Queda nas vendas perde força, enquanto alguns mercados e estilos voltam a registrar crescimento

por Redação
O mercado de Champagne começa a mostrar sinais de estabilização após dois anos de quedas mais acentuadas. Em 2025, foram comercializadas mundialmente 266,1 milhões de garrafas, recuo de 2,1% em relação ao ano anterior. Embora o resultado ainda seja negativo, representa uma desaceleração significativa das perdas de 8,3% em 2023 e 10,2% em 2024, segundo dados do Comité Champagne.
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A recuperação, porém, não ocorre de maneira uniforme. Estados Unidos e Reino Unido continuam sendo os principais mercados internacionais da bebida, mas tiveram desempenhos diferentes em 2025. Enquanto as vendas aos norte-americanos recuaram ligeiramente, os embarques ao Reino Unido cresceram 1,9%. Canadá e Japão avançaram 7,6% e 6,8%, respectivamente.
Mercados menores registraram aumentos ainda mais expressivos. As exportações cresceram 7,7% para a Hungria, 13,4% para a África do Sul e 13,9% para Hong Kong. A República Democrática do Congo apresentou a maior expansão entre os países destacados, com alta de 25,5%.
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Ao mesmo tempo, algumas casas tradicionais voltaram a crescer mesmo em mercados pressionados. Nos Estados Unidos, as oito principais marcas de Champagne avançaram conjuntamente 2,6% em 2025, apesar da retração da categoria como um todo. Laurent-Perrier registrou crescimento de 17,1% nas exportações, enquanto Piper-Heidsieck e Charles Heidsieck também apresentam avanços de dois dígitos neste ano.
O comportamento do consumidor ajuda a explicar esse movimento. Em vez de uma retomada generalizada, a demanda vem se concentrando em casas com identidade reconhecida, cuvées de prestígio e Champagnes de pequenos produtores, enquanto opções mais genéricas enfrentam maior concorrência de espumantes como Prosecco e Cava. O consumo em restaurantes também ganha importância, especialmente com a ampliação da oferta por taça.
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O Brut não safrado ainda domina amplamente o mercado, com 77,9% do volume. Outros estilos, no entanto, avançaram em 2025: Champagnes de baixa dosagem cresceram 16,1%, para 6,3 milhões de garrafas exportadas, enquanto os safrados tiveram alta de 4,8%, chegando a 2 milhões de garrafas.