Mundovino

Eventos do mundo do vinho


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En primeur

O casal Angelina Jolie e Brad Pitt comprou uma residência em Provence, França, onde passa o verão. Lá, na década de 1970, Jacques Loussier, pianista e compositor de jazz, criou o estúdio de gravação Le Studio de Miraval, onde músicos como Pink Floyd, Sting, Sade, The Cranberries e The Gipsy Kings gravaram. A partir de 2012, já sob a batuta do casal hollywoodiano, a propriedade passou a se focar também nos vinhos, em uma parceria com a família Perrin, do Rhône. As primeiras mil caixas da primeira safra, 2012, esgotaram-se em questão de horas no lançamento pela internet em março. Agora, a importadora World Wine trouxe o rosé do casal com exclusividade e ADEGA pôde provar em primeira mão.

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AD 91 pontos
MIRAVAL ROSÉ 2012
Jolie-Pitt & Perrin, Provence, França (World Wine R$ 150). O casal de astros americanos Brad Pitt e Angelina Jolie é o proprietário da vinícola e desde 2012 firmou parceria com a família Perrin, tradicional produtora da região do Rhône, para elaborar esse rosé composto de Cinsault, Grenache, Syrah e Rolle, com estágio de 10% do vinho em barricas de carvalho francês por breve período. Apresenta linda cor rosa-salmão e aromas de pêssegos e morangos mais frescos, agradáveis notas florais, herbáceas e minerais. No palato, confirma esse estilo mais fresco, acompanhado de vibrante acidez e um final persistente. Surpreende pela estrutura e corpo sem perder a elegância, tudo num contexto de frescor e mineralidade, que traz vibração e eletricidade ao conjunto. Muito bom vinho. Deve ir bem na companhia de polvo grelhado e também pratos da culinária oriental. Álcool 13%. EM

Gastronômicas

Quase três anos depois de a UNESCO ter classificado a gastronomia francesa como um patrimônio da humanidade, o governo de François Hollande anunciou a nomeação de quatro Cités de la Gastronomie (cidades da gastronomia), que funcionarão como difusoras dessa cultura. A partir de 2014, Dijon, Lyon, Paris-Rungis e Tours terão o papel de mostrar aos franceses e ao mundo as nuances da gastronomia francesa, incluindo a cultura e tradição do vinho, a cultura do comer bem, aspectos nutricionais e científicos. Além disso, cada cidade irá trabalhar com chefs famosos, sommeliers e críticos de todo o mundo.

Adega de Jen

De casamento marcado com o ator Justin Theroux, Jennifer Aniston precisou adiar alguns meses seus planos de subir ao altar, pois preferiu reformar sua mansão antes da cerimônia. A atriz, que é fã de vinhos, está construindo uma adega de 150 m² que já lhe custou cerca de US$ 3 milhões. Além da adega, a casa conta com um pequeno vinhedo, de 3,5 acres.

Herança mundial

A classificação de 1855 de Bordeaux será uma das candidatas a entrar para a lista de Herança Mundial da UNESCO. Philippe Castéja, presidente do Conselho dos Grand Cru Classé de 1855, afirmou que a candidatura está sendo preparada para coincidir com o aniversário de 150 anos da lista, em 2015. Os ministérios franceses de cultura e meio ambiente podem fazer, por ano, dois pedidos de inclusão na lista da UNESCO, sendo as próximas inscrições previstas para janeiro de 2014. Mas, como a data não coincide com a comemoração de 150 anos, serão inscritos os climats da Borgonha e as caves de Champagne.

De volta à Rússia

Depois de cerca de sete anos de embargo comercial dos vinhos produzidos na Geórgia, o governo russo autorizou a importação de rótulos de 40 produtores por todo o país. Em 2006, sob a alegação de baixa qualidade e riscos à saúde, o governo de Vladmir Putin proibiu a entrada de qualquer tipo de vinho georgiano no país. O governo da Geórgia diz que a motivação de Putin foi política, pois Mikheil Saakashvili, governante pró-Ocidente, havia sido eleito há pouco tempo. Após a queda do regime socialista, a Rússia chegou a ser o maior importador de rótulos da Geórgia.

Caixa de som?

A banda Motorhead já tinha lançado um vinho com sua marca há algum tempo, mas agora resolveu inovar e envasá-lo no formato e desenho de um amplificador de guitarra.

