Terror nos vinhedos

Redação Publicado em 22/08/2008, às 14h55 - Atualizado em 27/07/2013, às 13h45

Por que versar na principal matéria da edição um fato ocorrido há um século e meio e do qual pouco se fala hoje? Porque o ataque da Filoxera foi simplesmente o capítulo mais marcante de toda a história do vinho, que deixou cicatrizes profundas e ainda sentidas em todo o planeta. Porque foi sobre os destroços deste cataclismo que se ergueu o mundo do vinho como o conhecemos hoje. Além disso, esta praga ainda existe e ataca. Assim, para melhorar o entendimento de cada taça que degustamos é fundamental ler em nossa matéria de capa como aconteceu, passo a passo, a enocatástrofe causada no século XIX por um minúsculo ser.
Na entrevista do mês, Christian burgos tem uma conversa imperdível com Pablo Alvarez, proprietário da mítica bodega Vega Sicilia, por coincidência fundada em 1864, pouco antes do início dos ataques da Filoxera na Espanha (1877). Não por acaso, contudo, seu maior vinho, o Vega Sicília Único, só seria lançado muitos anos depois, em 1915, quando a praga já estava controlada.
Nas seções universidade do Vinho e dOC também abordamos regiões duramente atacadas pelo maligno pulgão: respectivamente, a alemã Francônia e a francesa bordeaux. Nesta última, falamos de um outro (mas benigno) flagelo, a Botrytis cinerea, ou a "podridão nobre", que nos proporciona o Sauternes - verdadeiro "suspiro engarrafado" e maior vinho doce do mundo.
Outra batalha em que o vinho e a uva são protagonistas é no combate ao envelhecimento e busca pela beleza, fornecendo antioxidantes poderosos. leia em Outros prazeres a esclarecedora reportagem de Claudia Manzzano.
AdegA deste mês está riquíssima e não esquece o lado técnico: em Escola do Vinho e Enotécnico abordamos os temas Osmose reversa e A formação das cores, mantendo de vento em popa nossa contínua educação. Para completar, aprendemos sobre a história do azeite e sobre seu íntimo paralelo com a história de nossa bebida predileta: o vinho!

Saúde,
Marcelo Copello