Para bem servir

Editorial - Edição 109

Da redação em 9 de Novembro de 2014 às 00:00

Em uma época em que a velocidade dos acontecimentos e das informações tornam o dia a dia cada vez mais apressado, temos menos tempo para tudo. Em uma era tão agitada, o vinho nos traz a oportunidade de diminuir a velocidade, de aproveitar o momento e as companhias, de se dar ao luxo de apreciar a bebida nas minúcias de todos os seus “vagarosos” rituais.

Numa cultura de imediatismo e urgência, guardar um rótulo para maturar na adega pode ser considerado quase um ato de abnegação. O vinho, no entanto, permanece com um dos poucos elementos ritualísticos a resistir na cultura moderna. Ele pode até ser planejado para ser acessível precocemente, porém, nada muda o fato de o ciclo da videira – em condições normais – levar um ano todo. Por mais que as tampas de rosca proliferem, o saca-rolhas e a rolha de cortiça têm um apelo inconsciente na memória de todo enófilo. E mesmo com as refeições rápidas, aquela taça de vinho ao lado do prato serve para lembrar que a vida é muito mais do que a correria diária.

Como parte deste ritual, há outro acessório que não pode ser deixado de lado, o decanter. Uma peça histórica que, além de sua função de liberar vinhos envelhecidos de seus resíduos, ganhou a função de aerar rótulos mais jovens. Junto a seu aspecto funcional, os decanteres se tornaram obras de design que acrescentam ainda mais beleza estética ao ato de degustar um bom vinho.

A correria de nosso tempo pode ainda fazer com que as pessoas não se atentem a um ponto fundamental do serviço do vinho, a temperatura. Longe de ser uma preciosidade, poucos graus a mais ou a menos podem afetar seriamente a sua impressão e seu prazer ao degustar um vinho. Portanto, vamos mostrar como atingir a temperatura ideal de modo simples.

Esta edição de ADEGA ainda traz a incrível história de André Tchelistcheff, o russo cuja família foi jurada de morte por Lenin durante a Revolução Bolchevique e que acabou revolucionando a vitivinicultura nos Estados Unidos. Aproveitamos a “onda revolucionária” e falamos sobre os enólogos que estão mudando a cara do vinho sul-americano. Mostramos como a Cabernet Franc pode voltar a ser uma uva importante no Brasil e revelamos os encantos da enogastronomia na Cidade do México.

Saúde,
Christian Burgos e Arnaldo Grizzo


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Artigo publicado nesta revista

10 coisas que você precisa saber para entender os vinhos da Borgonha

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