Técnica usada na França ajudou a combater a praga que devastou vinhas no século XIX

por Redação
Durante a crise da filoxera que atingiu a Europa no final do século XIX, produtores franceses recorreram a uma solução pouco convencional para tentar salvar seus vinhedos: inundar deliberadamente as áreas cultivadas. O método consistia em manter as raízes das videiras submersas por semanas durante o inverno, criando um ambiente hostil ao inseto responsável por uma das maiores catástrofes da história do vinho.
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Originária da América do Norte, a filoxera chegou à Europa por volta da década de 1860 e encontrou nas videiras da espécie Vitis vinifera um hospedeiro sem resistência natural. A praga atacava as raízes das plantas, comprometendo sua capacidade de absorver água e nutrientes. Em poucas décadas, cerca de dois terços dos vinhedos europeus foram destruídos.
A técnica da submersão ganhou destaque após experimentos realizados no sul da França indicarem que a falta de oxigênio no solo poderia eliminar grande parte dos insetos. O método foi adotado em algumas regiões planas próximas a rios, especialmente no Roussillon, onde sistemas de canais permitiam manter os vinhedos alagados por períodos prolongados.
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Apesar dos resultados positivos em áreas específicas, a estratégia tinha limitações geográficas e operacionais. A solução definitiva veio apenas com a adoção de porta-enxertos americanos resistentes à filoxera, prática que se tornou padrão na viticultura mundial. O episódio, no entanto, permanece como um dos capítulos mais curiosos da história do vinho e mostra até onde os produtores foram para preservar seus vinhedos.
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