Revista ADEGA

Mundovino

Eventos do mundo do vinho

Da redação em 5 de Dezembro de 2013 às 00:00

Histórias do Vale

As vinícolas do Vale dos Vinhedos criaram uma marca coletiva de vinhos para contar a história da região. Almaúnica, Casa Valduga, Cavas do Vale, Cooperativa Vinícola Aurora, Dom Cândido, Don Laurindo, Gran Legado, Larentis, Miolo, Peculiare, Terragnolo e Torcello anunciaram o lançamento do projeto “Histórias do Vale”. A ideia é fortalecer o nome do Vale dos Vinhedos. Cada rótulo terá o desenho do ícone representativo da vinícola produtora, assim como informações sobre sua história, assinatura de um enólogo responsável e um selo que marca a jornada dos imigrantes italianos na região. “Histórias do Vale” é mais do que uma nova marca para nós. Esse projeto representa uma tomada de consciência de nossos associados em prol da união regional”, afirmou o presidente da Aprovale, Juarez Valduga.

Vinho pega ladrão

Um produtor de Vacszentlaszlo, 50 km a leste de Budapeste, resolveu se “vingar” de ladrões que estavam roubando sua produção. O enólogo, cujo nome não foi divulgado, despejou anticongelante em algumas garrafas. Depois, colocou-as em um local onde seriam facilmente encontradas pelos bandidos. A “tática” deu certo. Segundo a polícia, um suspeito foi hospitalizado no final de outubro, mostrando sinais de intoxicação. Ele morreu pouco depois. Além dele, cinco outras pessoas foram hospitalizadas com os mesmos sintomas. Os ladrões húngaros certamente pensarão duas vezes antes de roubar uma garrafa de vinho deixada ao relento.

Vinhos inflacionados

Como 60% dos vinhos comprados no Reino Unido são os que estão em oferta nos supermercados, o site mySupermarket resolveu fazer um estudo de comparação de preços durante o ano e descobriu que as redes varejistas inflacionam artificialmente os preços dos vinhos antes de derrubá-los para dar a impressão de estarem em promoção. Os valores dos vinhos foram avaliados e percebeu-se que, antes de colocarem uma garrafa em oferta, os supermercados vendiam-na por preço muito mais alto durante alguns meses, criando assim um falso desconto. As “ofertas” britânicas, contudo, não são ilegais, já que, pela lei, é requerido apenas que o preço maior tenha sido aplicado anteriormente por 28 dias consecutivos.

Whoopi

Entre os dias 16 e 22 de outubro, dois eventos de vinho contaram com participação brasileira em Nova York, o NY Wine Food Festival e o Be Brasil. Durante as feiras, algumas celebridades apareceram e aproveitaram para provar vinhos brasileiros, como, por exemplo, a atriz e comediante Whoopi Goldberg, que apareceu envolta por uma echarpe com as cores da bandeira dos Estados Unidos.

Vinho no micro-ondas

A modernidade fez com que os enólogos pudessem contar com diversos instrumentos para melhorar a produção de vinhos. Um deles, segundo uma pesquisa da Universidade da Tasmânia, na Austrália, é o micro-ondas. A Dr. Anna Carew resolveu aquecer uvas Pinot Noir no eletrodoméstico antes de fermentá-las e, segundo ela, isso trouxe benefícios inesperados, como maior extração de taninos e cor. A cientista descobriu que o micro-ondas é uma forma mais eficiente de liberar taninos, fenóis e antocianinas, pois a parede celular fica mais suscetível a rompimentos e isso faz com que se extraia mais das cascas sem se obter sabores amargos. “Ainda precisamos aprender porque esse processo funciona, o que acontece quando se usa em outras variedades que não Pinot Noir, e como podem ser aproveitadas para consistentemente fazer vinhos de qualidade”, disse a pesquisadora.

O lucro das safras “ruins”

De acordo com uma avaliação do site Wine-Searcher, safras menos badaladas de Bordeaux podem igualar e até mesmo superar os lucros obtidos com compra e venda de garrafas de anos célebres. Essa conclusão surgiu após um estudo dos preços de venda dos cinco Premier Crus Classés das safras de 1982 a 2002 nos 10 últimos anos. A pesquisa mostrou que valeu mais a pena comprar diversas caixas de safras menos valorizadas do que poucas de anos mais prestigiados durante a última década. Uma das safras que trouxe maior lucro (300%) no período foi a de 1984, considerada uma das piores.