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O dobro

Uma taça de vinho com curvaturas e design únicos, da empresa australiana MarkThomas, promete ser capaz de dobrar os benefícios aromáticos e gustativos do vinho. A taça foi desenhada para "acomodar" melhor o vinho, deixar mais fácil sua movimentação, permitir a aeração e concentrar os aromas, da mesma maneira que taças maiores fazem. A companhia pretende lançar nos próximos anos taças especiais para cada tipo de bebida.

Vinho para educação

José Manuel Ortega Fournier, da O.Fournier, anunciou, no começo de julho, que os primeiros blends da DOSS, fundação para a educação, foram produzidos em suas três propriedades na Argentina, Chile e Espanha. A DOSS foi criada para apoiar financeiramente estudantes colegiais de destaque para que eles possam continuar seus estudos em universidades. "Todos merecem ter a possibilidade de avançar na vida, tanto pessoalmente quanto profissionalmente, e educação de alto nível não deve ser negada por questões financeiras", apontou Fournier. Para financiar o projeto, um vinho foi produzido com ajuda de Dany Rolland, Steven Spurrier e Jose Spisso, enólogo-chefe da O. Fournier. São as iniciais dos seus nomes que serviram para nomear a fundação. O vinho, que será lançado no fim deste ano, deverá ser leiloado em eventos de caridade, mas também poderá ser adquirido pontualmente por quem quiser ajudar o projeto.

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Prejuízo

O Château d'Yquem, o mais famoso produtor de Sauternes, foi invadido por assaltantes que conseguiram passar pelo sistema de segurança e chegar até as instalações da vinícola. Apesar de o alarme de segurança ter sido acionado, o grupo agiu rápido, antes que a polícia conseguisse chegar, e roubou 380 meias garrafas do Château d'Yquem 2010, estimadas em cerca de 330 euros cada uma. No total, o prejuízo do Château foi de 100 mil euros.

Foto: Leonardo Gali

Destaques de Portugal

Em 25 de junho, no Hotel Tivoli Monfarrej, em São Paulo, ocorreu a "Grande Degustação de Vinhos de Portugal". O evento trouxe ao Brasil cerca de 400 rótulos de 49 produtores, que se reuniram com profissionais e jornalistas do setor, além de consumidores. Na ocasião, os convidados puderam assistir a uma masterclass com o Dirceu Vianna Jr., que discorreu sobre a diversidade de sabores e terroirs dos vinhos portugueses. Além disso, o Master of Wine brasileiro radicado em Londres, recentemente passou uma temporada em Portugal, onde degustou mais de mil rótulos, elegendo um Top 50 que será revelado no mês de setembro, durante outro evento a ser realizado também em São Paulo. ADEGA traz dois destaques.

VINHOS AVALIADOS

AD 92 pontos
MARQUESA DE ALORNA RESERVA BRANCO 2011
Quinta da Alorna, Tejo, Portugal (Adega Alentejana R$ 155). Situada às margens do rio Tejo, os primeiros registros da Quinta da Alorna datam de 1723. Branco de pequena produção - apenas 3 mil garrafas - elaborado a partir da melhor seleção de uvas brancas da propriedade, com fermentação e estágio de seis meses em barricas novas de carvalho francês. Apresenta cor amarelo-palha de reflexos esverdeados e aromas de frutas brancas e tropicais maduras, notas florais e minerais, além de toques de frutos secos e de baunilha. No palato, confirma essa fruta mais madura, porém em perfeito equilíbrio com sua gostosa acidez. Tem bom volume de boca, é longo, profundo e, acima de tudo, muito elegante e classudo. Peixes mais gordurosos ou carnes de porco mais magras são sugestões para escoltá-lo. Álcool 13,5%. EM

AD 90 pontos
CASA SANTOS LIMA RESERVA 2008
Casa Santos Lima, Lisboa, Portugal (Cantu R$ 90). Tradicional vinícola familiar situada 45 km ao norte de Lisboa, a propriedade possui cerca de 200 hectares de onde vêm as uvas Castelão, Camarate, Tinta Miúda e Touriga Nacional para elaborar este tinto, com estágio de oito meses em barricas de carvalho francês e americano. Apresenta cor vermelho-rubi de reflexos violáceos e aromas de cassis, amoras e ameixas maduras, notas florais, tostadas e de especiarias doces, além de toques minerais e de chocolate. Em boca, é frutado, suculento, redondo, cheio, tem taninos macios, boa acidez e final persistente. Chama atenção pelo equilíbrio do conjunto, sendo gostoso de beber. Deve ir bem na companhia de carnes grelhadas mais gordurosas. Álcool 15%. EM

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Downton Wine

A empresa norte-americana Wines That Rock, criada para colocar no mercado vinhos feitos em parceria com bandas de rock, anunciou o lançamento de um rótulo oficial inspirado na série de TV Downton Abbey. O seriado britânico mostra a vida de uma família aristocrática inglesa e frequentemente entra em cena com vinhos. Por conta da influência da série, a Wines That Rock fez uma parceria com um produtor francês para recriar os vinhos que eram importados pela aristocracia britânica no início do século XX e vendê-los nos Estados Unidos e Canadá. Serão utilizadas as mesmas castas, em solos e condições muito semelhantes ao que era encontrado em 1900.

