Eventos do mundo do vinho

Redação Publicado em 13/04/2015, às 00h00

Sexy

Você se sente mais sexy quando bebe vinho? Segundo uma pesquisa da Universidade de Oxford, você deveria se sentir. Anos atrás, estudos mostraram que pessoas que consumiam vinho tendiam a sentir mais atração por outras. Neste, porém, a ideia foi verificar se o consumo de vinho afetava a percepção dos outros sobre o enófilo. Para isso, pediu-se a um grupo de 20 homens e 20 mulheres que avaliassem o quão atraídos eles se sentiam por pessoas retratadas em uma série de fotos. Os modelos primeiramente foram fotografados sóbrios e, depois, após consumirem 250 ml de vinho e, por fim, 500 ml, sempre da mesma forma, com a mesma luz. E os resultados mostraram que as fotos dos modelos que consumiram 250 ml foram consideradas mais atraentes dos que as outras duas opções. Segundo os cientistas, isso pode ser explicado pelo fato de o consumo de uma pequena porção de vinho aumentar a circulação sanguínea e, consequentemente, enrubescer a face dos modelos, assim como também, às vezes, fazê-los sorrir sutilmente e estarem mais relaxados para as fotos. Então, segundo eles, uma taça pode deixar você mais sexy.

Terroir = bactéria?

Quando se fala que um vinho representa muito bem o seu terroir, geralmente imaginamos que seus aromas e sabores vêm dos minerais encontrados no solo de determinada região. No entanto, pesquisadores do Argonne National Laboratory, em Illinois, nos Estados Unidos, acreditam que o segredo do terroir pode não estar no solo, mas em micróbios encontrados ao redor do sistema de raízes das vinhas. “Os produtores têm selecionado as melhores regiões para cultivar uvas durante anos, mas a ciência por trás disso ainda é pobre. Está claro que as bactérias possuem uma associação intrincada com as plantas que afetam desde sua resistência à doenças, ao estresse, até a produtividade”, apontou Jack Gilbert, um dos autores do estudo, que analisou exemplos de bactérias de vinhas Merlot de cinco vinhedos diferentes em Long Island e as comparou com outras de Bordeaux e da Califórnia. Todas mostraram espécies similares. A maioria das bactérias encontradas nas plantas também estava presente no solo, indicando que eles são “reservatórios” de microrganismos. “Ainda não temos uma evidência específica de como elas contribuem para o terroir. Nosso próximo passo é descobrir como as bactérias afetam a parte química da planta”, disse Gilbert.

Leveduras para diminuir o álcool

Um experimento conduzido pelo Australian Wine Research Institute conseguiu reduzir em 1,8% o álcool em fermentados de Shiraz e Chardonnay graças a uma combinação de três sequências de leveduras e pode ser o primeiro a realmente ser capaz de dar uma alternativa para produtores que querem diminuir o volume de álcool em seus vinhos sem perder aromas e sabores. “Às vezes, as coisas que funcionam no laboratório não funcionam no mundo real, seja pelos volume maiores, assim como a temperatura pode ser um problema ou então as leveduras naturais podem ter um impacto negativo”, ponderou Cristian Varela, autor do estudo, que agora deve ser avaliado no “mundo real”.

Caso de polícia

Em meados de março, a região de Yountville, no Vale do Napa, Estados Unidos, ficou estarrecida com a notícia da morte de dois proprietários da vinícola Dahl Vineyards. A polícia acredita que Robert Dahl perseguiu um de seus investidores, Emad Rasmy Tawfilis, pelo vinhedo da propriedade e atirou em sua cabeça, matando-o. Antes de ser atingido, Tawfilis teria ligado para a polícia, que chegou ao local e encontrou Dahl armado. Ele fugiu e, depois da perseguição policial, foi achado morto em seu carro. Acredita-se que ele tenha atirado em si mesmo. Segundo os noticiários, os dois homens estavam envolvidos em um disputa jurídica no valor de US$ 1,2 milhão.

Vinhedo de Da Vinci

Em 1499, Ludovico II, O Mouro, conhecido como Ludovico Sforza, feliz com o resultado do trabalho de Leonardo Da Vinci ao pintar a “Santa Ceia”, resolveu presentear o artista com um vinhedo no centro de Milão, na Casa degli Atellani, perto da igreja de Santa Maria delle Grazie. O gênio do Renascimento morreu 20 anos depois, mas seu vinhedo perdurou até meados do século XX, quando foi destruído durante um bombardeiro na II Guerra Mundial. Agora, porém, pesquisadores italianos resolveram revivê-lo. Eles replantaram o local com Malvasia de Cândia e planejam abrir o vinhedo e o jardim da casa ao público em maio.

