Revista ADEGA

Mundovino

Eventos do mundo do vinho

Da redação em 20 de Junho de 2014 às 00:00

Tannat

Punta del Este não é mais o único foco de quem procura o turismo no Uruguai. O enoturismo vem se desenvolvendo rapidamente na região e isso se deve não só ao crescimento da infraestrutura oferecida pelas vinícolas, mas também pela qualidade dos vinhos, liderados pelo Tannat. No dia 27 de maio, em São Paulo, ADEGA degustou um painel comparativo de seis vinhos elaborados com uvas Tannat provenientes de seis distintas regiões uruguaias. A degustação promovida pela associação Wines of Uruguay em parceria com o INAVI (Instituto Nacional de Vitivinicultura) veio confirmar a ascensão da qualidade do vinho uruguaio em geral, bem como a sua diversidade, pois cada região teve traduzida em seu vinho as características próprias do seu terroir. Confira alguns de nossos destaques:

AD 88 pontos  
GARZÓN TANNAT 2012
Garzón, Maldonado, Uruguai (World Wine R$ 55). Tinto elaborado exclusivamente a partir de uvas Tannat, com estágio de nove meses em carvalho. Apresenta cativantes notas defumadas, tostadas e de tabaco, que envolvem as frutas negras mais maduras, como cassis e ameixas. No palato, confirma esse estilo mais maduro e quase em compota. Acessível e fácil de beber, tem taninos macios, bom volume de boca e final suculento e cheio. Experimente com queijos curados. EM
GARZÓN TANNAT 2012

 

AD 89 pontos  
PREMIUM TANNAT 2009
Gimenez Mendez, Canelones, Uruguai (Vinoteca Brasil R$ 125). Vinhas de 15 anos representam o terroir de Las Brujas, em Canelones. Apresenta aromas elegantes da madeira, com toques de eucalipto e frutas negras maduras. É saboroso, equilibrado, voltado para as especiarias doces como cravo. Final de média persistência, com nuances de café. VS
PREMIUM TANNAT 2009

 

Antonio Dal Pizzol, Dirceu Scottá e Rinaldo Dal Pizzol

40 anos

“Fomos desafiados”, lembra Antonio Dal Pizzol ao contar a história do surgimento da vinícola que leva seu sobrenome e completa 40 anos em 2014. “Meu pai disse: ‘Sou produtor de uva, estou cansado de plantar e outras vinícolas usarem a minha uva para fazer seus vinhos. Acho que alguém de vocês têm que se mexer’”, recorda. Assim nasceu a vinícola Monte Lemos, mais conhecida como Dal Pizzol. Passar de viticultor para produtor de vinho era arriscado, especialmente em um mercado de grandes corporações. “Meu pai vislumbrou que havia espaço para empresas menores. Ele chamou os seis irmãos e disse que havia futuro. ‘Temos que começar esse projeto’”, conta Antonio, que encarou a ideia junto com outros quatro irmãos. Visionários, já naquela época eles montaram toda a estratégia do que queriam com a vinícola. “A proposta era ser de pequeno e médio porte, com idoneidade, segura, e fomos construindo. Lá, em 1974, perguntamo-nos quando lançaríamos os primeiros vinhos. Pensamos: 1978 é o centenário da vinda da família para o Brasil, uma data importante. Então, lançamos a marca Do Lugar”, aponta. No entanto, ainda inexperientes, sequer registraram a marca, algo que só foi feito anos depois devido ao alerta de um amigo. Se antes eram produtores de uva, hoje, a Dal Pizzol não cultiva (a não ser a biblioteca do Vinhedo Mundo), comprando toda a uva de terceiros. “Foi uma decisão completamente consciente”, revela Antonio, que diz ter se cercado de poucos e bons produtores, inclusive um de seus irmãos. Sua filosofia de produção também se manteve fiel durante esses 40 anos, com os vinhos não passando por barricas. “São autênticos vinhos com a expressão da uva. Isso também foi definido lá atrás. Mas não somos contra a madeira”, enfatiza, tanto que seu vinho comemorativo aos 40 anos tem sutil passagem de 15% por barrica.

