Mundovino

Eventos do mundo do vinho


Clara Asarian /Estúdio Gastronômico

Power Chile

Na edição de 2013 da Decanter Power List - que aponta as pessoas mais poderosas do mundo do vinho segundo a publicação inglesa -, o jornalista e crítico chileno Patricio Tapia integra a lista como um dos nomes a serem observados, dizendo: "Jornalista chileno prolífico, autor do Descorchados, guia de vinhos chilenos, entre outros, e um embaixador energético da Argentina, Chile e Espanha".

Coração forte

Um estudo conduzido por pesquisadores clínicos da Universidade de Barcelona confirmou que o consumo moderado de vinho - até duas taças por dia - protege a saúde cardiovascular. Tal benefício já era conhecido por alguns médicos, mas não se sabia se a condição vinha da ingestão de álcool ou dos polifenóis presentes no vinho. Após essa pesquisa, descobriu-se que são os polifenóis os responsáveis pela melhora.

Game

Preocupada com o envelhecimento da indústria mundial do vinho, organizações vinícolas desenvolveram um game que busca atrair e "capacitar" jovens para esse mundo. O jogo, chamado Château Academy, é uma espécie de SimCity do vinho, no qual o participante monta sua vinícola e lidera todas as etapas da produção de vinho, desde a plantação de vinhas até o engarrafamento. Durante o ciclo de produção, alguns obstáculos precisarão ser vencidos, como o ataque de fungos nas plantações, o mau funcionamento dos tratores, entregas em tempo recorde e etc. O projeto custou cerca de 200 mil euros.

Protegido

Em maio, o Champagne se tornou a mais nova categoria de bebida a ganhar status protegido na China, o que significa que, a partir de agora, os produtores chineses estão proibidos de usar a denominação "Champagne" em seus espumantes. No Brasil, o reconhecimento de Champagne como Denominação de Origem ocorreu no final do ano passado. A China já ofereceu tal proteção a outras bebidas, como os vinhos do Napa Valley, o Cognac e o Scotch Whisky.

Divulgação

Da ilha

Nero d'Avola, Nerello etc. As uvas autóctones sicilianas ainda são pouco conhecidas dos enófilos brasileiros, mas, a cada ano que passa, eles vão conhecendo melhor essas e outras castas que formam o panorama vitivinícola dessa ilha italiana. No dia 8 de maio, no Hotel Meliá, em São Paulo, pela segunda vez um diversificado grupo de produtores sicilianos se reuniu na feira Wines of Sicily. Eles apresentaram seus produtos para o trade e a imprensa, além de oferecerem uma Master Class para que os participantes pudessem compreender melhor os vinhos da região.

VINHOS AVALIADOS

AD 90 pontos
LAMÙRI D'ALMERITA NERO D'AVOLA 2010

Tasca d'Almerita, Sicília, Itália (Mistral US$ 50). Tinto de Nero d'Avola, com estágio de 12 meses em barricas. Apresenta cor vermelho-rubi de reflexos violáceos e aromas de frutas vermelhas e negras maduras envoltos por notas especiadas, florais, defumadas e de ervas secas. Em boca, é frutado, suculento, tem taninos macios, boa acidez e final persistente e agradável. Surpreende pelo equilíbrio do conjunto. Carnes vermelhas grelhadas ou queijos curados podem escoltá-lo. EM

AD 89 pontos
ALASTRO 2010

Planeta, Sicília, Itália (Interfood R$ 85). Branco de Grecanico. Apresenta linda cor amarelo-palha e aromas de frutas brancas e de caroço maduras, bem como notas florais, minerais e de frutos secos. Em boca, é frutado, gastronômico, tem boa acidez e final persistente, com um agradável toque salino. Experimente com polvo grelhado ou peixes mais gordurosos. EM

Patrimônio

Um grupo de deputados do parlamento da União Europeia reuniu-se para elaborar uma declaração pedindo que o Parlamento Europeu apoie o reconhecimento da cultura do vinho como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO. Na declaração, os deputados destacam a contribuição do vinho à fundação das primeiras civilizações e seu papel de identidade, tanto em práticas religiosas como culturais. Há séculos, o vinho é parte da dieta mediterrânea.

