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  • Crise do metanol

    Mercado Livre suspende anúncios de destilados em meio à crise de envenenamento por metanol

    Mercado Livre bloqueia anúncios de uísque, gin e vodka após mortes por metanol

    licor
    Intoxicações por metanol levam Mercado Livre a suspender venda de destilados

    por Christian Burgos

    O Mercado Livre anunciou a suspensão temporária de todos os anúncios de bebidas alcoólicas destiladas — como uísque, gin, vodka, cachaça, rum, licor e aperitivos — em sua plataforma no Brasil. A decisão ocorre em meio à crise de envenenamento por metanol que tem provocado mortes e internações em vários estados brasileiros.

    O comunicado foi feito pelo Country Lead do Mercado Livre no Brasil, Fernando Yunes, em publicação no LinkedIn. Segundo ele, a medida é “proativa e extraordinária” e tem caráter preventivo. Apenas produtos vendidos por fabricantes oficialmente reconhecidos e seus distribuidores permanecerão ativos. Além disso, a empresa removeu anúncios de itens relacionados, como lacres de garrafas e acessórios, seguindo recomendações da Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor).

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    “Optamos por agir de forma ágil, preventiva e solidária, reforçando nosso compromisso com a segurança das pessoas e a integridade do nosso ecossistema”, afirmou Yunes.

    O avanço da crise

    De acordo com o Ministério da Saúde, já foram confirmados 24 casos de intoxicação por metanol, com cinco mortes registradas, e cerca de 200 casos suspeitos continuam em investigação. O metanol é um álcool tóxico usado ilegalmente por falsificadores para adulterar bebidas destiladas, substituindo o etanol para reduzir custos. Mesmo em pequenas quantidades, pode causar cegueira, insuficiência renal e morte.

    A origem das bebidas contaminadas ainda está sob apuração. Autoridades apontam que o problema envolve esquemas de falsificação que utilizam rótulos e garrafas de grandes marcas, vendidas a preços abaixo do mercado. As investigações mostram que parte dessas bebidas chega ao consumidor por um elaborado esquema de distribuição ilegal B2B e final, e também por meio de redes informais de vendas pessoais, especialmente grupos de WhatsApp, os chamados “contatinhos”.

    LEIA TAMBÉM: Bagaceira: conheça a aguardente portuguesa que influenciou a cachaça

    Procedência e rastreabilidade

    O caso evidencia a importância de atentar para procedência e rastreabilidade na cadeia de bebidas alcoólicas. Sem segurança sobre a origem, o risco de adulteração cresce, e o consumidor fica exposto a produtos sem qualquer garantia de segurança.

    Nos últimos anos, o próprio Mercado Livre havia se tornado um canal importante de venda de bebidas, incluindo operações oficiais de produtores e importadores, mas também de vendedores informais. A suspensão temporária dos anúncios de destilados reflete a gravidade da crise e o desafio de assegurar que apenas produtos legítimos e rastreáveis permaneçam acessíveis ao público.

    Atenção ao consumidor

    Compre e consuma produtos de fornecedores cuja procedência você possa confiar.
    O preço nunca deve ser o único critério de compra. Ofertas de bebidas com valores muito abaixo do mercado e sem comprovação de origem devem ser tratadas com desconfiança.

    LEIA TAMBÉM: Qual a função do licor de tiragem na produção de espumantes?

    Dicas essenciais:

    • Compre apenas de empresas reconhecidas, com CNPJ, nota fiscal e canais oficiais.
    • Verifique selos de autenticidade e lacres originais.
    • Use canais como WhatsApp e redes sociais apenas para comprar de fornecedores confiáveis, não caia no golpe do chamado “personal contrabander”.
    • Em caso de sintomas após o consumo de bebidas suspeitas — como visão turva, dor abdominal, confusão mental ou vômitos — procure atendimento médico imediato.

    Impacto no mercado

    Nos reflexos no mercado, já se observam sinais de retração e crise de confiança: campanhas de ofertas de destilados caíram de 20,7% para 17,2% no início de outubro nas redes varejistas monitoradas — uma redução significativa nas promoções de bebidas alcoólicas.

    Estabelecimentos relatam queda de até 30% no movimento, segundo entidades de bares e restaurantes que atribuem o recuo à crise de metanol. Também emergem estimativas de que até 33% do mercado de uísque, 27% de vodka e 18% de cachaça correspondiam a bebidas ilegais ou de origem duvidosa, segundo pesquisa da ABBD/Euromonitor.

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