Mundovino

Eventos do mundo do vinho


Infalível?

Segundo Nick Bartman, um experiente investigador de fraudes industriais, o modo mais seguro e eficaz de combater falsificações em vinhos já existe, mas ainda não foi implementado pelos produtores do mundo todo. Ele diz que o identificador mais eficaz de autenticidade já está na base de cada garrafa e é representando pelas pequenas insígnias, números e uma sequência estranha de pontos salientes moldados no vidro que parecem linguagem em Braile. Esses códigos são usados pelos fabricantes para rastrear as garrafas e seus respectivos lotes pela, caso apresentem algum problema. Esses números e símbolos revelam, entre outras informações: o fabricante, a região ou país, o molde utilizado, o volume de líquido contido no frasco etc. Então, se houvesse um sistema para registrar quais vinhos são colocados em quais garrafas, a combinação de insígnias, números e pontos, juntamente com a complexidade de copiar a qualidade e a cor do vidro, isso seria uma forma de unir a garrafa, o vinho e a marca de tal forma que praticamente impossibilitaria fraudes. “Isso torna o trabalho do falsificador quase impossível”, alega Bartman. Para a ideia funcionar, os fabricantes de garrafas deveriam compartilhar com seus clientes detalhes dos códigos nos lotes entregues. Na linha de engarrafamento dos produtores de vinho, iriam ser gravadas as informações vinculadas a um lote específico e os rótulos utilizados. A informação seria armazenada numa base de dados que pode ser acessada anos mais tarde. Para Bartman, esse método, se implementado, seria o mais seguro já usado, pois torna o trabalho do falsificador muito complexo e caro. “Os criminosos teriam que convencer um fabricante a copiar um lote de garrafas. Isso torna o trabalho muito mais difícil, quase impossível”, aponta, já que o custo dos moldes é proibitivo e replicar apenas um molde iria inundar o mercado com muitas garrafas semelhantes, “acionando alarmes”. Outro ponto é que a indústria de garrafas é dominada por empresas gigantes, que teriam muito a perder com a falsificação.

Fígado 1

Pela primeira vez, uma pesquisa feita por uma equipe de cientistas dinamarqueses resolveu avaliar a relação entre a frequência do consumo de bebidas alcoólicas com o aparecimento de doenças hepáticas. Sabe-se que o álcool é ruim para o fígado, mas, até então, os estudos não diferenciavam os tipos de bebedores. Agora, a equipe do Dr. Gro Askgaard, do Rigshospitalet Copenhagan University Hospital, examinou mais de 55 mil dinamarqueses por 18 anos e observou três variações em relação ao consumo de álcool: frequência, padrões durante a vida e tipo de álcool consumido. Notou-se, como era de se esperar, que quem bebia diariamente ter maior risco de desenvolver cirrose. No entanto, ter bebido correntemente durante a juventude, não aumenta esse risco. Por fim, viu-se que o consumo de vinho está associado a menores chances de desenvolver a doença quando comparado com o consumo de cerveja e destilados na mesma proporção.

Fígado 2

Ao que parece, o vinho pode mesmo proteger o fígado humano. Um trabalho da Universidade Oregon State, nos Estados Unidos, descobriu que o consumo moderado de vinho, uvas ou suco de uva pode prevenir o acúmulo de gordura no fígado. Segundo o Dr. Neil Shay, isso se deve à ação do ácido elágico, que reduziria os níveis de glucose no sangue, mesmo diante de dietas supercalóricas. No estudo, partes de fígado humano foram expostas ao ácido e notou-se que ele desacelerou a formação de gordura. Observou-se ainda que essa ação ocorria mesmo diante de doses muito baixas de ácido elágico, ou seja, poucas taças de vinho ou suco (o suco possui maior concentração desse ácido).

O vinho do rival de Ben Hur

Há muito tempo, os historiadores suspeitavam que uma propriedade chamada Villa Le Grotte, na ilha de Elba, na Itália, havia pertencido ao general romano Marcus Valerius Messalla Corvinus. Na obra ficcional de Lew Wallace, Messalla era o rival de Ben Hur (personagem fictício), príncipe judeu vendido como escravo. Agora, uma escavação descobriu indícios reais que confirmaram as suspeitas. Franco Cambi, professor da Universidade de Siena, afirmou que sua equipe desencavou ânforas que estampavam os dizeres: “Hermia Va(leri) (M)arci s(ervus) fecit”, ou seja, “feito por Hermias, escravo de Marcus Valerius”.