Ffotos: divulgação

Ferguson Wine

Técnico do Manchester United nos últimos 27 anos, Sir Alex Ferguson anunciou sua aposentadoria em maio deste ano e já tem planos para o futuro. De acordo com a mídia londrina, o escocês quer comprar uma vinícola no sul da França. "Esse é um assunto que fascina Alex há muito tempo. Ele nunca escondeu de ninguém que seu sonho é ter uma vinícola própria e há algum tempo ele tem se dedicado a aprender mais sobre a produção de vinho", contou uma pessoa de dentro do Manchester.

Boa mania

No dia 22 de maio, em sua sexta edição, a Maison des Caves realizou uma Avant-Première da Mania de Vinho, que lotou os corredores do piso superior do shopping D&D, em São Paulo. Foram montados diversos estandes de produtores e, das 15h às 21h, o público que compareceu ao local pôde degustar alguns dos rótulos que eram apresentados, em muitos casos, pelos proprietários das vinícolas. E como o foco era o consumidor, depois de provar, era possível levar uma ou mais garrafas para a casa por um preço especial, com descontos de até 50%.

VINHOS AVALIADOS

AD 89 pontos
TERRA D'ALTER ALICANTE BOUSCHET 2009

Terra d'Alter, Alentejo, Portugal (Obra Prima R$ 45). Elaborado com 100% de Alicante Bouschet, apresenta cor vermelho púrpura intenso e vivo. A presença de aromas de especiarias ao lado dos de frutas vermelhas predominantes é o verdadeiro charme desse tinto. Sua alta acidez, corpo médio e taninos pronunciados estão muito bem balanceados, com longa persistência na boca e um toque final de chocolate. Envelhecido nas barricas de carvalho por 14 meses, harmoniza com carnes vermelhas grelhadas e pratos mais untuosos. HSK

AD 89 pontos
LAS PERDICES VARIETAL MALBEC 2011

Viña Las Perdices, Mendoza, Argentina, (Bodegas Selecionares R$ 64). A Viña Las Perdices foi fundada em 1952 e está situada em Luján de Cuyo. A vinícola utiliza somente uvas cultivadas em vinhedos próprios, que atualmente somam 80 hectares, com idade média de 30 anos. Este tinto elaborado com 100% de Malbec é um ótimo exemplar da região e apresenta cor vermelho-rubi intenso e vivo. No nariz, a predominância de aromas de frutas vermelhas é muito agradável. Envelhecido por seis meses, tem alta acidez, que está bem balanceada com seu corpo e taninos médios. Com longa persistência, harmoniza com carnes vermelhas grelhadas e massas ao molho vermelho. HSK

Para Malbec

A Riedel, uma das maiores fabricantes de taças de cristal do mundo, desenvolveu uma taça especial para a degustação de vinhos Malbec em parceria o produtor argentino Graffigna. Segundo os degustadores, a taça realça o aspecto frutado do vinho e o direciona para as laterais da língua, onde a percepção de seu sabor é melhor.

Arte no rótulo

Em junho deste ano, o Château Mouton Rothschild irá abrir uma galeria de arte para abrigar a exposição itinerante dos rótulos de seus vinhos "Mouton Rothschild: Paintings for the Labels", que existe desde 1981. O espaço apresentará os rótulos desenhados por artistas consagrados desde a safra de 1924 até as mais atuais, incluindo o designer Jean Carlu, que inaugurou a prática, Philippe Jullian (e seu famoso "V", de vitória, em 1945, celebrando o final da II Guerra Mundial), Pablo Picasso, Marc Chagall, Andy Warhol, Salvador Dali, Francis Bacon, Jeff Koons e até mesmo o príncipe Charles.