Terroir Aurora

Gerenciar uma cooperativa não é simples. Imagine então uma com mais de mil famílias como a Aurora. E mesmo não podendo privilegiar qualquer associado, a empresa é capaz de enxergar além e criar novas linhas de produtos que buscam resgatar o conceito de terroir único, hoje tão em voga. Assim ocorreu com a linha Procedências, recém-lançada, que identifica a produção de três comunidades: Lajeadinho, Tuiuty e Monte Belo do Sul. São três espumantes de método Charmat, 100% Chardonnay, 100% Pinot Noir e Rosé Brut (corte de Riesling Itálico e Pinot Noir) respectivamente.

AD 86 pontos
AURORA PROCEDÊNCIAS PINOT NOIR BRANCO BRUT
Cooperativa Vinícola Aurora, Serra Gaúcha, Brasil (R$ 42). Elaborado com uvas Pinot Noir advindas de Tuiuty. Apresenta cor amarelo-citrino de reflexos esverdeados e aromas de frutas brancas e de caroço maduras, com notas florais e minerais. No palato, é frutado, cremoso, tem boa acidez e final médio e agradável, confirmando as frutas do nariz. Álcool 12%. EM

 

AD 88 pontos
AURORA PROCEDÊNCIAS CHARDONNAY BRUT
Cooperativa Vinícola Aurora, Serra Gaúcha, Brasil (R$ 42). Elaborado com uvas Chardonnay advindas de Lajeadinho. Apresenta cor amarelo-palha de reflexos esverdeados e aromas de frutas brancas e cítricas envoltos por notas florais, herbáceas e minerais. No palato, é tenso, vibrante, tem acidez refrescante, boa cremosidade e final persistente, com toques de limão siciliano. Álcool 12,5%. EM

 

AD 87 pontos
AURORA PROCEDÊNCIAS ROSÉ BRUT
Cooperativa Vinícola Aurora, Serra Gaúcha, Brasil (R$ 42). Elaborado com uvas Pinot Noir de Tuiuty e Riesling Itálico de Monte Belo do Sul. Apresenta cor vermelho-cereja brilhante e aromas de morangos envoltos por notas florais e de especiarias doces. No palato, é suculento, frutado, estruturado, tem bom volume, acidez refrescante e final cremoso, com toques de cravo. Álcool 12%. EM

 

Napa limitado!

Encontros recentes do comitê de planejamento do condado de Napa, nos Estados Unidos, vêm discutindo a possibilidade de limitar o número de vinícolas e vinhedos na região. Permissões para novas instalações já estão tendo muita dificuldade de serem aprovadas. “Está cada vez mais difícil. Elas são como ouro agora”, afirmou Janet Trefethen, da Trefethen Family Vineyards. Hoje há cerca de 400 vinícolas e 700 produtores no Vale do Napa. “É uma decisão complicada (limitar as vinícolas). Tem havido muitos encontros com pessoas preocupadas tanto em ir numa direção quanto na outra”, comentou Janet. Um dos problemas levantados é a questão da escassez de água e o volume de tráfego que as estradas podem comportar durante a colheita. “Temos enfrentado problemas de crescimento, mas as pessoas têm reclamado disso há 20 anos”, contesta Chris Kajani, enólogo da Saintbury.

Hospice de Beaune agora com Chablis

Em novembro deste ano, o famoso leilão beneficente do Hospice de Beaune, na Borgonha, terá pela primeira vez em sua história um lote de vinhos Chablis. Até hoje, em 155 anos, os vinhos leiloados sempre foram os tintos borgonheses. No entanto, desta vez, Jean-Marc Brocard, viticultor de Chablis, resolveu doar uma pequena parcela de seu vinhedo Côte de Léchet, um Premier Cru da cidade de Milly. Até então, o Hospice de Beaune possuía 60 hectares de vinhedos, todos localizados na Côte de Beaune, Côte de Nuits e Mâconnais, que são administrados por 23 viticultores, sendo 90% deles Grand ou Premier Cru.

