As uvas nativas que definem o sabor dos vinhos das Canárias
por Redação

O arquipélago das Ilhas Canárias pertence à Espanha, mas fica muito mais perto da África do que da Europa e ele vai muito além do poderoso vulcão Cumbre Vieja.
A tradição vitivinícola das ilhas remonta ao século 16 e aos tempos das navegações, sendo porto de parada das embarcações espanholas que seguiam para as Américas.
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O famoso vinho doce Malmsey da região, feito com a uva Malvasia, chegou a ser muito popular entre os ingleses, holandeses e alemães, mas não perdurou. Atualmente, as ilhas são um atrativo turístico para visitantes de todo o mundo, especialmente da Europa.

Devido às condições tropicais quentes e úmidas, os locais de cultivo geralmente se dão em terraços de pedra de grande altitude, variando de 500 a 1000 metros. O solo, como se pode imaginar, é de origem vulcânica.
Há uma vasta gama de uvas indígenas e as variedades internacionais são pouquíssimas. Listán Blanco (Palomino), Malvasia, Marmajuelo, Listán Negro e Tintilla são algumas das uvas autorizadas. Devido ao clima, privilegia-se a produção de vinhos doces, inclusive fortificados com envelhecimento oxidativo.
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Há 10 áreas com status de denominação de origem no arquipélago. A maior ilha, Tenerife, concentra metade delas: Abona, Tacoronte-Acentejo, Valle de Güímar, Valle de la Orotava e Ycoden-Daute-Isora. As denominações restantes abrangem as ilhas (na sua totalidade) de El Hierro, Gran Canaria, La Gomera, La Palma e Lanzarote.