 

 

US$ 6 milhões

A 19ª edição da Premiere Napa Valley, a prova de barricas para leilão beneficente do consórcio Napa Valley Vintners, nos Estados Unidos, alcançou a marca recorde de US$ 6 milhões em vendas. No ano passado, o valor atingido tinha sido de US$ 5,9 milhões. O evento reúne membros da indústria, donos de restaurante, importadores e distribuidores interessados em garantir grandes vinhos. Neste ano, foram vendidos 225 lotes, a maioria deles contendo os ótimos Cabernet Sauvignon da safra 2013 na região. O preço médio por garrafa ficou em US$ 286.

Exportação francesa

O total de vinhos franceses exportados em 2014 caiu 3,3% em volume, o equivalente a 1,7 bilhão de garrafas, enquanto o valor diminuiu 1,7%, alcançando 7,44 bilhões de euros no ano, segundo dados divulgados recentemente. Borgonha e Bordeaux foram os que mais perderam, caindo 13% e 9,5% em volume (279 milhões e 75 milhões de garrafas, respectivamente). Um dos problemas da Borgonha crê-se que está relacionado aos baixos rendimentos das últimas safras. Em valor, a Borgonha caiu apenas 1%, para 710 milhões de euros, enquanto Bordeaux caiu 17%, para 1,78 bilhão de euros.

100 mil hectares

Segundo estudo do Instituto do Vinho francês, em 2014, mais de 100 mil hectares de vinhas foram perdidas na França devido a doenças como esca, eutypa etc, e diminuíram o potencial da produção no país em 13%. O custo dessas doenças para as vinhas tem sido de 1 bilhão de euros anualmente. “É agora um problema econômico. É uma prioridade para a indústria do vinho, não apenas para a França, mas toda a Europa”, apontou Pierre Van Ruyskensvelde, diretor do instituto. Acredita-se, porém, que o aumento das mortes em vinhas tenha aumentado desde que as autoridades baniram o uso do produto tóxico arsênio de sódio nas plantas em 2001. Segundo pesquisadores, os produtos que estão sendo usados agora não são capazes de curar as plantas, apenas reduzir o impacto das doenças.

Milionários carentes

A apresentadora do show televisivo Millionaire Matchmaker, Patti Stanger, decidiu lançar sua própria linha de vinhos, a P.S. Match. Sob a marca estão sendo produzidos um tinto italiano, um Cabernet e um Chardonnay californianos, com planos de lançar um espumante rosé. Além de apresentadora, Patti é uma empresária do ramo de “matchmaking” para milionários que buscam encontrar seus pares perfeitos.

 

Sementes de 1.500 anos

Uma escavação nas ruinas de Negev, em Israel, descobriu sementes de uva de 1.500 anos do Império Bizantino. Segundo os cientistas, essa seria a primeira evidência direta da produção de vinho na região durante o período bizantino. O professor Guy Bar-Oz, diretor da escavação na Universidade de Haifa, afirmou que o trabalho agora será recriar o vinho da antiguidade. Textos antigos já relatavam as virtudes do vinho de Negev. “Seremos capazes de reproduzir o sabor e entender o que tornava os vinhos de lá tão bons”, disse.

Perdeu grana

Uma das estrelas do basquete norte-americano, Tim Duncan, está processando Charles Banks, fundador e sócio da empresa Terroir Capital, que gerencia 16 vinícolas ao redor do mundo. Duncan teria investido em projetos de vinícolas e hotéis com a empresa e, segundo ele, perdido US$ 20 milhões. Banks conheeu o jogador de basquete em 1998 e, desde então, cultivou uma amizade. “Banks explorou minhas boas intenções e nosso relacionamento para seu ganho pessoal e perdas substanciais de minha parte”, afirmou Duncan. O empresário, porém, contesta as acusações dizendo que o jogador ganhou muito dinheiro com ele e que estaria processando agora para forçá-lo a comprar sua parte em projetos de investimento a longo prazo, por causa de seu divórcio em 2013.

