Flavonoides contribuem para envelhecimento cerebral saudável

Pesquisadores determinaram que chá, vinho tinto e frutas vermelhas foram os mais benéficos na redução do risco de demência

Redação Publicado em 03/02/2026, às 16h10

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Um estudo observacional em larga escala (Flavonoid-Rich Foods, Dementia Risk, and Interactions With Genetic Risk, Hypertension, and Depression), financiado em parte pelo Co-Centre for Sustainable Food Systems, avaliou como os alimentos ricos em flavonoides impactam o risco geral de demência na população idosa.

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Para o estudo, os autores coletaram dados de dieta de residentes do Reino Unido e criaram um "escore de flavonoides" com base no consumo de flavonoides principais, como antocianinas, flavan-3-óis, flavonóis e flavonas. Os pesquisadores atribuíram pontos para o consumo de alimentos como maçãs, uvas, laranjas, toranjas, pimentões, cebolas e chocolate amargo. No final, eles determinaram que chá, vinho tinto e frutas vermelhas foram os mais benéficos na redução do risco de demência.

No estudo, que incluiu mais de 120.000 participantes, foi observado que indivíduos que consumiam uma dieta rica em flavonoides tinham um risco menor de desenvolver demência. Esse efeito foi especialmente notável em indivíduos que já tinham predisposição genética para desenvolver a doença.”

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As principais conclusões do estudo indicaram que a maior redução na incidência de demência foi observada com 11 porções diárias de alimentos ricos em flavonoides. As pessoas se beneficiaram mais ao consumir duas das seguintes porções diárias: 5 porções de chá, 1 de vinho tinto e/ou 0,5 de frutas vermelhas.

Aqueles com fatores de risco modificáveis, como sintomas de depressão e hipertensão, apresentaram os maiores benefícios com o aumento do consumo de flavonoides. Pessoas com sintomas depressivos que consumiam flavonoides suficientes reduziram o risco de demência em 48%.

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Por fim, pessoas com maior risco genético de demência tiveram uma redução mais significativa no risco ao seguir uma dieta rica em flavonoides do que aquelas sem fatores genéticos. Embora o estudo seja limitado por fatores como o viés de autorrelato, ele reforça pesquisas existentes que ligam a ingestão de flavonoides à redução do risco de demência.

Várias classes de flavonoides antioxidantes foram estudadas e comprovadamente combatem radicais livres, que podem contribuir para inflamações e doenças crônicas. Todos os flavonoides têm efeito antioxidante, mas seu impacto na saúde cerebral varia conforme sua estrutura. Essa nova pesquisa reforça a importância dos flavonoides na proteção da saúde cerebral, sugerindo que ajustes na dieta podem ajudar a manter o cérebro saudável à medida que envelhecemos.