Novo acordo entre União Europeia e Estados Unidos mantém taxa de 15% sobre vinhos e destilados

por Redação
Os Estados Unidos manterão uma tarifa de 15% sobre os vinhos europeus até o fim de 2029, conforme estabelece o novo acordo comercial firmado com a União Europeia. A medida entrou em vigor em 1º de julho e encerra meses de negociações entre os dois blocos, oferecendo maior previsibilidade ao comércio internacional, mas sem conceder a isenção tarifária reivindicada pelos setores de vinho e destilados.
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O entendimento foi alcançado após negociações entre a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente norte-americano Donald Trump. Pelo acordo, a União Europeia amplia o acesso de diversos produtos industriais americanos ao mercado europeu sem tarifas, enquanto os Estados Unidos mantêm uma taxa de 15% sobre a maior parte das importações provenientes do bloco, incluindo vinhos e bebidas destiladas.
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A manutenção da tarifa dos EUA para vinhos europeus tem impacto direto sobre um dos principais mercados consumidores do mundo. Os Estados Unidos continuam sendo o maior destino das exportações de vinhos da União Europeia, tornando a definição de uma alíquota fixa um fator importante para o planejamento das vinícolas, importadores, distribuidores e varejistas.
Durante as negociações, representantes do setor defenderam que vinhos e destilados fossem excluídos da nova política tarifária. As empresas de bebidas também solicitaram a retomada do sistema de tarifa zero que vigorava para boa parte do comércio transatlântico de destilados desde o fim da década de 1990. Nenhuma das propostas foi incorporada ao acordo final.
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Apesar disso, o resultado foi considerado menos prejudicial do que os cenários discutidos anteriormente. Em diferentes momentos das negociações, chegou-se a cogitar a adoção de tarifas de até 25%, o que poderia elevar significativamente os custos para exportadores europeus e seus parceiros comerciais nos Estados Unidos.
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Especialistas avaliam que o impacto da tarifa será diferente conforme o segmento de mercado. Marcas de maior valor agregado tendem a absorver parte do aumento de custos ou repassá-lo aos consumidores sem perdas significativas de demanda. Já vinhos de preço intermediário, espumantes e produtos de maior volume podem enfrentar maior pressão competitiva devido às margens mais reduzidas.
Para produtores de vinho, a previsibilidade das regras até 31 de dezembro de 2029 permite planejar contratos, políticas comerciais, estratégias de distribuição e posicionamento de marcas com maior segurança. Ao mesmo tempo, os custos adicionais passam a fazer parte da estrutura do comércio entre Europa e Estados Unidos pelos próximos anos.
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As entidades que representam o setor de destilados também defendem que o acordo seja apenas uma etapa de negociação. O objetivo é que futuras conversas entre os dois blocos restabeleçam o regime de tarifa zero para bebidas alcoólicas, considerado estratégico para fortalecer as cadeias produtivas e ampliar o comércio internacional de vinhos e destilados.