Versátil e resistente, a Negroamaro origina tintos fáceis de beber, rosés e vinhos doces no sul da Itália

por Redação
Apesar do nome, a Negroamaro tende a produzir vinhos tintos fáceis de beber, além de bons rosés na Puglia. Ela tem vários sinônimos na região. Conheça alguns fatos sobre ela a seguir.
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Há debate sobre a origem do nome Negroamaro, que pode ter surgido da combinação das palavras italianas "negro" (preto) e "amaro" (amargo), referindo-se à coloração e ao caráter da uva, ou do grego "mavro" (preto), possivelmente devido à antiga ligação entre Puglia e a Grécia, mas não foi achada relação de DNA com nenhuma variedade grega até o momento.
Uma variedade chamada “Negro Dolce” ("preto doce") foi documentada no século XIX em Salento, provavelmente para distinguir de sua contraparte "amarga".
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A uva possui diversos sinônimos, variando entre regiões de Puglia, como Abruzzese e Jonico, refletindo sua dispersão histórica e adaptação local.
É uma uva vigorosa, altamente produtiva e resiste bem ao míldio, com uma versão precoce (Negroamaro Precoce) que amadurece cerca de 20 dias antes da variante comum.
Negroamaro adapta-se bem ao calor intenso, razão pela qual se desenvolve tão bem no sul da Itália e em regiões quentes da Austrália, mantendo boa acidez mesmo em temperaturas elevadas.
Além dos tintos jovens, Negroamaro é também usada para produzir rosés frutados e vinhos doces intensos de uvas secas, como o Gratticaia da Vallone.
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