Encontros

Encontros

Um dos eventos mais disputados do mundo do vinho, o Encontro Mistral 2014 novamente fez jus à fama e reuniu uma seleção incrível de grandes produtores, assim como também uma massa de enófilos e profissionais do setor que não queriam perder a oportunidade de provar alguns dos mais premiados vinhos do mercado. ADEGA esteve presente e destaca:

AD 91 pontos
DOGLIANI SUPERIORI PAPÀ CELSO 2010
Marziano Abbona, Piemonte, Itália (Mistral US$ 55). Elaborado exclusivamente a partir de uvas Dolcetto, este tinto é um ótimo exemplo da capacidade dessa uva em produzir tintos complexos, estruturados, elegantes e com capacidade de envelhecimento, mas sem perder suas características sedutoras, como frutas vermelhas mais frescas e acidez vibrante. EM
DOGLIANI SUPERIORI PAPÀ CELSO 2010

 

AD 91 pontos
AYALA ROSÉ MAJEUR BRUT
Ayala, Champagne, França (Mistral US$ 150). Espumante Brut rosé elaborado a partir de Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier, com mais de 36 meses em contato com as leveduras. Frutado, complexo e de ataque elegante, tem acidez refrescante, ótimo corpo e longo e cremoso final. Por sua estrutura e acidez, pode acompanhar uma refeição do início ao fim ou ser servido como aperitivo. EM
AYALA ROSÉ MAJEUR BRUT

 

Enogastronomia portuguesa

Nos dias 24 e 25 de abril, o evento “Vinho & Sabores de Portugal” ocorreu no campus do Senac de São José dos Campos e reuniu mais de 20 produtores de vinho, além de comidas típicas portuguesas, entre queijos, azeites e embutidos, das mais variadas regiões do país. Em sua segunda edição (a primeira foi em 2013, em Campinas), os visitantes puderam  provar mais de 100 rótulos diferentes de regiões como Douro, Alentejo, Lisboa, Bairrada, Dão, Vinho Verde, Península de Setúbal e Beira Interior. Na parte de gastronomia, o público se deliciou com o melhor da charcutaria portuguesa, azeites e conservas como sardinha, salmão, atum e mariscos. Além da degustação de vinhos e outras comidas, neste ano o evento contou também com palestras sobre vinhos e azeites, que foram ministradas por profissionais do Senac e outros experts. Grandes destaques foram os showcookings, apresentados pelo cozinheiro português Helio Loureiro (chef da seleção portuguesa na Copa do Mundo 2014). ADEGA esteve lá e selecionou alguns dos bons vinhos que se destacaram nos dois dias de evento.

AD 92 pontos
POLIPHONIA SIGNATURE 2009
Tapada do Fidalgo, Alentejo, Portugal (Adega Alentejana R$ 270). Elaborado a partir de Alicante Bouschet e Syrah, este tinto tem ótima textura, frutas vermelhas e negras mais maduras, taninos finos e final persistente, tudo num contexto de potência e elegância. EM
POLIPHONIA SIGNATURE 2009

 

AD 88 pontos
MUROS ANTIGOS LOUREIRO 2012
Anselmo Mendes, Minho, Portugal (Decanter R$ 66). Um dos mais talentosos enólogos de Portugal elabora este branco exclusivamente a partir de uvas Loureiro, sem passagem por madeira. Chama a atenção pelo frescor do conjunto. Tem bom volume de boca, fruta suculenta e final médio e agradável, cheio de notas cítricas, florais e herbáceas. EM
MUROS ANTIGOS LOUREIRO 2012

 

AD 88 pontos
CASA ERMELINDA DE FREITAS
PETIT VERDOT 2011
Casa Ermelinda de Freitas, Palmela, Portugal (Orion R$ 40). Elaborado a partir de Petit Verdot, este tinto surpreende pela intensidade e potência, mostrando frutas negras mais maduras, taninos de ótima textura, boa acidez e final suculento e persistente. EM
CASA ERMELINDA DE FREITAS PETIT VERDOT 2011

 

AD 91 pontos
MANZ CHELEIROS DONA FÁTIMA JAMPAL 2012
Manzwine, Lisboa, Portugal (Lusitanus Brands R$ 280). Curioso e exclusivo, este branco é elaborado exclusivamente a partir da desconhecida casta Jampal, com estágio de seis meses em barricas de carvalho francês. Untuoso, com acidez refrescante, ótima persistência, textura cremosa, final mais gordo e gostoso de beber, com agradáveis toques minerais. EM
MANZ CHELEIROS DONA FÁTIMA JAMPAL 2012