Sem cárie

De acordo com um estudo realizado pela Universidade de Pavia, na Itália, consumir vinho, seja ele branco ou tinto, ajuda na prevenção de doenças bucais como cárie e gengivite. Os pesquisadores comprovaram, com base em 100 degustadores, que o vinho possui uma substância chamada proantocianidina - um antioxidante - que evita o crescimento dos estreptococos (causadores da cárie e de outras doenças bucais) e que ele se ligue à saliva e aos dentes.

 

Prosecco, Prosek?

Após acertar sua entrada na União Europeia, a Croácia recebeu más notícias. Uma vez que se tornar membro efetivo, os vinhos doces "Prosek" ali produzidos não poderão ser comercializados com esse nome, pois, segundo alega a comissão, o nome é muito semelhante ao Prosecco italiano, o que pode gerar confusão e dúvidas. Os croatas alegam que a exigência é infundada, pois, além de a designação croata remontar a séculos, enquanto o Prosecco italiano foi nomeado na segunda metade do século XX, um é vinho de sobremesa e o outro é espumante.

Divulgação

Tasting

Neste ano, o já tradicional evento promovido pela importadora Grand Cru, conhecido como Grand Tasting, percorreu Curitiba, Florianópolis, Brasília, Campinas, São Paulo, Rio de Janeiro, Macaé e Natal. As degustações de São Paulo ocorreram no charmoso Nacional Club do Pacaembu nos dias 21 e 22 maio e contaram com a presença de 28 produtores e as já tradicionais e interessantes estações temáticas, em que vinhos de características semelhantes são servidos lado a lado, o que sempre é bastante instrutivo. Além dos vinhos de ótima qualidade, os participantes foram contemplados com música ao vivo da mais alta qualidade, o que deu um clima festivo e descontraído ao evento. Uma outra ideia divertida foi o serviço de caldo de cana, uma dose de glicose oferecida com muito charme em copinhos de bambu.

VINHOS AVALIADOS

AD 92 pontos
GOSSET GRANDE RESERVE BRUT

Gosset, Champagne, França (Grand Cru R$ 310). Brut a partir de 43% Chardonnay, 42% Pinot Noir e 15%, com período em contato com as leveduras sempre superior a quatro anos. Apresenta linda cor amarelo-palha e perlage fino e persistente. Os aromas são complexos e lembram frutas secas, além de notas florais, minerais, tostadas, especiadas e de pão. No palato, é austero, elegante, estruturado, tem ótima acidez, excelente cremosidade e final persistente e intenso, com muito frescor e mineralidade. Num estilo mais encorpado e gastronômico. Experimente com carne de porco ou frutos do mar em geral. EM

AD 91 pontos
PANCRAZIO PINOT NERO 2010

Fattoria San Pancrazio, Toscana, Itália (Grand Cru R$ 130). Propriedade histórica da Toscana, a vinícola foi adquirida pela família Nannoni-Masti em 1978. Pinot Noir com estágio de 12 meses em barricas francesas. Cor vermelho-rubi translúcido e aromas cativantes de frutas vermelhas mais frescas como morangos, framboesas e groselhas, além de toques florais, herbáceos, defumados e de especiarias doces. No palato, mostra fruta suculenta, é redondo, estruturado, equilibrado, tem acidez vibrante, taninos finos e final persistente. De boa tipicidade, é elegante, potente e profundo, mas sempre delicado, como um bom Pinot deve ser. EM

Cachaça e Arnold

No Brasil para o Arnold Classic Brasil - feira de nutrição esportiva, lutas, performance e fitness -, o eterno Exterminador do Futuro, Arnold Schwarzenegger, participou de um almoço da Associação Brasileira das Empresas de Bens e Serviços do Esporte (Abrese) no restaurante Aprazível, no Rio de Janeiro e recebeu a cachaça Weber Haus Black extra Premium presenteada por Evandro Weber, diretor do alambique artesanal gaúcho.