Leilão do Hollande

O leilão de vinhos da adega do Palácio do Eliseu, a residência oficial da presidência francesa, superou as expectativas iniciais e arrecadou quase o triplo do previsto. As mais de mil garrafas no pregão foram vendidas em média, por duas a cinco vezes mais do que o valor previsto, como foi o caso do lote de Château Lafite Rothschild 1978, cujo lance inicial era de 700 euros, arrematado por quase 4 mil euros. A garrafa mais cara foi um Petrus da safra de 1990, vendida por 6 mil euros (cerca de R$ 15 mil).O valor arrecadado, de quase 718 mil euros (R$ 2 milhões) será usado para comprar vinhos mais modestos e dar visibilidade a pequenos produtores franceses e, o restante, será transferido para os cofres públicos.

Vinho do bem

Uma das vinícolas mais antigas da Itália, a Marchesi de Frescobaldi lançou um vinho produzido com ajuda de presidiários da ilha de Gorgona - uma colônia penal, usada para exilar prisioneiros e "separálos" do restante da população. O projeto teve início em 2012, quando a família comprou um vinhedo na ilha e firmou parceria com a penitenciária de Gorgona para a inclusão social dos internos através de treinamento profissional. Desde então, 50 deles ajudam no cuidado das vinhas, na colheita e na produção de vinho, que resultou em 2.700 garrafas de vinho branco.

História

A visita de ADEGA a Bento Gonçalves no fim de junho, congregou amigos em torno de um vinho especial que mostrou o potencial de envelhecimento dos vinhos nacionais.

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AD 90 pontos
CASA VALDUGA GRAN RESERVA CABERNET FRANC 1999
Casa Valduga, Vale dos Vinhedos, Brasil (Fora de catálogo). Mais uma prova de que os vinhos brasileiros podem envelhecer. Apresenta cor vermelho-rubi de reflexos acastanhados e aromas de frutas vermelhas mais passadas, além de toques defumados, de alcaçuz, frutas do bosque, especiarias doces, tabaco e argila. Em boca, tem um estilo mais austero, sério, ótima acidez, taninos finos e final persistente e elegante. Demonstração viva do potencial da Cabernet Franc no Vale dos Vinhedos. EM

Visita ilustre

Os Cabernet Sauvignons argentinos e os Late Harvests estão certamente entre as categorias mais incompreendidas de vinhos. O sucesso do Malbec e a busca por uma segunda vinha "autóctone" para acompanhá-lo tira os holofotes que o Cabernet Sauvignon mereceria com seus taninos maduros e deliciosos. Almoçamos com Jorge Riccitelli, enólogo chefe da Norton, durante sua última passagem pelo Brasil e tivemos a oportunidade, de entre ícones da vinícola, apreciar e debater dois destes vinhos incompreendidos.

AD 90 pontos
NORTON RESERVA CABERNET SAUVIGNON 2009
Norton, Mendoza, Argentina (Winebrands R$ 66). Aromas francos de frutas, como a amora, e um instigante defumado. Na boca, a fruta se confirma escoltada por bela estrutura e vibrante acidez. Os taninos dóceis, maduros e suculentos do Cabernet Sauvignon são o destaque. Excelente trabalho de madeira com 12 meses em carvalho francês e afinamento de mais 10 meses em garrafa. Um companheiro fiel para o assado.

 

AD 88 pontos
NORTON COSECHA TARDIA DULCE NATURAL 2012
Norton, Mendoza, Argentina (Winebrands R$ 29). Este 100% Chardonnay já surpreende no nariz. Aromas deliciosos de maçã e um outro que só os brasileiros reconhecem, jambo. Que bom encontrar um Late Harvest que não abusa da doçura e abusa da elegância. Frescor por sua boa acidez e excelente volume de boca com apenas 11% de álcool. Versátil, é um acompanhamento na medida para a fruta fresca e até um bolo. Detalhe: mesmo com este preço, este Late Harvest vem em garrafa de 750 ml. CB
Da redação

Publicado em 16 de Julho de 2013 às 07:13


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Artigo publicado nesta revista