Revista ADEGA

Mundovino

Eventos do mundo do vinho

Da redação em 29 de Janeiro de 2014 às 00:00

Destaque entre as grandes

No fim de 2013, o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) realizou evento em Garibaldi para premiar com o Troféu Saca-Rolhas as companhias que mais se destacaram no ano. Na principal categoria, entre as empresas de grande porte, a vencedora foi a Vinícola Perini. “Estamos felizes com esse prêmio, especialmente porque ele é conferido pelos profissionais das vinícolas brasileiras. Todo o trabalho de reposicionamento que vem sendo desenvolvido pela empresa agora é percebido por todo o setor”, comemorou o diretor-presidente da vinícola, Benildo Perini.

Sauternes seco

Uma possível mudança na denominação dos vinhos brancos secos feitos na região de Sauternes está preocupando os produtores. Até então, os brancos secos produzidos em Sauternes eram rotulados com a denominação genérica de AOC Bordeaux Blanc, porém a ideia é que eles mudem para AOC Graves, muito mais prestigiada. “A preocupação é que, com as dificuldades econômicas que os produtores de Sauternes enfrentam, muitos talvez mudem para os vinhos brancos secos, e os vinhos doces se tornariam um produto minoritário”, disse Caroline Perromat, do Château de Cérons.

Pinot Noir no sertão

A minissérie Amores Roubados, da Rede Globo, trouxe um pouco do mundo do vinho à televisão e, além de inspirar novos consumidores, ajudou seu protagonista, o ator Cauã Reymond (que interpretou o sommelier Leandro) a conhecer melhor a bebida. “Continuo a beber só socialmente, mesmo depois da minissérie, mas não tinha entendimento nenhum. Eu pedia sempre para alguém escolher o vinho, porque era completamente ignorante no assunto”, confessa. Ele fez um curso de 17 horas na Associação Brasileira de Sommeliers para poder encenar o papel de Leandro. “Agora consigo entender o mundo do vinho. Antes, não. Eu não entendia o porquê de as pessoas gastarem tanto para beber uma garrafa de vinho diferenciada. Hoje consigo entender e compro melhores vinhos”, apontando que passou a apreciar vinhos da uva Pinot Noir. “Uma das mais suaves. Tento tomar uma taça de tinto antes de dormir e assim durmo sempre melhor”, diz.

Adegas francesas

Em abril de 2013, o governo francês decidiu leiloar vinhos da adega do presidente François Hollande, alegando ser uma atitude de austeridade econômica. Foram 1.200 garrafas vendidas. Não contente, em dezembro, foi a vez de o Primeiro Ministro Jean-Marc Ayrault implementar cortes de gastos que também levaram-no a se desfazer de parte da coleção de vinhos de seu gabinete. Então, 1.400 garrafas da residência oficial do ministro em Matignon foram leiloadas em Paris no dia 6 de dezembro. Uma parte dos recursos angariados servirá para renovar os estoques com vinhos mais em conta.


 

Prova de paciência

Diz-se que o Vinho do Porto é uma bebida secular, que aguenta a prova do tempo. E esse conceito pode ser transposto para seus produtores. Uma prova disso é que a família Symington, responsável pela produção de alguns dos rótulos mais famosos de Porto, precisou esperar mais de 100 anos para adquirir uma propriedade em que estava interessada. A família estava de olho na Quinta da Sabordela – vizinha da Quinta Bomfim, propriedade dos Symingtons – desde 1912 e só fechou a compra dos 30 hectares de vinhedo no fim de 2013.

China, a maior

Segundo o órgão de pesquisas The French National Centre for Scientific Research, a China vai se tornar o maior produtor de vinho do mundo em cinco anos. Ele estima que os chineses dobrarão a quantidade produzida atualmente, superando Espanha, França e Itália, os líderes hoje. A área de vinhedos do país asiático vem crescendo e já é a quinta maior do mundo, cobrindo 570 mil hectares em 2012.

