Alberto Weisser explica agricultura regenerativa, sequeiro e mudanças nas castas da propriedade

por Redação
A Tapada de Coelheiros, no Alentejo, encontrou na diversidade de sua propriedade um dos pilares para conduzir a viticultura. Em entrevista à ADEGA, o brasileiro Alberto Weisser, que adquiriu a propriedade em 2014 após viver por duas décadas em Nova York, conta que o projeto nasceu de sua vontade de retornar à Europa e investir no agronegócio, tendo o vinho como principal paixão. A propriedade de 800 hectares, com vinhedos, florestas, oliveiras, nogueiras e criação de ovelhas, foi, segundo ele, “amor à primeira vista”.
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Desde a aquisição, a fazenda passou a seguir princípios da agricultura orgânica, adotados não apenas nos vinhedos, mas em toda a propriedade. A equipe também realizou experiências com a biodinâmica, antes de concentrar o trabalho na agricultura regenerativa. O sistema busca recuperar e preservar o solo por meio da incorporação de matéria orgânica, nutrientes e micro-organismos, estimulando a atividade biológica próxima às raízes e contribuindo para o vigor das plantas.
A adaptação às condições do Alentejo também passa pelo manejo da água. Dos cerca de 60 hectares de vinhedos, 60% são cultivados em sequeiro, incluindo vinhas antigas e algumas plantações mais recentes. Em determinadas áreas, a proximidade do aquífero permite que as raízes encontrem água naturalmente. Nos novos vinhedos irrigados, a estratégia é reduzir gradualmente o fornecimento de água depois dos primeiros anos, até eliminá-lo a partir do sétimo ano.
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As mudanças climáticas também influenciam a escolha das variedades. Castas consideradas menos adequadas ao aumento das temperaturas, como Merlot, estão sendo retiradas, enquanto variedades portuguesas, entre elas Touriga Nacional e Touriga Franca, ganham espaço por sua maior resiliência. No vídeo, Weisser detalha como essas decisões, associadas à biodiversidade e à regeneração do solo, fazem parte da estratégia da Tapada de Coelheiros para adaptar seus vinhedos às condições do Alentejo.
Assista a entrevista completa com Alberto Weisser:
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