Estudo com 340 mil pessoas aponta diferenças entre vinho, cerveja e destilados

por Redação
Um dos maiores estudos já realizados sobre álcool e saúde voltou a colocar o vinho no centro do debate científico. Apresentada durante o congresso anual do American College of Cardiology, a pesquisa analisou dados de mais de 340 mil adultos do Reino Unido acompanhados por cerca de 13 anos e observou diferenças importantes entre os tipos de bebida consumidos.
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Os pesquisadores utilizaram informações do banco de dados UK Biobank, que reúne hábitos alimentares e indicadores de saúde da população britânica entre 2006 e 2022. O objetivo era entender como diferentes padrões de consumo de álcool poderiam se relacionar com mortalidade geral, câncer e doenças cardiovasculares.
Os resultados mostraram que o consumo elevado de álcool esteve associado a maior risco de morte independentemente da bebida escolhida. Já entre consumidores leves e moderados, o cenário variou conforme o tipo de bebida alcoólica.
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Segundo os autores, pessoas que consumiam vinho moderadamente apresentaram menor risco de morte por doenças cardiovasculares em comparação aos que raramente bebiam. Por outro lado, cerveja, sidra e destilados apareceram ligados a índices mais altos de mortalidade cardiovascular mesmo em baixos níveis de consumo.
Os pesquisadores destacam, no entanto, que o estudo é observacional e não estabelece relação de causa e efeito. Ou seja, os dados não permitem concluir que o vinho protege diretamente a saúde. Fatores como alimentação, estilo de vida, hábitos sociais e contexto de consumo também podem influenciar os resultados. O próprio estudo sugere que consumidores de vinho tendem a manter dietas mais equilibradas e outros comportamentos considerados saudáveis.
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Outro ponto levantado pelos autores envolve a presença de compostos como polifenóis e antioxidantes, especialmente no vinho tinto, frequentemente estudados por possíveis efeitos cardiovasculares. Ainda assim, os cientistas reforçam que nenhuma bebida alcoólica pode ser considerada isenta de riscos. Acesse o estudo AQUI.