Arte em vinho

No dia 5 de março, aconteceu em São Paulo o lançamento dos vinhos californianos La Crema. De um modo criativo, o evento aconteceu no Espaço 1338, uma espécie de galeria de arte e sala de eventos, já que quatro artistas renomados, Marco Carillo, Luciano Bortoletto, Francisco Maringelli e Regina Kutka, foram convidados a dar sua interpretação artística de cinco vinhos da vinícola, sendo possível apreciar os quadros enquanto os vinhos eram degustados. ADEGA esteve lá e traz os vinhos que se destacaram no evento.

AD 92 pontos
LA CREMA RUSSIAN RIVER VALLEY CHARDONNAY 2012
La Crema, Califórnia, Estados Unidos (Casa Flora R$ 229). Num estilo mais austero, mostrando aromas de frutos secos e de pimenta branca, que envolvem os aromas de frutas cítricas e de caroço maduras. No palato, chama a atenção pelo volume, tem textura cremosa, acidez na medida e final suculento e cheio, com traços de baunilha e casca de limão. Delicado, fino e muito equilibrado, exibe bastante tensão, vibração e persistência, com uma nota de caramelo no final, aliando frescor e potência. Álcool 14,5%. EM

 

AD 92 pontos
LA CREMA RUSSIAN RIVER PINOT NOIR 2012
La Crema, Califórnia, Estados Unidos (Casa Flora R$ 279). Aromas mais intensos, mostrando cerejas e framboesas, com notas florais e de especiarias doces, além de toques terrosos e de couro. No palato, confirma este estilo de fruta madura e suculenta, esbanjando notas de groselha. Tem taninos finos, boa acidez e final longo, elegante e carnudo, com toques especiados. Álcool 13,9%. EM

 

Praga asiática na Europa

Drosophila suzukii, este é o nome da mosca que assombrou os vitivinicultores europeus em 2014 ao se alastrar rapidamente pelos vinhedos. Vista pela primeira vez na Europa em 2008, o inseto de origem asiática se multiplicou rapidamente no ano passado devido à grande umidade da temporada. A suzukii é parente da melanogaster, conhecida como mosca da fruta, mas, ao contrário de sua parente que só se alimenta de frutos já apodrecidos, ela coloca seus ovos nas cascas da frutas maduras e, assim, suas larvas comem todo o interior. “Perdemos 15% da safra devido à mosca”, apontou Olivier Humbrecht, do Domaine Zind-Humbrecht, na Alsácia. Como em diversas regiões os inseticidas são proibidos, os produtores esperam que a introdução de um inseto concorrente possa controlar a praga.

Patrimônio mundial

O governo da Catalunha, na Espanha, resolveu endossar a campanha que visa tornar a região do Priorat em Patrimônio Mundial da UNESCO. Os produtores querem que a região seja apontada como “montanhosa, de agricultura e cultura mediterrânea”. Segundo Rachel Ritchie, do conselho regional, o status de patrimônio ajudaria a proteger os vinhedos conhecidos como “costers” e as técnicas tradicionais de vitivinicultura. Recentemente, a lista da UNESCO acrescentou a região do Alto Douro, em Portugal, Saint-Émilion, em Bordeaux, e os vinhedos de Barolo, no Piemonte.

Sauternes para harmonizar com água

O Château Smith Haut Lafitte lançou um vinho Sauternes “leve” feito especialmente para harmonizar com a água da marca francesa Perrier. Do “SO Sauternes” foram feitas 10 mil garrafas. Além da Perrier, pode ser misturado com gelo. “Esta é simplesmente uma alternativa para as novas gerações, um aperitivo que esperamos que depois possa levá-las aos grandes vinhos da denominação”, afirmou Florence Cathiard, da família proprietária do Château.

Nova diretoria

No dia 24 de março, a Associação Farroupilhense de Produtores de Vinhos, Espumantes, Sucos e Derivados (Afavin) elegeu a nova diretoria para o biênio 2015-2016. Para o lugar de Ricardo José Chesini, então presidente, assume João Carlos Taffarel, que foi o primeiro a ocupar o cargo, em 2005. “Será um momento histórico para a Afavin e Farroupilha, pois estamos na iminência de conquistar uma nova indicação de procedência”, afirmou Taffarel.