Para os rins

De acordo com uma pesquisa realizada nos Estados Unidos e na Itália, consumir bebidas como vinho (tinto e branco) e café podem diminuir o risco de ter pedras no rim. Durante oito anos, os especialistas estudaram os hábitos de cerca de 194 mil pacientes que nunca sofreram do problema. Com base nos resultados, a equipe concluiu que as bebidas associadas ao baixo risco de aparecimento de pedras no rim são, em ordem decrescente, a cerveja (41%), o vinho branco (33%), o café (33%) e o vinho tinto (31%).

Terapia musical

Depois das práticas biodinâmicas para proteger o vinhedo, chegou a vez da musicoterapia. A música está sendo usada pela empresa de biotecnologia Genodics como tratamento contra a Esca, uma doença que mata a vinha. O método ondulatório foi criado pelo físico Joël Sternheimer e, através desse mesmo conceito, a musicoterapia se propõe a estimular a produção de certas proteínas da videira e combater a doença do lenho causada por diversos fungos. Segundo o presidente da Genodics, Michel Duhamel, oito minutos de música instrumental, pela manhã e pela noite é o suficiente para influenciar na proteção das plantas, reduzindo entre 60 e 70% o impacto da doença.

Miguel Costa

Adega oficial

O atual governador do estado do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, anunciou que o Palácio Piratini, sede do governo gaúcho, irá ganhar uma adega até o final do ano. O projeto, que está sendo desenvolvido desde 2011 e ficará pronto nos próximos 60 dias, custará R$ 400 mil e deverá servir como vitrine para os rótulos elaborados no estado, que é o maior produtor brasileiro de vinhos. A ideia era que a adega fosse instalada na ala residencial do Palácio, porém, por conta de problemas elétricos, o projeto precisou ser modificado e ficará perto da entrada do prédio, numa área subterrânea onde haverá salas de degustações para eventos relacionados ao vinho.

Fotos: divulgação

No comando

Dirceu Scottá, enólogo da Dal Pizzol, é o novo presidente da União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra). A eleição aconteceu no final de maio em uma Assembleia Geral Ordinária, que também apontou Carlos Abarzua como vice-presidente. Scottá assumirá a entidade no biênio 2013 - 2014 e deve se focar na luta do setor pela diminuição da carga tributária do vinho e continuidade dos trabalhos da gestão anterior. O enólogo já foi presidente duas vezes da Associação Brasileira de Enologia (ABE), nos anos de 2004 e 2007.

Gladstone Campos

SEMPRE MAIS

O que se espera de um grande evento de vinhos? Diversidade certamente está entre os requisitos e a mais nova edição do Vini Vinci - realizado entre os dias 13 e 15 de maio no Rio de Janeiro e São Paulo - teve muito disso. Foram 40 produtores que trouxeram as suas principais novidades ao Brasil. Expoentes do Novo Mundo, como Noemía, Kaiken O.Fournier, Errazuriz etc apresentaram novas safras de vinhos que vêm marcando a história recente da vitivinicultura argentina e chilena.

No entanto, o deleite de quem compareceu à feira não foi somente com coisas "novas". Entre os expositores, a espanhola Viña Tondonia, por exemplo, veio com seus clássicos brancos envelhecidos, como o Reserva 1993. De Portugal, as Caves São João mostraram a força dos vinhos do Dão com o Porta dos Cavaleiros Reserva 1975.

Com opções como essas, que vão além das mais recentes novidades, a Vini Vinci 2013 encantou o público, que pôde conferir vinhos de 10 países diferentes. Da Itália, os Barolo do tradicional produtor La Spinetta, assim como os Chianti de Fontodi certamente chamaram a atenção, mas, ao lado deles havia mais vinhos de gabarito como os Montepulciano de Dei, os toscanos (Brunello e Chianti) de Piccini, entre outros do país da bota. Da França, os famosos Châteauneuf-du- Pape do Clos de l'Oratoire atraiam, assim como os incríveis vinhos do Languedoc de Hecht & Bannier. Alemanha, com Selbach-Oster, Grécia, com Boutari e Cambas, e África do Sul, com Guardian Peak e Rust en Vrede, completavam o leque de variedades.