Faça seu vinho com o computador

WinePod. Este é nome do aparelho que promete fazer com que você, facilmente, produza seus próprios vinhos em casa com ajuda do computador. O aparelho é um tanque/prensa/barrica de 75 litros e 1,2 metro de altura que dá aos usuários a chance de produzir quatro caixas de vinho. Basta adicionar as uvas e então ligar o dispositivo a um computador que tenha o software WineCoach. Assim que o programa começa, a máquina vai fermentar, pressionar e monitorar o suco enquanto o computador guia o usuário através do processo enológico. O sistema pode medir a temperatura, acidez, nível de Brix e permitir que o enólogo faça seus ajustes preferidos. Depois de alguns meses, o vinho está pronto para ser engarrafado. A máquina custa US$ 4.500, sem “extras”, como barrica de carvalho de 30 litros, kit de engarrafamento, rolhas, leveduras etc. O kit completo pode ser comprado por US$ 8.999.

Espertinho

O que você faria se devesse 50 mil euros em vinho? Se fingiria de morto e se passaria por um advogado? Pois foi exatamente isso o que um aposentado francês fez. Jean Claude Belpaume, de 68 anos, usou endereços diferentes para entrega e faturamento dos vinhos que comprava e, quando os fornecedores lhe encontraram, apresentou-se como advogado de si mesmo, alegando que seu cliente estava morto. Vários fornecedores lhe enviaram cartões de condolências. Diante do juiz, ele alegou que foi persuadido a agir assim por um dono de restaurante para quem vendia os produtos por metade do preço.

Terroir microbiótico

Como provar que um vinhedo específico carrega mesmo uma assinatura singular que vai até o vinho finalizado, o que chamamos de terroir? Segundo o professor David Mills, da Universidade da Califórnia em Davis, a resposta pode estar nos microrganismos. Ao analisar microbioticamente 273 amostras de uvas de quatro diferentes regiões da Califórnia de duas safras distintas a equipe do cientista descobriu que diferentes regiões, diferentes variedades de uvas e diferentes climas apresentam padrões diferentes em nível microbiótico. “De certa maneira, o conteúdo microbiótico de uma uva na safra é um registro da história de vida dessa uva”, apontou Mills. Ou seja, os diversos micróbios que vivem no fruto refletem o seu lugar, suas características genéticas e as condições ambientais.

Vinho para curry

Encontrar um vinho para harmonizar com a condimentada comida tailandesa sempre foi um desafio. No entanto, um dos maiores produtores de vinho da Austrália, a Jacob’s Creek, lançou um vinho específico para esse tipo de gastronomia, que usa muito curry, por exemplo. A vinícola criou um blend tinto chamado Lamoon (que significa suave em tailandês). “Há tanta diversidade de sabores nos pratos, das sopas quentes ao curry cremoso com ervas aromáticas, que percebi que não deveríamos criar um vinho que competisse com a comida”, afirmou Nick Bruer, enólogo da marca. “A chave foi fazer um vinho equilibrado, trazendo a suavidade ao palato e proporcionando sabores que  trabalhassem em harmoniza com os pratos”, concluiu.

Armação de barrica

O que fazer com barricas de carvalho que não são mais usadas? A marca de óculos de sol Woodzee encontrou uma nova utilidade para elas, transformando-as em armações para uma linha de óculos. Os barris que não mais são usados para maturar o vinho Robert Mondavi Private Selection Coastal Crush Red agora são a fonte para essa novidade. Os óculos de nome “Robert Mondavi Private Selection X Woodzee Sierra Sunglasses - Recycled Oak Wine Barrel” estão à venda no site da marca por US$ 120. Eles vêm marcados com o símbolo de uma barrica na lateral.

Potência masculina

As pesquisas médicas têm relacionado o vinho a diversas benesses na área da saúde humana e agora um novo ponto foi descoberto. Uma equipe de pesquisadores do Nofer Institute of Occupational Medicine em Lodz, Polônia, descobriu que os homens que bebem vinho até três vezes por semana produzem um esperma mais forte do que os que não consomem. Seus espermatozoides tinham “caudas” mais poderosas, tornando-se melhores nadadores, o que aumenta as chances de fertilização.