Os passos da revolução

Aos poucos, o mundo do vinho vem mudando, como sempre mudou. O gosto das pessoas não é e nunca foi estático. Está sempre se alterando com o tempo. Mas nem sempre é fácil acompanhar essas mudanças, especialmente quando se tem produtos tão bem estabelecidos no mercado. “É mais simples para as empresas pequenas acompanharem as modas e tendências com mais rapidez. Em uma empresa grande, cada ajuste é mais demorado”, lembra Marcelo Papa, enólogo da gigante Concha y Toro, responsável pelas linhas Casillero del Diablo e Marques de Casa Concha. Em um encontro com ADEGA um dia antes do lançamento do Descorchados 2015, ele trouxe algumas das mais recentes novidades no catálogo da vinícola chilena, entre elas, a mescla País/Cinsault de uma edição limitada de Marques que levou o título de “Tinto revelação do ano” no guia do jornalista Patricio Tapia, além da safra 2014 (provada em primeira mão) do Cabernet Sauvignon Edición Limitada, da mesma linha, que, no ano passado havia vencido como o “Melhor Cabernet” do Chile. Ao comentar os novos frutos de seu trabalho, Papa mostrou como mesmo uma empresa tão grande e estabelecida como a Concha y Toro é capaz de, com ousadia e coragem, estar antenada às tendências e, mais do que isso, redesenhar seus produtos aos poucos para educar o paladar de seu consumidor. Um belo exemplo de incorporação dos conhecimentos adquiridos nas experiências e vinhos de pequenas tiragens.

AD 91 pontos
MARQUES DE CASA CONCHA LIMITED EDITION PAIS CINSAULT 2014
Concha y Toro, Maule, Chile (VCT R$ 120). Composto por 85% Pais e 15% Cinsault, este surpreendente tinto é elaborado por maceração carbônica. Extremamente bebível, suculento e agradável, é puro suco de frutas, que aparenta ser bem mais simples do que realmente é. Fique atento à textura quase de giz de seus taninos, à acidez refrescante, tudo em perfeita harmonia, de um jeito que é impossível ficar só na primeira taça. Uma ótima interpretação de Pais, que expande os horizontes acerca da real capacidade desta uva, antes relegada e agora cada vez mais valorizada no Chile. Delicioso e despretensioso, para beber sem pensar, ou melhor, sem parar. Álcool 11,8%. EM

 

AD 92 pontos
MARQUES DE CASA CONCHA CHARDONNAY 2013
Concha y Toro, Limarí, Chile (VCT R$ 90). Branco elaborado exclusivamente a partir de Chardonnay, com estágio de 11 meses em uma mescla de barris de carvalho francês novos e usados de 250 e 600 litros. Nessa safra, este branco parece ter atingido sua maturidade, surpreende pelo perfil mineral e cítrico e tem a madeira como coadjuvante, aportando somente um pouco de textura e meio de boca. Sem dúvida, um Chardonnay muito mais vertical, cheio de tensão e fruta fresca, com acidez vibrante e final longo e persistente, pleno de notas cítricas e minerais, além de toques salinos. Uma mudança de estilo muito bem-vinda e capaz de agradar até os amantes dos Chardonnay da Borgonha. Álcool 14%. EM

 

AD 95 pontos
MARQUES DE CASA CONCHA LIMITED EDITION CABERNET SAUVIGNON 2013
Concha y Toro, Maipo, Chile (VCT - não disponível). “Amostra de barrica” da segunda versão desta edição limitada elaborada exclusivamente a partir de Cabernet Sauvignon com estágio, até agora, de 21 meses em botti de 50 hectolitros e sem tosta. Extremamente promissor, uma explosão de cassis, sério, austero, já muito preciso, equilibrado e compacto, com impressionante textura de taninos, acidez vibrante e final profundo e penetrante, com toques minerais, lembrando pedra. Cheio de tensão, uma delícia que poderia ser engarrafada agora, mas que certamente estará ainda melhor quando for realmente lançada no segundo semestre. Álcool 13,8%. EM

Sem ressaca?

Cientistas da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, criaram uma levedura que pode aumentar os efeitos benéficos do vinho para a saúde e, além disso, reduzir seus subprodutos tóxicos, entre eles, os que causam a ressaca. Eles modificaram a levedura saccharomyces cerevisiae, usada na indústria do vinho, para produzir outra, chamada GM, através de um método dito “faca genoma”. Esse método fez com que os pesquisadores pudessem cortar copias indesejadas de cadeias, alterando os genes para melhorar suas características boas e eliminar as ruins. “O vinho possui resveratrol, por exemplo, que é um componente de saúde. Com a levedura modificada, podemos aumentar a quantidade de resveratrol em 10 vezes ou mais”, aponta o professor Yong-Su Jin, alegando que pode ajustar a levedura para controlar determinados sabores. A pesquisa, porém, ainda está no início.

