta significativamente o risco de incêndios durante o período de desenvolvimento das uvas.
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Nos últimos anos, os incêndios florestais passaram a representar um dos maiores desafios para os produtores da Califórnia, afetando colheitas, infraestrutura e, em alguns casos, a qualidade dos vinhos devido à exposição das uvas à fumaça. Embora os focos desta semana não tenham provocado prejuízos diretos às vinícolas, eles reforçam a preocupação do setor com a frequência cada vez maior de eventos climáticos extremos.