Novas exigências ampliam transparência e incluem QR Codes nas garrafas

por Redação
A União Europeia iniciou a implementação de novas regras de rotulagem para vinhos que prometem transformar a forma como os consumidores acessam informações sobre os produtos. A medida, que entrou em vigor em março de 2026, exige que dados nutricionais, ingredientes e aditivos passem a ser disponibilizados por meio de QR Codes nas garrafas, enquanto informações essenciais permanecem visíveis no rótulo físico.
Clique aqui e assista aos vídeos da Revista ADEGA no YouTube
A atualização faz parte de um pacote regulatório voltado à padronização das informações em todo o bloco europeu e busca aumentar a transparência para os consumidores sem comprometer o espaço disponível nos rótulos.
LEIA TAMBÉM: Quatro em cada cinco compram vinhos com base na aparência do rótulo
Pelas novas regras, os produtores devem informar diretamente na garrafa o valor energético da bebida e a presença de alergênicos. No caso dos espumantes, também passa a ser obrigatória a indicação do teor de açúcar.
Já a lista completa de ingredientes, aditivos e informações nutricionais detalhadas ficará disponível digitalmente por meio de QR Codes impressos nos rótulos.
LEIA TAMBÉM: Você paga mais por um rótulo bonito? Entenda o impacto no consumo de vinhos
Segundo a regulamentação, os códigos não poderão ser utilizados para publicidade nem para coleta de dados pessoais dos consumidores.
LEIA TAMBÉM: Saiba como um rótulo se torna um clássico do vinho
A legislação também cria definições padronizadas para os vinhos de baixo teor alcoólico e os produtos sem álcool em toda a União Europeia.
Entre as categorias estabelecidas estão os vinhos "sem álcool", os "desalcoolizados", os "parcialmente desalcoolizados" e os chamados "reduzidos em álcool". A medida busca facilitar a comercialização desses produtos em diferentes países do bloco, criando critérios únicos para produtores e consumidores.
LEIA TAMBÉM: Elton John lança espumante premium sem álcool
Uma das mudanças mais relevantes para o setor permite que vinhos com denominação de origem protegida mantenham sua indicação geográfica mesmo após processos de desalcoolização.
Na prática, isso abre caminho para que regiões tradicionais utilizem suas marcas em versões sem álcool, desde que cumpram as exigências de rotulagem e transparência previstas pela nova legislação.
+lidas

Estudo avalia efeitos de antioxidantes do vinho no organismo

Como escolher vinho no restaurante sem cair em armadilhas

Brasil produziu mais de 300 milhões de litros de vinho em 2025

Montpeyroux se torna a 369ª denominação de vinho da França

Beaujolais à mesa: veja como harmonizar os vinhos da região