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Trabalhadores processam produtor de vila “comunista” na França

Comunidade de Camplong-d’Aude, conhecida como “Toda vermelha”, ficou chocada com a notícia


Portugueses dizem ter trabalhado 250 horas no mês

Três trabalhadores portugueses entraram com um processo contra um produtor de vinho da vila de Camplong-d’Aude, conhecida como “Toda vermelha”, pois foi comandada por prefeitos comunistas por quase um século e é vista como uma das fortalezas do sindicalismo e dos direitos dos trabalhadores.

Os portugueses alegam que foram forçados a trabalhar por 250 horas no mês por apenas 700 euros para o Domaine la Combe Grande, na denominação Corbières. “Chegamos em 20 de novembro de 2012, do norte de Portugal. Trabalhamos até meados de abril por oito ou nove horas por dia, de domingo a domingo, todo dia, exceto quando chovia”, diz Filipe, um dos trabalhadores. No fim do mês, eles receberam 700 euros, sendo que uma mulher, Carla, que trabalhou 14 horas por dia como doméstica, recebeu apenas 500.

Em abril, eles foram informados que não teriam mais trabalho e receberam seus holerites que indicavam terem trabalhado 70 horas no mês em vez das 250, que afirmam ter feito. “Sabíamos que isso não era normal”, conta Filipe, que procurou por ajuda e foi levado a um escritório do sindicato.

Jacques Tibie, proprietário do Domaine la Combe Grande está sendo processado e seu advogado disse que ele ficou surpreso. Segundo ele, um homem teria dito que era chefe do time de nove trabalhadores portugueses e provavelmente ficou com o pagamento para si em vez de repassá-los.

Ainda em abril, Tibie assinou um documento dizendo que devia 30 mil euros para os três trabalhadores. Semanas depois, ele alegou “extorsão”. “Foi porque o sindicado o ameaçou com processos criminais e até tráfico de pessoas. Com medo, ele assinou o documento”, alegou o advogado. O caso ainda vai ser julgado.

Redação
Publicado em 22/10/2013, às 09h05


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