Negócio envolve estrutura em Nashik e reforça consolidação do setor no país

por Redação
A divisão de vinhos e destilados da Moët Hennessy acertou a venda de sua vinícola Chandon na Índia para a Sula Vineyards, principal produtora local. O acordo envolve a propriedade localizada em Dindori, na região de Nashik, no estado de Maharashtra, uma das principais áreas vitivinícolas do país.
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A transação, avaliada em cerca de 200 milhões de rúpias indianas (aproximadamente US$ 2,1 milhões), inclui o terreno de cerca de 19 acres, infraestrutura de produção, centro de visitantes e instalações para eventos. Os ativos relacionados à marca Chandon — como rótulos e portfólio — não fazem parte da negociação.
Inaugurada em 2014, a unidade possui capacidade anual de produção de cerca de 4.500 hectolitros, com possibilidade de expansão. Após a conclusão da venda, prevista para o próximo ano, a operação deixará de produzir vinhos sob a marca Chandon no mercado indiano. A produção futura no local será incorporada ao portfólio da Sula.
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O movimento ocorre em um contexto de reorganização global e pressão sobre resultados. A Moët Hennessy registrou queda nas vendas em 2025, refletindo um cenário mais desafiador para o setor de bebidas, com desaceleração do consumo em alguns mercados.
Para a Sula, a aquisição amplia a presença em uma região estratégica e reforça sua posição no mercado doméstico, onde já opera múltiplas vinícolas. A empresa também sinaliza interesse em expandir atividades ligadas ao enoturismo, segmento que tem ganhado relevância na Índia.
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A operação indica uma tendência de consolidação em mercados emergentes do vinho, onde ativos produtivos podem mudar de controle sem transferência de marca. Nesse modelo, estruturas locais permanecem ativas, mas passam a atender estratégias diferentes das adotadas por grupos internacionais.