• APRENDER
  • CURIOSIDADES
  • PERFIL
  • SABOR
  • MERCADO
  • REVISTA
  • CLUBE
Assine
Facebook Revista ADEGAInstagram Revista ADEGA
  • APRENDER
  • CURIOSIDADES
  • PERFIL
  • SABOR
  • MERCADO
  • REVISTA
  • CLUBE
  • Turismo

    Quer conhecer a Sicília? Confira dicas para uma viagem inesquecível

    Uma ilha de contrastes na esquina do mundo

    Turismo na Sicília

    por Fabiana Knolseisen

    Dizem que a grande tendência do turismo atual é a chamada “viagem da felicidade”. Aquela que proporciona experiências que unem prazer, desejo e surpresas que se incrustam na memória para sempre. Não surpreende, portanto, que a Sicília seja o destino da vez. A maior ilha do Mediterrâneo é, ao mesmo tempo, continente em miniatura e registro vivo das movimentações humanas que moldaram o Mediterrâneo (e o mundo ocidental).

    Clique aqui e assista aos vídeos da Revista ADEGA no YouTube

    Vulcões ativos e vinhedos milenares, templos gregos emoldurados pelo pôr do sol, mercados árabes que ainda ecoam vozes de mercadores antigos: cada parada na ilha é uma experiência sensorial completa e a boa notícia é que nada fica longe: de carro, cruza-se a ilha em cerca de quatro horas de leste a oeste — o que facilita montar roteiros circulares como o deste artigo para explorar várias regiões em poucos dias

    Etna: vinhos de fogo e frescor

    LEIA TAMBÉM: Vulcão Etna ainda molda vinhos encantadores

    Etna: vinhos de fogo e frescor

    O maior vulcão ativo da Europa atrai enófilos à ilha e influencia a produção de vinhos. Em solos de lava e altitudes elevadas, Nerello Mascalese e Nerello Cappuccio originam tintos elegantes e frescos, mesmo sob um clima ensolarado. É interessante também comparar como esse terroir impacta variedades internacionais, como Chardonnay e Petit Verdot.

    LEIA TAMBÉM: A Sicília e suas lendas, paisagens e o vulcão que molda vinhos encantadores

    As vinícolas mais clássicas se concentram ao norte, entre as cidades de Randazzo e Linguaglossa. Produtores como Planeta, Tenuta delle Terre Nere e Passopisciaro ficam a menos de 10 minutos de distância e é possível conhecer 2 ou 3 num único dia (é preciso agendar com antecedência). No winebar da Donnafugata, com vista do Etna ao fundo, uma das opções mais criativas é o Almoço de Domingo com a Família Salina - diretamente saída do clássico italiano O Leopardo (versão minissérie disponível na Netflix).

    Para um dia mais ativo, subir ao topo do vulcão é um passeio imperdível! Pode-se contratar passeios guiados desde Taormina ou Catania, ou dirigir-se diretamente ao Rifugio Sapienza, de onde sai o teleférico que leva a 2.500 m. Durante a subida é possível observar as ruínas de estruturas anteriores (o passeio atual acontece na quinta versão do serviço, construído originalmente em 1966 e destruído 5 vezes por erupções ao longo dos anos). É possível subir mais 500 m em veículos 4x4, tornando o passeio inclusivo para todas as idades. No inverno, a área se transforma em estação de esqui.

    LEIA TAMBÉM: Descubra os melhores vinhos brancos da Sicília que você precisa conhecer

    Praia ou montanha

    Sicília

    LEIA TAMBÉM: A influência da mitologia e da biodiversidade na produção de vinhos da Sicília

    As charmosas cidades no alto do vulcão têm opções de hospedagem que aliam logística e tranquilidade sem renunciar a conforto e até luxo (no Quota Mille o charme é a piscina com vista para o Etna), mas é na badalada Taormina (a menos de 1 hora) que a maioria prefere assentar base. Com status de celebridade após "protagonizar" a série White Lotus, Taormina tem atrações suficientes para pelo menos 2 dias (muitos mais se o foco forem as praias).

    Desde a cidadela pendurada no penhasco, as vistas da Isola Bella são deslumbrantes. Recomendo encarar os degraus na descida para desfrutar a recompensa em forma de drinks e petiscos à beira-mar. Dica prática: vá de tênis, mas leve chinelos, já que as pedrinhas castigam os pés. A subida pode ser feita de teleférico.