 

Wine Garden

Neste verão, surgiu uma nova atração no Vale dos Vinhedos, o “Wine Garden”, ou “Jardim do Vinho”, um motorhome adaptado que oferece serviço de alimentação e bebidas, além de espaço para a criançada. A novidade foi apresentada pelo Grupo Miolo durante a colheita deste ano. O conceito é de um wine bar móvel que foi montado no jardim à beira do lago atrás do varejo da vinícola, paralelo ao vinhedo do Lote 43. Os visitantes podem desfrutar dos serviços nos finais de semanas e feriados, das 10h às 18h30. O projeto poderá ganhar cenários diferentes dependendo da estação do ano, além de aparecer em feiras e eventos. “Estamos entusiasmados por criar um projeto que ofereça, de maneira informal e ao ar livre, uma experiência com nossos vinhos”, conta Adriano Miolo, superintendente do grupo.

Hidroelétrica no Douro

O projeto de uma grande usina hidroelétrica no Douro está gerando dúvidas na cabeça de alguns produtores de vinho da região, além, obviamente, de causar um conflito com ambientalistas. Para o produtor João Roquette, “o modelo de desenvolvimento do Douro é incompatível com as barragens para produção de energia”. Além disso, ela aumentaria a umidade na área, gerando mais doenças nas vinhas. A barragem está sendo construída desde 2011 no rio Tua, que desemboca no Douro, e especialistas dizem que ela é importante para que Portugal atinja sua independência de matriz energética.

Ribera del Duero Branco

O conselho regulador da Denominação de Origem Ribera del Duero, na Espanha, lançou uma proposta na União Europeia para incluir vinhos brancos em sua regulação. “Trata-se de abrir novas oportunidades e opções para os produtores”, afirmou o presidente do conselho, Enrique Pascual. Segundo ele, as variedades permitidas seriam as mesmas da denominação Castilla y Léon, que são: Albillo, Pirules, Malvasia, Viura, Verdejo, Albariño, Hondarrabi Zuri, Palomino, Chardonnay, Riesling, Sauvignon Blanc, Treixadura e Viognier. Até então, apenas os tintos feitos com Tempranillo são permitidos sob o nome Ribera del Duero.

Do vinho ao Palácio Piratini

O jornalista Orestes de Andrade Jr., que foi responsável pela assessoria de imprensa para o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) no período de 2009 a 2013, aceitou o convite do governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, e vai assumir a direção-geral do Gabinete de Comunicação do Governo do Estado. Há dois anos, Orestes fazia a coordenação da assessoria de comunicação da Famurs (Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul), além de continuar trabalhando com empresas do ramo do vinho através de sua empresa .DOC Assessoria de Comunicação.

Ornellaia

A família Frescobaldi revelou a nova série de garrafas do seu Ornellaia, da safra 2012, com intervenção do artista suíço, John Armleder. São 100 double magnuns, 10 imperiais e uma salmanazar que têm um material envolvendo o gargalo, que lembra cera transparente escorrendo. O nome do design é “L’Incanto”. Esta é a sétima vez que Ornellaia comissiona artistas para criar algo para seus lançamentos. Nove garrafas serão leiloadas pela Sotheby’s no dia 23 de abril e os dividendos irão para a caridade.

 

Para o coração das mulheres

Um estudo que reuniu especialistas das universidades de Indiana e Harvard, nos Estados Unidos, mostrou que mulheres que seguiam seis hábitos saudáveis tinham significativamente menos chance de desenvolver doenças vasculares. A pesquisa foi feita entre 1991 e 2011 com quase 90 mil mulheres norte-americanas entre 27 e 44 anos. Entre os seis hábitos está o consumo de vinho com moderação. Os outros são: não fumar, manter o peso baixo, fazer 2h30 de exercícios por semana, não ver mais do que 7 horas de televisão por semana e ter uma dieta equilibrada. Os pesquisadores acreditam que 73% dos casos de problemas coronários ocorridos no período, assim como 46% da incidência de doenças vasculares poderiam ter sido evitados se os pacientes tivessem adotado esses hábitos.

 

Sem Brunello

A safra 2014 realmente não foi das melhores na Toscana, com muita chuva, frio e dificuldade de amadurecimento das uvas, além do aparecimento de fungos. Não à toa, a vinícola Biondi Santi decidiu que, diante do ano abaixo das expectativas, não vai produzir nenhum Brunello di Montalcino, apenas Rosso. “Quando a safra não vai bem, não fazemos Brunello”, afirmou Jacopo Biondi Santi. Agora, espera-se que outras vinícolas da região façam também o mesmo tipo de anúncio.