VINHOS AVALIADOS

AD 93 pontos
BAROLO GARRETI 2006

La Spinetta, Piemonte, Itália (Vinci US$ 159). La Spinetta é um dos nomes de maior prestígio na Itália. Todos os vinhos de seu portfólio são excepcionais. Este surpreendente Barolo encanta pelo equilíbrio e complexidade que apresenta desde os aromas até o final de boca. Ainda pode envelhecer muitos anos, mas no momento já se encontra pronto para deleitar os paladares mais exigentes. Seu perfume é intenso, floral, acrescido de frutas negras frescas, toques de especiarias e mentol. Em boca, apresenta rica carga tânica, porém muito redonda e sofisticada. O corpo é médio, a acidez é alta e a persistência é longa. VS

AD 94 pontos
DÃO PORTA DOS CAVALEIROS RESERVA 1975

Caves São João, Dão, Portugal (Vinci US$ 226). Não é à toa que a região do Dão tem fama de produzir vinhos longevos. Este tinto é uma prova do grande potencial de guarda e da complexidade que se pode atingir com uvas deste tradicional terroir português. Difícil descrever tanta elegância e distinção. A cor é vermelha acastanhada e o nariz conserva aromas de frutas negras maduras, que evoluem para figos secos e toques de ervas. Em boca, tem uma estrutura delicada, sedosa, com taninos finos, mas que conservam ainda uma textura rugosa e sofisticada. O final de boca é tostado, com suave sabor de chocolate amargo. VS

AD 89 pontos
URBAN UCO TEMPRANILLO 2010

O.Fournier, Mendoza, Argentina (Vinci US$ 24). Esta vinícola "butique", situada a 1.200 metros de altitude no Vale de Uco, é reconhecida pela alta qualidade. Este tinto elaborado com Tempranillo apresenta cor vermelho-rubi intenso e marcante, mostrando aromas agradáveis de frutas vermelhas pronunciados no nariz. Na boca, a alta acidez está muito bem equilibrada com o corpo e taninos médios, além de longa persistência. É muito frutado e gastronômico, harmonizando otimamente com carnes vermelhas grelhadas e massas com molho à base de tomate. HSK

AD 92 pontos
CHÂTEAUNEUF-DU-PAPE CLOS DE L'ORATOIRE 2010

Clos de l'Oratoire, Rhône, França (Vinci US$ 127). Histórico produtor de Châteauneufdu- Pape, Clos de l'Oratoire renasceu neste milênio sob nova direção. Este tinto é elaborado com as cepas Grenache, Syrah, Mourvèdre e Cinsault de vinhas de cerca de 40 anos de idade. Apresenta cor vermelho-rubi intenso e aromas complexos de frutas vermelhas e negras com nuances de especiarias, que são muito elegantes. Em boca, tem alta acidez bem equilibrada com corpo médio e taninos marcantes, porém bem macios, além da longa persistência, que são os pontos extraordinários deste tinto. O rótulo criado em 1926 foi inspirado numa pequena capela do século XVIII, instalada entre os vinhedos até hoje. HSK

Roberto Silva

SHOW DE VINHO E GASTRONOMIA

Em 2011, a importadora Casa Flora, que havia completado 40 anos de atividade, entrou forte no circuito das feiras de vinho e gastronomia promovendo a primeira edição do Wine Gourmet Show, em quatro capitais brasileiras em quatro dias consecutivos. Como era previsto, o evento se repetiu dois anos depois, novamente no Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba e São Paulo, dos dias 20 a 23 de maio.

