Grupo usava a fronteira com o Uruguai para entrada ilegal de vinhos de alto valor no Brasil

por Redação
A Polícia Federal realizou, nesta quinta-feira (15/1), uma operação para desmontar um esquema estruturado de contrabando de vinhos de alto valor comercial que ingressavam irregularmente no Brasil a partir do Uruguai. As investigações indicam que a fronteira entre Santana do Livramento (RS) e Rivera foi utilizada como principal eixo logístico e financeiro da atuação criminosa, envolvendo operadores locais e grupos sediados em São Paulo.
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Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão, três no município gaúcho e cinco na capital paulista, além do sequestro de imóveis, veículos e do bloqueio de mais de R$ 220 milhões em contas bancárias dos investigados. Durante a ação, policiais apreenderam documentos, dispositivos eletrônicos e registros que devem contribuir para o aprofundamento das investigações.
Segundo a Polícia Federal, o inquérito iniciou após indícios de que moradores da região de fronteira atuavam como facilitadores para organizações criminosas de São Paulo, viabilizando a entrada irregular das bebidas no país. A apuração também identificou empresas sediadas na capital paulista, algumas com características de fachada, utilizadas para movimentar grandes volumes de recursos financeiros.
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Os valores eram direcionados a operadores financeiros e logísticos na fronteira, sendo posteriormente sacados em espécie ou utilizados em operações de câmbio ilegal. O objetivo, segundo os investigadores, era financiar a aquisição das mercadorias estrangeiras e manter o funcionamento contínuo da logística do contrabando. O material apreendido passará por análise e pode subsidiar novas etapas da investigação.
Confira na íntegra o que disse uma fonte policial: “O grupo criminoso usava a fronteira entre Santana do Livramento (RS) e Rivera (Uruguai) como principal rota dos vinhos de alto valor mas parece q o pessoal de lá atuava no interesse de pessoas de SP. Tinham empresas de São Paulo, incluisive de fachada, que remetiam grandes quantias para operadores financeiros e logísticos na fronteira gaúcha, que sacavam em espécie ou faziam câmbio. Movimentaram mais de R$ 200 milhões nesse esquema. Equipes nossas e da receita cumpriram 8 MBAs da 2ª Vara Federal de Santana do Livramento e teve bloqueio de contas bancárias também no valor de atéR$ 220 milhões. Nesses casos não tem boletim de ocorrência e todas as informações obtidas durante a operação vão para dentro do inquérito, ficam sob sigilo apenas com a equipe de investigação do local”.
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