Descoberta arqueológica reforça a ligação histórica entre vinho e civilização antiga

por Redação
Arqueólogos anunciaram recentemente a descoberta de um gigantesco afresco dedicado a Dionísio, deus grego do vinho, em uma antiga sala de banquetes de Pompeii Archaeological Park. A pintura ficou soterrada por quase 2 mil anos após a erupção do monte Vesúvio, em 79 d.C., e agora surge como uma das mais importantes descobertas recentes do sítio arqueológico italiano.
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O mural foi encontrado na região conhecida como Regio IX e ocupa três paredes de um grande ambiente que originalmente se abria para um jardim. A obra retrata o cortejo de Dionísio acompanhado por sátiros, bacantes e figuras ligadas aos antigos rituais do vinho e da fertilidade na cultura greco-romana.
Segundo o Ministério da Cultura da Itália, o afresco foi produzido entre 40 e 30 a.C., quase um século antes da destruição de Pompeia. As figuras aparecem em tamanho quase real, em um estilo conhecido como “megalografia”, técnica usada em pinturas monumentais da Roma Antiga.
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No centro da composição, uma mulher é guiada por Sileno, personagem mitológico associado a Dionísio, em uma cena que os pesquisadores interpretam como um ritual de iniciação religiosa. A descoberta ajuda a ampliar o entendimento sobre os chamados “mistérios dionisíacos”, cerimônias secretas ligadas ao vinho, renascimento e celebração da vida no mundo clássico.
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Além do valor artístico, o achado reforça a importância simbólica do vinho na formação da civilização ocidental. Muito além da bebida, Dionísio representava prazer, transformação, fertilidade e espiritualidade para gregos e romanos — temas profundamente ligados à cultura do vinho até os dias atuais.
As escavações em Regio IX começaram há cerca de dois anos e já revelaram dezenas de novos ambientes, incluindo residências, áreas comerciais e outros murais históricos preservados pelas cinzas do Vesúvio.