Porém, mais do que uma mera reedição do que havia dado certo na primeira versão, o Wine Gourmet Show 2013 foi ainda mais badalado e contou com a presença de celebrados nomes das gastronomia brasileira, como os cinco chefs que participam da campanha da marca Paganini: Emmanuel Bassoleil, Junior Durski, Giancarlo Bolla, Erick Jacquin e Sergio Arno. Além disso, a imprensa teve tratamento especial, com local próprio para degustar rótulos especiais trazidos pelos produtores.

Mais de 25 vinícolas apresentaram suas novidades. Entre elas, a gigante australiana Jacok's Creek, recentemente incorporada ao portfólio da Casa Flora, assim como outras marcas já consagradas como Gramona, com seus Cava, Bertani, com sua tradição em Amarone, Marqués de Tomares, João Portugal Ramos, Justino's Madeira, Nieto Senetiner, além nomes que vêm crescendo em seus países, como a inovadora Filipa Pato, por exemplo.

Além das vinícolas, representadas em sua maioria pelos seus proprietários, contudo, sete marcas de produtos gourmet encantaram os paladares e fizeram ótimos pares com os vinhos, como a Casa do Queijo, com seus consagrados Serra da Estrela, além do Jamon Josep Llorens I Fills, entre outras iguarias. Por fim, bebidas diversas complementaram o programa, desde águas especiais como Voss e Evian, até uísques como Whyte & Mackay.

VINHOS AVALIADOS

AD 90 pontos
SANTA CAROLINA SPECIALTIES WILD SPIRIT MOURVÈDRE 2010

Viña Santa Carolina, Vale do Cachapoal, Chile (Casa Flora R$ 98). Mourvèdre é algo pouco comum no Chile, ainda assim a Santa Carolina produz este de uvas do Vale do Cachapoal. Apresenta cor vermelhorubi de reflexos violáceos e aromas de frutas vermelhas e negras mais maduras permeados por notas florais, herbáceas e de especiarias doces. Em boca, confirma esse estilo de fruta mais madura, mas equilibrada por gostosa acidez. Tem taninos macios e final médio/longo, suculento e agradável. Experimente com embutidos em geral. EM

AD 92 pontos
TENUTA ALTAZURA SAGRANTINO DI MONTEFALCO DITRE UNO 2007

Tenuta Altazura, Umbria, Itália (Casa Flora R$ 172). A vinícola foi adquirida pela Cecchi da Toscana no início dos anos 1990 e elabora este tinto exclusivamente a partir de uvas Sagrantino, com estágio de 16 meses em barricas francesas. Apresenta cor vermelho de reflexos púrpura e aromas de frutas vermelhas e negras mais frescas, bem como notas florais e herbáceas, além de toques defumados, de couro e de especiarias doces. Em boca, confirma esse estilo de fruta mais fresca, é potente, tem ótima textura, taninos marcantes, mas bem equilibrados com uma acidez vibrante, tudo num contexto de complexidade e profundidade. Está bom agora, mas deve ficar ainda melhor em 5/6 anos. EM

AD 92 pontos
JUSTINO'S MADEIRA COLHEITA 1995

Justino's, Ilha da Madeira, Portugal (Casa Flora R$ 185). Um dos mais tradicionais produtores de vinho madeira, Justino's elabora este tinto fortificado doce a partir de uvas Negra Mole, Tinta da Madeira, Complexa e Triunfo, advindas exclusivamente da safra 1995. Apresenta cor âmbar de reflexos dourados e aromas complexos de frutos secos e em compota, bem como notas florais e de especiarias doces, além de toques de café e de casca de laranja. Em boca, é estruturado, intenso, profundo, suculento e de final muito longo, confirmando o nariz. Surpreende pelo ótimo equilíbrio entre sua doçura e acidez vibrante. Uma delícia. EM

Da redação

Publicado em 14 de Junho de 2013 às 07:37


Mundovino Patricio Tapia Champagne Ferguson Wine Château Mouton Rothschild Arnold Schwarzenegger

Artigo publicado nesta revista