A adega mais antiga do mundo

Ao escavar um sítio arqueológico do palácio da cidade de Tel Kabri, em Canaã, no norte de Israel, cientistas da Universidade George Washington descobriram o que acreditam ser a mais antiga adega de vinhos do mundo, datando de 3.700 atrás. Eles desenterraram 40 jarras de 50 litros que provavelmente eram usadas pelos reis locais. Análises químicas revelaram compostos sugerindo a presença de mel, menta, canela, zimbro e resinas de árvores, mostrando que o vinho era aromatizado. Segundo os historiadores, essa é a mais antiga adega descoberta, já que jarras de vinhos encontradas em escavações mais antigas não parecem estar vinculadas a um lugar de consumo próximo. Diferentemente das outras ruínas mundo afora, este lugar de estocagem de vinhos estava claramente ligado à sala de jantar.

Biblioteca ameaçada

A coleção do Domaine de Vassal, a maior biblioteca de variedades de uva da França, pode ter de mudar de lugar para próximo do National Institute for Agronomic Research (INRA). No entanto, há quem acredite que essa mudança acabe destruindo parte do acervo de 7 mil castas diversas, que remonta ao século XIX, quando a crise da filoxera (praga que devastou os vinhedos do mundo) levou a Universidade de Agricultura de Montpelier a criar esse museu. Laurent Bruckler, presidente do INRA Montpellier, afirmou que a mudança será feita devagar, nos próximos cinco ou sete anos, e negou que estaria colocando em risco as variedades. “Essa mudança é para o futuro financeiro e ambiental do vinhedo. Ao contrário dos rumores, não tem nada a ver com corte de custos. Vai custar muito mais para fazer a mudança do que se o vinhedo ficasse lá. Queremos salvar a coleção, não destruí-la”, aponta.

Recorde do Hospices de Beaune

A safra 2013 pode não ter sido das melhores na França, especialmente na Borgonha devido ao clima complicado do ano, mas nem por isso o tradicionalíssimo leilão do Hospices de Beaune foi afetado. Mesmo com menos lotes, as vendas bateram o recorde histórico, atingindo 6,3 milhões de euros pelos 333 barris. O recorde anterior, de 2012, era de 5,9 milhões euros por 516 barricas. O leilão teve participação dos atores franceses Jean-Pierre Castaldi e Clotilde Courau. A arrecadação vai beneficiar as instituições de caridade Petits Princes e Les Papillons Blancs.

Artista

Como é de praxe desde 1945, o Château Mouton Rothschild selecionou um artista para desenhar o seu mais novo rótulo. O escolhido para ilustrar a safra 2011 foi o francês Guy de Rougemont, conhecido por seus grandes afrescos em lugares públicos, como o do pátio de entrada do Museu d’Orsay, em Paris, assim como por esculturas e mobília de estilo geométrico. Seu desenho para o rótulo do Mouton Rothschild 2011 representa a evolução das vinhas e do vinho durante os primeiros anos de vida.

Biodinâmico não usa inseticida e é processado

Pode parecer piada, mas o produtor borgonhês Emmanuel Giboulot foi processado por não tratar suas vinhas com pesticida para impedir o avanço de uma praga conhecida como flavescência dourada, que, desde 2011, vem atacando os vinhedos da região. Porém, Giboulot segue a filosofia biodinâmica, que, entre outras coisas, impede o uso de químicos para tratar as doenças. “Não sou irresponsável. Não estou tentando ser radical. Simplesmente não acredito que o tratamento sistemático – mesmo sem qualquer sintoma da doença – seja a solução. Quero mostrar para as pessoas que há opções e que precisamos pensar em nossa própria saúde e de nossos clientes”, contestou Giboulot.

101 itens que fizeram a América

Segundo a revista Smithsonian, que representa o maior museu e complexo de pesquisa do mundo, o famoso Julgamento de Paris em 1976 (em que vinhos californianos derrotaram às cegas célebres rótulos franceses) é um dos marcos da história dos Estados Unidos. A publicação apontou os vinhos que participaram da prova como um dos “101 itens que fizeram a América”, em uma lista onde figuram o chapéu de Abraham Lincoln, o traje espacial de Neil Armstrong e a bandeira americana, entre outros, que foram selecionados entre 137 milhões de eventos e símbolos possíveis.


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Artigo publicado nesta revista


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