    LEIA TAMBÉM: Por que a Sicília é um dos terroirs mais importantes do Mediterrâneo

    No alto o burburinho acontece na Corso Umberto I. Um passeio completo inicia no Teatro Antico (1h é suficiente para conhecer e tirar lindas fotos) e finaliza no mirante da Piazza IX Aprile ao pôr do sol. Curta uma granita durante a caminhada e pense que essa bebida refrescante foi inventada muito antes de existirem freezers, usando a neve do Etna. Para um fim de noite glamouroso, jantar no Principe Cerami ou o Louis Vuitton Bar para drinks descontraídos.

    Siracusa: Arquimedes, Ortigia e uvas perdidas

    LEIA TAMBÉM: Descubra os tesouros ocultos do enoturismo Mundial

    Ortigia
    Ortigia

    Em Siracusa a pedida é se perder no labirinto de ruas medievais da charmosa ilha de Ortigia, seu coração histórico. A circulação de carros na ilha é proibida, mas ela é facilmente (e melhor) explorada a pé. A cidade, que foi uma das mais poderosas da Magna Grécia é berço do genial Arquimedes, cujas invenções protelaram a invasão pelos romanos por três longos anos.

    LEIA TAMBÉM: O melhor vinho da Sicília, uma jóia do Mediterrâneo

    O imponente teatro grego ainda testemunha esse passado glorioso. Faça uma pausa no Chiodo para explorar a carta de vinhos naturais e siga para o Oz para um jantar saboroso num clima baladeiro. No caminho aprecie a Fonte Aretusa: uma curiosa afloração de água doce à beira que supriu a cidade durante o cerco romano.

    E que tal, inspirados pela genialidade curiosa de Arquimedes, conhecer vinhos produzidos com uvas perdidas que nem os sicilianos ouviram falar? Recunu, Cutrera e Rucignola são variedades destacadas no projeto pessoal do enólogo Angelo di Grazia. Mais que curiosidade, são vinhos cheios de identidade.

    LEIA TAMBÉM: Vinho italiano até 150 reais? Os melhores estão aqui nesta lista!

    Sul: Nero d’Avola e chocolates aztecas

    Antica Dolceria Bonajuto
    Antica Dolceria Bonajuto

    Quem se animar a ir mais ao sul, quase "no final" da ilha, será recompensado com as iguarias locais - as amêndoas de Ávola e o chocolate de Modica. Trazido dos astecas pelos espanhóis, a produção segue artesanal e da mesma forma até hoje: quase a frio. O resultado é uma textura granulosa (o açúcar não derrete) e uma explosão de aromas. Apesar de a iguaria poder ser encontrada em toda a Sicília, uma visita à Antica Dolceria Bonajuto, fundada em 1880 e a mais antiga ainda produzindo, em Modica é parada obrigatória para chocólatras.

    LEIA TAMBÉM: Por que a Nero d’Avola está presente em mais cartas de vinhos

    Além da arquitetura barroca e belas praias o sul da Sicília também tem muito Nero D'Avola, claro! A variedade, originária daqui, é a uva tinta mais plantada em toda a Sicília e coluna dorsal do Cerasuelo di Vittoria, sua única DOCG.

    Surpreende que uma uva antes usada para encorpar vinhos do norte ganhe espaço atual, mas produtores como COS e Arianna Occhipint mostram que a Nero d'Avola pode resultar em rótulos elegantes. Combinada à Frappato no Cerasuolo di Vittoria DOCG, destaca-se pelo aroma de cerejas frescas e excelente preço, como o da enóloga Patricia Toth (Planeta). Arianna também aposta na Frappato em vinhos varietais de vinhedos únicos (contradas), cultivados organicamente, valorizando a versatilidade local e seu talento enológico.

    LEIA TAMBÉM: Sicília, as principais características e uma seleção de vinhos deste grande mosaico cultural

    Agrigento: templos, falésias e vinhos de giz

    Agrigento
    Agrigento

    LEIA TAMBÉM: A lenda de Ulisses e como o vinho o ajudou a fugir e moldar a Sicília

    Estamos cruzando a ilha de leste a oeste e bem no meio do caminho Agrigento oferece uma das combinações mais espetaculares de paisagem e arqueologia. O dia perfeito começa na Scala dei Turchi. A falésia branca em camadas ondulantes de gesso e calcário que mergulha no mar é um testemunho da origem da ilha (vide box) – seguido por visita à Passofonduto para conhecer o Occhio di Sale – um rosé surpreendente que nasce desse chão de giz (e que inspiraria Zé Ramalho compor mais uma canção).

