Marcelo Oliveira, leitor de ADEGA, nos questiona: “Quais outros vinhos frisantes existem além de Lambrusco?”

por Redação
O universo dos frisantes é muito mais amplo e diverso do que o de seus primos famosos da Emília-Romagna. O termo “frisante” (ou “frizzante” em italiano, “vinho levemente espumante”) designa um vinho com uma pressão interna de gás carbônico inferior à dos espumantes, geralmente entre 1 e 2,5 atmosferas, contra as 5 a 6 atm de um Champagne ou Cava. Isso resulta numa efervescência mais sutil. A origem do gás pode ser natural – fruto de fermentações controladas ou interrompidas – ou obtida por gaseificação, prática mais comum em vinhos de entrada.
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Embora o Lambrusco seja o frisante mais conhecido internacionalmente, produzido a partir de diversas castas da família Lambrusco (Sorbara, Grasparossa, Salamino, entre outras) e disponível em versões secas ou adocicadas, brancas, rosés e tintas, ele está longe de ser o único.
Na própria Itália, há diversos tipos de frisantes regionais: no Piemonte, o Moscato d’Asti DOCG, elaborado exclusivamente com Moscato Bianco, apresenta baixo teor alcoólico, perfume intenso e perlage delicado; ainda no norte, uvas como Malvasia di Candia, Trebbiano e até Glera dão origem a versões “frizzante” do Prosecco. No Veneto e no Friuli, também é possível encontrar frisantes de Raboso, Verduzzo ou Friulano, destinados ao consumo jovem. Na Campânia, o Gragnano, tinto frisante à base de uvas como Piedirosso e Aglianico, também é comum.
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Portugal também tem tradição nesse estilo, especialmente nos Vinhos Verdes. Lá, a leve efervescência muitas vezes já surge naturalmente na fermentação, resultando em brancos e rosés com acidez cortante e aromas cítricos e florais, feitos com Loureiro, Arinto, Trajadura etc. Mas há ainda frisantes elaborados com adição de gás carbônico. Na Espanha, alguns produtores elaboram tintos e rosados frisantes com Tempranillo, Garnacha ou Bobal, geralmente com perfil frutado e levemente doce. A França, por sua vez, conta com os “pétillant” também com menos pressão do que os espumantes tradicionais.
No Brasil produz-se frisantes brancos, rosés e tintos, usando variedades como Moscato, Malvasia, Riesling Itálico, Chardonnay, Merlot e Cabernet Franc. Muitos seguem o método Charmat curto para preservar aromas primários de fruta, enquanto outros recorrem à gaseificação. A proposta, em geral, é ter vinhos frescos, leves, de teor alcoólico moderado, ideais para consumo descompromissado.
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Portanto, embora o Lambrusco seja o rosto mais famoso dos frisantes, ele é apenas uma das muitas expressões que este estilo pode assumir.
Confira a seguir, a lista com os melhores vinhos frisantes degustados por ADEGA:
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