Vai faltar vinho no mundo?

Segundo um relatório do grupo Morgan Stanley divulgado em outubro, o mundo tem um déficit de cerca de 300 milhões de caixas de vinho. O estudo aponta que a produção mundial tem caído desde 2004, quando atingiu seu ápice. Na época, a oferta superou a demanda em 600 milhões de caixas. A pesquisa mostra ainda que a demanda vem crescendo ano a ano desde 1996 (com exceção de 2008 e 2009) atingindo 3 bilhões de caixas por ano atualmente, sendo que o mundo produz cerca de 2,8 bilhões de caixas ao ano. A notícia causou alvoroço e um temor de que possa faltar vinho no mercado. Contudo, analistas prontamente avaliaram como exagerado esse medo, especialmente diante de uma safra de grandes proporções como estimam que será a de 2013 no planeta. Federico Castellucci, diretor geral da OIV, advertiu, contudo, que, neste momento, as reservas de vinho estão sendo usadas para atender a demanda e solicitou que se aumente a produtividade dos vinhedos mundo afora. Já Stephen Rannekleiv, diretor de pesquisas agrícolas no Rabobank International, acredita que as grandes empresas subestimaram a produção de 2012 e um sinal é que os preços dos vinhos a granel, que inicialmente subiram no fim de 2012, vêm caindo neste ano.

Fui roubada!

Corinne Biarnès, do Château Suau, em Barsac, afirma que perdeu um décimo da sua produção normal de uvas depois de ter sido roubada no início de outubro. Ela diz que os frutos foram colhidos clandestinamente e estima que tenha perdido o equivalente a R$ 52 mil em uvas de 13 parcelas de seu vinhedo de 7 hectares, o que representa 10% da colheita anual. O Château Suau é um Second Cru Classé de Sauternes e produz cerca de 20 mil garrafas por ano.

No sertão

A Rede Globo vai estrelar uma nova minissérie no dia 6 de janeiro cujo pano de fundo serão as vinícolas do Vale do São Francisco. A trama de “Amores Roubados” conta a história de Leandro Dantas (Cauã Reymond), um Don Juan do sertão que volta à cidade onde nasceu, à beira do rio São Francisco, em Pernambuco, como um sofisticado sommelier. Bonito, inteligente e com uma lábia irresistível, ele degusta vinhos e mulheres da alta sociedade. Além de Raymond, o enredo conta com Patrícia Pillar, Dira Paes, Murilo Benício, Osmar Prado e Ísis Valverde.

Sancerre sem AOC

Devido a corte no orçamento, o Instituto de Denominação Nacional da França (INAO) resolveu fechar o escritório administrativo que tinha em Sancerre e isso não causou uma boa impressão. De acordo com o sindicato dos produtores locais, seus membros passaram a considerar a possibilidade de deixar o sistema de Denominação de Origem da França como forma de protesto. Segundo os produtores, o fechamento do escritório acarretaria numa viagem de aproximadamente 210 km para o escritório mais próximo, em Tours. O INAO, porém, pretende encerrar as atividades em cerca de 20 outros centros.

 

 Vinho com menos calorias?

A marca Skinnygirl, famosa por criar drinques de baixa caloria, resolveu investir no mercado de vinhos também com menor teor calórico. São quatro tipos: Prosecco, Chardonnay, Pinot Grigio e Cabernet Sauvignon. Segundo os produtores, os vinhos não são diluídos. “Colhemos mais cedo e, assim, as uvas têm menos açúcar e menos calorias”, aponta Megan Frank, diretor da empresa. No entanto, a bebida não pode ser considerada de baixa caloria, pois cada porção possui 100 calorias, apenas 30 calorias a menos do que um vinho convencional.

Romanée falso

Em meados de outubro, uma ação policial em vários países resultou em 20 instalações, entre casas e armazéns de vinhos, vasculhadas e sete prisões de falsificadores de Romanée-Conti. Estima-se que 400 garrafas foram falsificadas por uma rede criminosa e vendidas por cerca de R$ 6 milhões. As falsificações foram descobertas após uma análise de amostras colocadas à venda no mercado francês e ainda não se sabe quantas garrafas foram comercializadas. A investigação ainda está em curso.