 

Safra na África do Sul

Depois de colhidas as primeiras uvas na África do Sul em 2015, alguns produtores ficaram entusiasmados com a qualidade. “É difícil generalizar, mas está parecendo que é a safra mais excepcional da minha carreira”, disse Ken Forrester, completando: “A fruta tem nível de pH baixo, ótima acidez e muito limpa. É quase bom demais para acreditar”. Além dele, enólogos de outras propriedades famosas como Klein Constantia também celebraram a safra colhida mais cedo e sem chuvas.

Novos Crus na Alsácia

O órgão que regula as denominações de origem na França está analisando um dossiê que propõe a criação das denominações Cru e Premier Cru na Alsácia – que já possui um sistema de classificação com 51 vinhedos Grand Cru. A associação de viticultores locais concordou com a proposta no ano passado e está juntando dossiês com requisições individuais de cada propriedade. Mais de 100 pedidos para ambas as categorias foram submetidos. “Não há limite para o número de pedidos, mas deve-se dizer que nem todos serão aceitos”, afirmou Olivier Humbrecht, do Domaine Zind Humbrecht, um dos proponentes. As novas denominações serão mais restritivas do que as regulações mais genéricas existentes na Alsace AC. Ainda assim, os Grand Cru ficarão acima dos Premier Cru, que por sua vez estarão acima dos Cru. A decisão, porém, deve demorar alguns anos.

Parker fora de Bordeaux

O mais influente crítico de vinhos do mundo, Robert Parker anunciou recentemente que não mais fará as provas en primeur de vinhos em Bordeaux, deixando a tarefa a cargo de um de seus colaboradores, Neal Martin. Mas, para afastar os rumores sobre uma provável aposentadoria, o norte-americano afirmou categórico: “Nunca vou me aposentar”. Aos 67 anos, a expectativa sobre o futuro de Parker e de sua publicação Wine Advocate, aumentam a cada ano. Recentemente, ele deixou o cargo de editor-chefe e vendeu parte da publicação para investidores de Singapura. “Morrerei na estrada ou desmaiarei em alguma vinícola. Aposentadoria é a fórmula para a morte”, afirmou Parker ao anunciar Martin como novo crítico de Bordeaux. Ele disse ainda que vai continuar a degustar Bordeaux, mas não en primeur. Uma de suas metas é fazer uma retrospectiva sobre a safra 2005, considerada uma das mais importantes dos últimos anos. Além disso, ele afirmou que não pretende parar de degustar os vinhos do vale do Napa e Sonoma. “Adoro degustar. Vou sentir saudade do en primeur. Tenho feito isso há 37 anos, Neal por 18, e toda nova safra traz algo novo”, contou. Parker degustou todas as safras de Bordeaux en primeur desde 1978 e fez fama na safra 1982 (para saber mais sobre isso, acesse o link: /artigo/a-safra-que-mudou-bordeaux_5034.html). Apesar disso, ele disse que confia plenamente em Martin para a tarefa: “Tenho total confiança na independência de Neal, sua ética de trabalho e habilidades”.

 

Romanée-Conti onde não quer estar

Em uma entrevista recente, Aubert de Villaine, dono do mítico Domaine de la Romanée-Conti, afirmou que não gosta de ver seus vinhos vendidos a preços exorbitantes em leilões. “Tentamos evitar esse mercado. Não gosto dele, pois ele nos coloca em uma categoria de produtos de luxo que não gostamos de estar”, disse. Segundo ele, aumentar os preços continuamente não é uma forma de promover o vinho. “Não queremos ser como Bordeaux. Nossa política é vender os vinhos a preços que são obviamente bem altos e para pessoas ricas, mas mesmo Romanée-Conti deve ter um preço no qual consumidores comprem e bebam”.


Vinho “psicanalista”

A vinícola norte-americana E&J Gallo desenvolveu uma forma inovadora de marketing para o lançamento de um de seus novos produtos, o tinto Apothic Red. Ao acessar o site da nova marca (www.apothic.co.uk), o consumidor terá “uma sessão de terapia de graça”. A empresa desenvolveu um programa de psicanálise em parceria com a Dr. Sandra Scott que analisa o perfil da pessoa através de suas publicações no Twitter. A fórmula algorítmica, depois de buscar palavras-chave, classifica as pessoas em quatro “lados negros”: impulsivas, egoístas, materialistas e maldosas.