    Final épico: o pôr do sol no Vale dos Templos, o maior conjunto de ruínas gregas fora da Grécia. Poucos cenários no mundo unem tanta força histórica e beleza natural.

    LEIA TAMBÉM: A Sicília e suas lendas, paisagens e o vulcão que molda vinhos encantadores

    Costa árabe: sal, mercados e fortificados

    Marsala
    Marsala

    LEIA TAMBÉM: O legado de Aníbal Barca: como Cartago moldou a história do vinho no Mediterrâneo

    A proximidade com a Tunísia (140km) explica a predominância da influência árabe nessa parte da ilha, onde ficam as cidades de Marsala e Palermo.

    A oeste, Marsala revive seu vinho fortificado graças a produtores como Marco de Bartoli e Forio. Nas salinas, a extração do "ouro branco" ainda é feita praticamente com a mesma técnica introduzida pelos fenícios há 3 mil anos, apenas incrementada pela adição dos moinhos de vento no final do século XVIII.

    LEIA TAMBÉM: Os Vinhos Sicilianos

    A área de extração fica num oásis do WWF, com incontáveis espécies de pássaros e até flamingos rosa. A vista do pôr do sol no mar é de tirar o fôlego. Além do vinho, também marca a história do porto de Marsala o desembarque das tropas de Garibaldi em 1861, culminando com a unificação italiana.

    Um pouco mais ao norte ficava a "cidade dos 300 minaretes", capital do Emirado da Sicília e que segue sendo a capital atual da ilha. Palermo é um monumento às movimentações humanas que moldaram o Mediterrâneo. Dois dias inteiros é o mínimo para começar a decifrar o lugar (considere ficar mais) e uma boa forma de começar é o passeio a pé oferecido gratuitamente pela Kairos.

    Palermo
    Palermo

    LEIA TAMBÉM: Sicília, entre a Itália e o mundo

    O tour inicia ao lado do Teatro Maximo (3º maior da Europa) e finaliza no Palazzo dei Normanni, um mosaico de estilos arquitetônicos que reflete as influências normandas, góticas, renascentistas, barrocas e neoclássicas que imperaram durante sua construção e expansão. No local também está a Capela Palatina - monumento mais visitado da Sicília e que levou 30 anos para ser construída, combinando arcos sarracenos e mosaicos bizantinos de beleza impressionante.

    Não se pode visitar Palermo sem provar sua comida de rua e a pedida são os mercados del Capo e della Vucciria. O primeiro é mais diurno e se parece com nossas feiras-livres, com frutos do mar e limoncello em lugar do pastel com garapa. Já o segundo se tornou um point de bares e restaurantes, especialmente agradável para vagar à noite à caça do melhor lugar para comer e biritar. Para uma extensa carta de vinhos com bons preços - por taça ou garrafa - vá à Enoteca Brillo. Harmonize com uma das focaccias da casa.

    LEIA TAMBÉM: Os vinhos da Sicília

    Da lava do Etna ao branco das falésias, das cidades barrocas às ruas árabes de Palermo, a Sicília é um mosaico de culturas, sabores e vinhos que não se parecem com nenhum outro lugar. É uma viagem que ultrapassa o turismo e se inscreve na memória — intensa, múltipla, inesquecível.

    Ilhas Eólias: o farol do Mediterrâneo

    LEIA TAMBÉM: Nossa dieta do Mediterrâneo

    Para encerrar nossa volta pela ilha, mais vulcão! As Ilhas Eólicas formam um pequeno arquipélago onde vivem pouco mais de 15 mil pessoas. É possível se hospedar em algumas delas, mas a maior parte dos turistas se contenta em apreciar as erupções do vulcão Stromboli ao anoitecer desde barcos. Conhecido na antiguidade como o Farol do Mediterrâneo por iluminar as noites com suas frequentes explosões - às vezes separadas por poucos minutos - é sem dúvida um espetáculo imperdível. Sortudos ainda ganham como bônus uma escolta de golfinhos ao pôr do sol.

    Stromboli
    Stromboli

    Nessa pequena e complicada extensão de terra - o arquipélago totaliza pouco mais de 100 km2 - é produzido o Malvasia delle Lipari DOC. Um vinho branco feito à base de Malvasia Bianca (mas que deve conter pelo menos 5% da tinta Corinto Nero!) e que já foi a riqueza dos moradores, que em 1800 produziam cerca de 10 mil hectolitros. Atualmente são apenas 400.