A polêmica de Cannubi

O mundo de Barolo está alvoroçado. Em outubro, o Conselho de Estado da Itália decidiu que os vinhos produzidos com uvas de quatro vinhedos vizinhos ao mais famoso vinhedo de Barolo, Cannubi, também podem ser rotulados como Cannubi. Com a decisão, o vinhedo passa de 37 acres para 84. A medida enfureceu boa parte dos 11 produtores que possuem parcelas no vinhedo original, que pedem a volta da antiga delimitação, feita em 1995. “Ficamos muitos surpresos e tristes com a decisão. É claramente uma escolha em favor de necessidades comerciais da companhia Marchesi di Barolo”, acusa Marta Rinaldi, da vinícola Giuseppe Rinaldi.

Bons vinhos na China?

Muitos grandes produtores estão investindo forte no mercado chinês, alguns até comprando terras para produzir por lá. No entanto, alguns começam a duvidar da capacidade do terroir local para gerar grandes vinhos. “É o novo El Dorado, um Novo Mundo. Ninguém sabe realmente onde e como as vinhas devem crescer na China. Temos algumas ideias. As pessoas tentaram, mas nada se provou”, afirmou Jean-Guillaume Prats, que dirige a divisão de vinhos da LVMH. A empresa escolheu a região de Yunnan para plantar seus vinhedos depois de três anos de pesquisa, mas acredita que será necessário, pelo menos, uma década para que se faça algo minimamente satisfatório. Segundo Olivier Richaud, diretor de viticultura do Domaines Barons de Rothschild, que têm 15 hectares em Penglai, “tudo é completamente diferente do que a empresa está acostumada” e apontou ainda que não sabe precisar a qualidade do que será obtido depois de anos de trabalho.

Arquitetura em garrafa

O produtor austríaco, Leo Hillinger, quis criar uma embalagem especial para seu principal vinho e resolveu chamar Zaha Hadid, a arquiteta que projetou a inovadora Bodega López de Heredia, na Espanha, e também o parque aquático das Olimpíadas de Londres. O resultado foi uma garrafa inspirada na gota do vinho. “Uma curva espacial contínua foi projetada na superfície da garrafa, definindo áreas do recuo côncavo e sugerindo as ondas criadas quando gotículas se quebram na superfície de um líquido”, disse a arquiteta.

Vinhos brasileiros ganham espaço no mercado interno

Os vinhos brasileiros cresceram 10,7% em vendas no período entre janeiro e outubro deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado. O destaque foi o vinho fino, que cresceu 7,08% com 16,8 milhões de litros comercializados, e o espumante, que cresceu 6,65% com 10,3 milhões de litros vendidos. Enquanto em outubro de 2012 os vinhos finos brasileiros representavam 20,85% do mercado interno, em outubro deste ano o índice ficou em 23,33%, o que representa 1,5 milhão a mais de garrafas de vinhos gaúchos comercializados. Os espumantes brasileiros também ganharam terreno, ampliando a participação de 69,8% para 76,7%. Agregando os dados de vinhos finos, de mesa e espumantes, os rótulos nacionais totalizam 77% do mercado. O diretor executivo do IBRAVIN, Carlos Paviani, atribui os resultados positivos a fatores como a aproximação entre os produtores, varejistas e importadores, as mudanças no câmbio e ao reconhecimento do consumidor sobre a qualidade dos vinhos.

Economia francesa

Seis meses depois de colocar à venda 1.200 garrafas de vinho para renovar a adega e diminuir gastos, o governo francês decidiu que vai comprar novos rótulos e gastar apenas 10% do valor arrecadado com o leilão. Dos 500 mil euros conseguidos na venda de maio, apenas 50 mil vão ser usados para adquirir vinhos mais “modestos”. “O equilíbrio vai voltar ao orçamento governamental”, disse uma assessora. A sommeliere do governo de François Hollande, Virginie Routis disse que a adega presidencial consiste de 30% Grands Crus e 30% de bons vinhos. Os 40% restantes devem ser reservados para “produtores que mereçam ser melhor conhecidos”. “Não podemos mais colocar garrafas que custam 2 ou 3 mil euros na mesa”, apontou.


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Artigo publicado nesta revista

Revista ADEGA 98 · Dezembro/2013 · Top 100

Elegemos os melhores vinhos do ano


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