Incertezas econômicas e geopolíticas pressionam mercado mundial da bebida

por Redação
As vendas mundiais de champagne voltaram a recuar e registraram queda pelo terceiro ano consecutivo, segundo dados divulgados pelo Comité Champagne. O desempenho reflete um cenário global marcado por instabilidade econômica, conflitos armados e mudanças no comportamento do consumidor.
De acordo com a entidade, foram comercializadas cerca de 266 milhões de garrafas, gerando um faturamento próximo de 5,17 bilhões de euros. O volume é inferior ao registrado em 2024, quando mais de 271 milhões de garrafas haviam sido vendidas, impulsionadas ainda pelo efeito da retomada pós-pandemia.
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O mercado francês, considerado estratégico para o setor, respondeu por aproximadamente 114 milhões de garrafas, número abaixo do registrado no ano anterior. Já as exportações somaram cerca de 152 milhões de unidades, apresentando leve retração em relação aos volumes dos últimos anos.
Segundo o Comité Champagne, o desempenho negativo está ligado a fatores como a imprevisibilidade do ambiente econômico global, tensões geopolíticas, crises em mercados-chave e transformações nos hábitos de consumo. Ainda assim, a entidade reforça uma visão de cauteloso otimismo diante dos desafios enfrentados pela região.
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Os números foram divulgados durante as celebrações de São Vicente, padroeiro dos viticultores, data tradicional que reúne produtores, casas de champagne e profissionais do setor em eventos religiosos e culturais na região. Em 2025, as comemorações aconteceram em Reims, um dos principais polos da denominação.
Apesar do recuo nas vendas, o setor aposta na força da marca Champagne, na valorização da qualidade e na adaptação a novos mercados e perfis de consumo para recuperar fôlego nos próximos anos.