    LEIA TAMBÉM: O vinho de Pantelleria, a pérola negra do Mediterrâneo

    A oferta de itinerários é ampla e nem todos incluem o Stromboli à noite (para mim, o ponto alto do passeio). O principal ponto de partida é Milazzo, mas também há saídas de Messina, Palermo e até Nápoles, com durações de até 12 horas. Para um passeio mais slow food, hospede-se no Capofaro, na ilha de Salina. A pousada pertenceu ao tradicional produtor siciliano Tasca d'Almerita até fins de 2024 e oferece 27 quartos num antigo farol com vista para os vinhedos e um deck com vista para o Stromboli.

    Como chegar

    LEIA TAMBÉM: Sob a bênção do Mediterrâneo

    A chegada já pode ser parte charmosa da viagem. Há voos diretos de Roma para Catania e Palermo, os principais aeroportos da ilha. Quem vem do continente italiano pode optar pelo ferry rápido de Villa San Giovanni, na Calábria, até Messina, numa travessia de cerca de meia hora. Uma alternativa são os serviços noturnos que partem de Nápoles ou Gênova, deslizando pelo Mediterrâneo sob um céu estrelado para amanhecer na ilha, geralmente em Palermo.

    Melhor forma de se locomover

    Explorar a Sicília pede autonomia, e o carro é indispensável para alcançar vinícolas, praias escondidas e vilarejos históricos. Mas aqui vale uma regra de ouro: prefira modelos pequenos. Estradas sinuosas, ruas estreitas e a falta de estacionamento são constantes – e explicam a insistência das locadoras em oferecer upgrades. Resista: o compacto é o verdadeiro luxo siciliano.

    Gostou? Compartilhe

    Facebook Revista ADEGAInstagram Revista ADEGA

    palavras chave

    VinhoTurismoUvasVinhosSiciliaitaliaturismo na sicilia

    Notícias relacionadas

    O vinho em Paris pode estar escondido em cantinhos como esse

    5 lojas imperdíveis de vinhos naturais em Paris

    A futurista bodega Herderos de Marqués de Riscal

    Marqués de Riscal: A histórica vinícola que revolucionou Rioja

    Imagem Descubra os tesouros ocultos do enoturismo Mundial

    Descubra os tesouros ocultos do enoturismo Mundial

    Para fugir da mesmice, curta esses enodestinos singulares

    10 lindas regiões vinícolas inusitadas para conhecer

    Visão do Vale do Douro e a Quinta da Pacheca

    As férias de julho estão chegando e opções de enoturismo não faltam

    Denominação Castelli Romani é uma das mais próximas da Cidade Eterna

    Roma, cidade do vinho

    Imagem Sul da Inglaterra, o Napa Valley britânico

    Sul da Inglaterra, o Napa Valley britânico

    Imagem Degustação de vinho em iglus? Sim!

    Degustação de vinho em iglus? Sim!

    Imagem Mistério de Harry Potter volta à tona no Napa Valley Train

    Mistério de Harry Potter volta à tona no Napa Valley Train

    Imagem Tome um banho de vinho tinto na Toscana!

    Tome um banho de vinho tinto na Toscana!

    Château d'Yquem

    Escolha sua assinatura

    Château d'Yquem

    Impressa
    1 ano

    Château d'Yquem

    Impressa
    2 anos

    Château d'Yquem

    Digital
    1 ano

    Château d'Yquem

    Digital
    2 anos

    +lidas

    Guia para decifrar os nomes e siglas em uma garrafa de Champagne
    1

    Guia para decifrar os nomes e siglas em uma garrafa de Champagne

    Blaufränkisch: a variedade tinta que é um espelho da vitivinicultura da Europa Central
    2

    Blaufränkisch: a variedade tinta que é um espelho da vitivinicultura da Europa Central

    Garrafa de Château d’Yquem 1811 volta a leilão na França
    3

    Garrafa de Château d’Yquem 1811 volta a leilão na França

    Lafleur estreia fora da apelação Pomerol com safra 2025
    4

    Lafleur estreia fora da apelação Pomerol com safra 2025

    Tabela de safras: veja quais anos se destacaram nas principais regiões vitivinícolas do mundo
    5

    Tabela de safras: veja quais anos se destacaram nas principais regiões vitivinícolas do mundo

    Revista ADEGA
    Revista TÊNIS
    AERO Magazine
    Melhor Vinho

    Inner Editora Ltda. 2003 - 2022 | Fale Conosco | Tel: (11) 3876-8200

    Inner Group