 

Preço mínimo

O governo russo deve introduzir um preço mínimo para vinhos vendidos no país. A medida visa tornar a produção de uvas mais lucrativa e reduzir as falsificações. “Os estabelecimento de preços mínimos vai tornar a produção de uvas rentável, mesmo em regiões onde ela sempre teve sérias dificuldades”, apontou Leonid Popovich, diretor da União de Viticultores e Enólogos. Já Vadin Drobiz, diretor do órgão que regula os mercados de álcool russo, acredita que isso vai reduzir a quantidade de vinhos ilegais no país em 30%, como ocorreu com a vodca, que passou por processo semelhante. Os preços oficiais devem ser estabelecidos até meados deste ano e não deve ser menores de 2 euros por litro de vinho tranquilo e 3 euros por litro de espumante. De acordo com revendedores, porém, a medida deve resultar em um declínio significativo na demanda por vinho e aumentar a popularidade da vodca.

 

Novo presidente

No começo de fevereiro, a Associação de Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos (Aprovale) elegeu por aclamação uma chapa criada por consenso encabeçada pelo enólogo Márcio Brandelli, da vinícola Almaúnica, para suceder Juarez Valduga no comando da entidade. “Iremos fazer o nosso melhor. Temos pouco tempo, dois anos não é nada. Por isso, vamos fazer de tudo para que venham coisas boas. Nossa equipe possui vontade de trabalhar”, afirmou Brandelli.

Bordeaux na frente

Em uma competição on-line promovida pela empresa European Best Destinations, a cidade de Bordeaux foi considerada o melhor destino turístico para 2015, superando Lisboa e Atenhas. A votação contou com quase 250 mil participantes, que selecionaram a favorita entre 20 candidatas. Bordeaux venceu com 17% dos votos. A cidade vencedora da competição em 2014 tinha sido o Porto.

 

“Tô fora”

Depois de a corte francesa sentenciá-lo a pagar mais de 5 mil euros por ter deixado de pagar sua taxa de filiação ao conselho Interloire, que promove os vinhos da região do Loire, Nicolas Joly disse que vai remover seu famoso vinhedo La Coulee de Serrant da jurisdição do órgão. Segundo Joly, Interloire usa o valor da filiação para promover vinhos “industriais”. La Coulee de Serrant é uma denominação de sete hectares, plantada em 1130 por monges, e, desde 1981, biodinâmica. Ele afirmou ainda que vai criar sua própria organização para promover Coulee de Serrant. Já Laurent Menestrau, presidente da federação de vinhos locais, defende a decisão judicial: “Interloire não apenas faz a comunicação dos vinhos, mas financia pesquisas, coleta estatísticas. Não entendo porque Joly se recusa a pagar uma taxa tão pequena por garrafa sendo que seus vinhos vendem a 60-70 euros a garrafa”.

 

32 mil litros de vinho

O carnaval na Grécia foi regado a muito vinho. Pelo menos para os residentes de Naoussa. A cidade encheu uma fonte na praça central da cidade com 32 mil litros de vinho tinto da variedade Xinomavro. Quem organizou o evento foi a cooperativa Vaeni, para atrair mais visitantes ao local e promover o vinho.

McDonald’s com vinho?

Já imaginou se o McDonald’s servisse, junto com seus famosos hambúrgueres, também vinho em sua rede? Parece algo completamente improvável, mas, em Mendoza, na Argentina, isso é real. Há 12 anos, as lojas locais da cadeira de fast-food norte-americana criam um menu especial durante a época da colheita, chamado Sabores Mendocinos, e, juntamente com os lanches, em vez do tradicional refrigerante, é servido uma mini garrafa de vinho. Neste ano, o cardápio contra com empanadas de carne, um lanche chamado Cordillerana e uma minigarrafa de Santa Julia Malbec. Este tipo de ação pontual ocorre ainda em outras duas regiões vitivinícolas: Toscana e Bordeaux.

 

Mais romântico que ostras

Segundo uma pesquisa, os casais de namorados britânicos acham que o vinho tinto os coloca mais no clima de romance do que ostras, chantilly ou aspargos, perdendo apenas para chocolate. Em uma lista das “10 coisas mais românticas para consumir no dia dos namorados”, o vinho tinto ficou em segundo lugar. A mesma pesquisa perguntou a culinária que mais impressiona em um encontro e a resposta foi “carne”, à frente da cozinha francesa, tailandesa e lagostas.

Da redação

Publicado em 16 de Março de 2015 às 00:00


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Artigo publicado nesta revista

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