Garrafa histórica produzida para a união de Lady Di e o então Príncipe de Gales expõe os limites de valorização de vinhos ultrarraros no mercado de colecionadores

por Redação
Uma garrafa Magnum de Dom Pérignon 1961, produzida especialmente para o casamento da então Lady Diana Spencer com o Príncipe de Gales — hoje rei Charles III —, não encontrou comprador em leilão realizado no mês passado.
O episódio evidencia os desafios de precificação e liquidez de rótulos extremamente raros, mesmo quando associados a eventos históricos de grande apelo simbólico.
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Segundo informações divulgadas pela The Drinks Business, a garrafa fazia parte de uma edição exclusiva de apenas 12 magnums elaboradas para a cerimônia realizada em 29 de julho de 1981, na Catedral de St Paul, em Londres. O exemplar foi oferecido pela casa de leilões dinamarquesa Bruun Rasmussen, com estimativa entre €67 mil e €80 mil, após ter sido consignado por um colecionador que o adquiriu originalmente de um comerciante londrino.
Apesar do interesse público registrado antes do pregão, os lances não atingiram o preço mínimo estabelecido, o que levou à retirada do lote sem venda. A casa de leilões destacou que a safra de 1961 é amplamente reconhecida como uma das mais cobiçadas da história da Dom Pérignon, sobretudo pelo seu desempenho excepcional na região de Champagne.
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O resultado contrasta com outros movimentos recentes do mercado. Em novembro, uma garrafa acondicionada em caixa, também relacionada ao casamento real, foi vendida em uma casa de leilões regional no Reino Unido por £3.200, valor significativamente inferior às estimativas do lote dinamarquês. A diferença reforça como fatores como estado de conservação, nível do vinho, procedência e contexto da venda podem impactar drasticamente o valor final.
Especialistas do mercado secundário, citados pela The Drinks Business, apontam que, embora a safra de 1961 siga altamente desejada, o envelhecimento avançado reduz o apelo entre consumidores que priorizam a experiência sensorial, restringindo a demanda principalmente a colecionadores históricos. Nesse cenário, rótulos raros podem gerar grande atenção midiática, mas nem sempre convertem visibilidade em lances suficientes para atingir reservas elevadas.
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