Os bons companheiros

Editorial - Edição 117

por Redação

Vinho e queijo são companheiros eternos, como a aspirina e as dores, ou junho e a lua, ou as pessoas boas e os nobres empreendimentos”, escreveu certa vez Mary Frances Kennedy Fisher, conceituada crítica gastronômica norte-americana. Entre seus tantos trabalhos durante a carreira, ela traduziu para o inglês o livro “Fisiologia do Gosto”, do epicurista francês Jean Anthelme Brillat-Savarin – cujo nome está até hoje atrelado a um tipo de queijo estilo Brie.

Vinho e queijo é uma daquelas parcerias tão lógicas, tão bem casadas que, por vezes, parecem ser indispensáveis um ao outro. Não há quem monte uma tábua de queijos e imediatamente não pense em abrir um vinho. E o inverso também é válido quando temos uma garrafa diante de nós e ainda não estamos certos com qual comida acompanhar. As possibilidades são inúmeras.

São tantas que ADEGA resolveu fazer uma prova de grandes proporções e colocou, lado a lado, nada menos que 21 vinhos de diferentes estilos com 25 queijos dos mais variados tipos e denominações. Assim, ao todo, testamos nada menos que 525 possíveis combinações. Os resultados (alguns surpreendentes), você confere nesse artigo especial que se tornou um verdadeiro guia para quem pretende harmonizar vinhos e queijos.

Nesta edição, também caímos no dilema do ovo. Quem veio primeiro? O ovo ou a galinha, ou, no nosso caso, seria o ovo ou o vinho? Pois é, fomos a fundo investigar uma das mais novas tendências enológicas: os vinhos fermentados em ovos de concreto. Por que essa “moda”? O que muda na bebida feita dentro de um ovo? Você vai descobrir aqui.

Em seguida, falamos dos grandes nomes do vinho na Itália. Primeiro, com o crítico inglês, Steven Spurrier que visitou alguns dos principais produtores do Piemonte, degustou seus ícones e suas principais novidades, além de comentar o potencial da safra 2011. Depois, fizemos uma entrevista com Renzo Cotarella, o enólogo responsável pelos grandes vinhos da família Antinori.

Da Itália, vamos para San Sebastián, ou Donostia, como preferem os bascos, a cidade, dita pérola do Cantábrico, que encanta o mundo não somente por suas belezas, mas, principalmente pela gastronomia, já que concentra uma quantidade impressionante de restaurantes estrelados. Confira as melhores dicas.

Saúde,
Christian Burgos e Arnaldo Grizzo

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