 

Wine Day


Wine Day no Rio de Janeiro teve a participação da atriz Deborah Secco. Ao lado, João Roquette, da Qualimpor

Fundada no Brasil em 1995, a Qualimpor importa e distribui vinhos e azeites dos produtores Herdade do Esporão, Quinta do Crasto, Quinta dos Murças, Taylor’s e Freixenet. Em seu Wine Day, degustação aberta ao público realizada em diversas cidades do Brasil em meados de maio, foi possível avaliar quase toda a linha de produtos, incluindo as mais recentes safras e também algumas bem antigas como um Porto Taylor’s 1964. Se não pode comparecer, siga as nossa indicações:

AD 92 pontos  
ROQUETTE & CAZES 2011
Quinta do Crasto, Douro, Portugal (Qualimpor R$ 212). Vinho nascido da associação entre a família Roquette e a família Cazes. Exibe aromas limpos de frutas vermelhas com toques de especiarias. O que mais encanta neste vinho é sua textura delicada e, ao mesmo tempo, firme. Resultado de um casamento perfeito com fortes indicativos de longevidade. VS
ROQUETTE & CAZES 2011

 

AD 95 pontos  
TAYLOR’S COLHEITA 1964
Taylor’s, Douro, Portugal (Qualimpor R$ 754). Edição limitada lançada em janeiro de 2014. Foi envelhecida durante 50 anos em cascos de madeira antes de ser engarrafada. Apresenta cor âmbar pálida e brilhante. Aromas complexos e pronunciados de frutos secos, com notas especiadas, tostadas, de tabaco e de caixa de charuto. No palato, chama a atenção por ser delicado e aveludado em conjunto com uma vibrante acidez, que aporta vida ao vinho. É estruturado, profundo, cheio e de final longo e persistente, com notas de melaço e sempre num contexto de elegância, com várias camadas de sabor. EM
TAYLOR’S COLHEITA 1964

 

Direto do estoque

No dia 20 de maio, especialistas e enófilos se reuniram na sede da Cantu Importadora para provar as novidades de seu catálogo. Em um ambiente completamente descontraído, em meio às estantes do estoque e também às mesas da pizzaria que fica ao lado, realizou-se o 1o Cantu Day. Entre mais de 130 rótulos, ADEGA destaca:

AD 91 pontos
LOUIS BERNARD
CHÂTEAUNEUF-DU-PAPE 2010
Louis Bernard, Rhône, França (Cantu R$ 250). Syrah, Grenache e Mourvèdre. Ainda jovem, apresenta cor vermelho-rubi intenso com halo violeta. Aromas intensos de frutas negras com notas de especiarias e de chocolate. Complexo, com acidez, corpo e taninos muito bem equilibrados. Recomenda-se decantar para mostrar todo o seu esplendor. Sugestão de guarda entre cinco e oito anos, pelo menos. HSK
LOUIS BERNARD CHÂTEAUNEUF-DU-PAPE 2010

 

AD 89 pontos
FUENTESPINA CRIANZA 2010
Fuentespina, Ribera del Duero, Espanha (Cantu R$ 120). Tempranillo que apresenta cor vermelho cereja intenso, aromas de frutas negras e de chocolate pronunciados. Na boca, a alta acidez, estrutura encorpada e os taninos médios estão bem balanceados. A textura sedosa de seus taninos é um diferencial. Harmoniza com carnes vermelhas, cordeiro, carne de porco e queijos curados. HSK
FUENTESPINA CRIANZA 2010

 

AD 91 pontos
PANGEA 2008
Viña Ventisquero, Colchagua, Chile (Cantu R$ 270). Syrah da região de Apalta. Junto com aromas de frutas negras, podemos perceber notas de chocolate e especiarias, proporcionando uma complexidade harmoniosa. Na boca, é encorpado, tem alta acidez e taninos marcantes, mostrando toda a sua potência, ideal para guarda. Harmoniza com carnes vermelhas. É uma expressão fortíssima de Syrah chileno. HSK
PANGEA 2008

 


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Artigo publicado nesta revista


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