Regiões como Toscana, Vêneto e Piemonte adotam cortes na safra de 2026 para conter excesso de oferta

por Redação
As principais regiões produtoras de vinho da Itália começaram a adotar medidas para reduzir a produção da safra de 2026. A iniciativa busca equilibrar a oferta diante do elevado volume de estoques e da desaceleração da demanda, cenário que tem pressionado os preços do vinho no país.
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Segundo dados divulgados pelo setor, as vinícolas italianas encerraram maio com cerca de 49,1 milhões de hectolitros armazenados, volume equivalente a mais de uma safra média nacional. Diante desse cenário, consórcios responsáveis por importantes denominações de origem decidiram limitar a produtividade dos vinhedos ou ampliar os volumes destinados ao armazenamento.
Na Toscana, o consórcio da Toscana IGT solicitou uma redução de 20% no rendimento permitido por hectare para a colheita de 2026. Outras denominações tradicionais também seguem esse movimento. O Brunello di Montalcino reduziu o limite de produção por hectare, enquanto Chianti e Chianti Classico também solicitaram cortes para a próxima safra. Já regiões como Bolgheri e Vino Nobile di Montepulciano mantiveram, por enquanto, seus atuais níveis de produção.
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No Vêneto, o consórcio da Valpolicella já havia implementado uma redução de produtividade válida por três anos. A denominação Pinot Grigio delle Venezie, uma das maiores da Itália, também aprovou limites menores para a safra de 2026, destinando parte da produção ao chamado armazenamento administrativo. O mesmo ocorreu em Soave, onde novas regras passarão a valer pelas próximas três colheitas.
No Piemonte, produtores de Langhe Nebbiolo e Barbera d'Alba aprovaram uma redução de 10% na produtividade dos vinhedos. Já os vinhos destinados às prestigiadas denominações Barolo e Barbaresco permanecem, por enquanto, sem alterações nos limites de produção.