Vinexpo

A edição 2015 da Vinexpo, a mais importante feira de vinhos do mundo, pretende atrair mais de 48 mil pessoas entre 14 e 18 de junho. Ao todo, haverá mais de 2.400 expositores espalhados por 40 mil metros quadrados de estandes. Para este ano, a feira inovou e criou um serviço de reservas de encontros em que expositores e visitantes apontam seus requisitos e o que estão procurando e, dessa forma, são feitas as aproximações necessárias. Outra facilidade será o serviço de trem que ligará a exposição ao centro de Bordeaux em menos de 15 minutos. Também haverá áreas de “degustação livre”, com mais de 180 vinhos expostos. Os expositores ainda poderão optar por novos formatos de estandes, como o Les Terraces, que terão saída para o lago – cujas margens, por sinal, vão abrigar mais restaurantes e food trucks para deleite dos visitantes. “Em 2013, a indústria de vinhos e destilados – de que os expositores da Vinexpo fazem parte – valia US $ 420 bilhões. O mercado permanece flutuante, com o consumo mundial crescendo continuamente, mas há grandes contrastes. É um quadro de mudança, e há muitas incertezas. Ao decidir sobre as estratégias futuras, precisamos ser capazes de contar com parceiros de confiança. Participar na Vinexpo é estar no lugar certo na hora certa”, aponta Guillaume Deglise, CEO da Vinexpo.

Aulas de golfe e vinho

O guru do golfe, Butch Harmon é conhecido por ter aconselhado, entre outros jogadores, Phil Mickelson, Brant Snedeker, Rickie Fowler e Jimmy Walker. No entanto, atualmente, além de dar dicas sobre as melhores tacadas, ele também resolveu dar conselhos sobre vinhos. Em parceria com a vinícola Broken Earth, de Paso Robles, ele criou um clube de vinho. Por US$ 299 ao mês, o associado recebe duas garrafas de um Cabernet Sauvignon assinado por Harmon e um DVD com quatro horas de aula de golfe. O treinador é conhecido por seu gosto por vinhos de Bordeaux, tanto que, no lugar do pagamento pelas aulas de Jimmy Walker, ele aceitou uma garrafa de Château Margaux – que pretende abrir quando o pupilo vencer seu primeiro Major.

Tampa de rosca

Durante uma apresentação na Vinitaly, uma das mais importantes feiras de vinho do mundo, ocorrida na Itália, foi realizada uma prova às cegas de vinhos arrolhados com tampas de rosca (screwcaps) e com cortiça e envelhecidos por mais de 10 anos, entre eles Henschke Hill of Grace Shiraz 2004, Cullen Diana Madeline Cabernet Sauvignon/Merlot 2004 e 2005, Yalumba The Signature Cabernet Sauvignon/Shiraz 2003 e Brokenwood Rayner Shiraz 2001. Um painel de jurados foi convidado a apreciar os vinhos, observar suas evoluções e acabou elegendo as garrafas com screwcap como as melhores na ocasião. “Não esperava que esses vinhos envelhecessem tão bem”, afirmou o expert Fabrizio Cezzi. A prova foi patrocinada pelo Instituto do Vinho da Austrália, que pretende eliminar o preconceito dos consumidores em relação à tampas de rosca.

Menos álcool, mais sabor?

Um estudo espanhol, publicado na revista cientifica Plos One, alega que a percepção do paladar é maior em vinhos com menor volume de álcool. Os neurocientistas escanearam o cérebro de 21 participantes do estudo para mapear sua atividade cerebral enquanto provavam vinho. Durante o scan, os participantes degustaram tipos diferentes de vinho tinto divididos em pares de duas categorias: alto e baixo volume de álcool. Os pares também possuíam um caráter similar em termos de perfil para que a principal diferença fosse a quantidade de álcool. Os resultados mostraram uma maior atividade cerebral nos vinhos de menor teor alcoólico na parte responsável pela percepção dos sabores. De fato, nenhuma parte do cérebro teve atividade mais forte diante de vinhos com maior teor de álcool. “O menor álcool induziu a uma maior atenção na orientação e exploração dos atributos sensitivos”, apontou Ram Frost, líder do estudo, dando a entender que, diante de vinhos com menos álcool, tendemos a prestar mais atenção aos sabores.

Cuidado com os dentes

Uma pesquisa da University of Adelaide’s School of Dentistry trouxe um alerta para os degustadores profissionais. Segundo um estudo, cerca de 10 minutos de degustação podem ser suficientes para corroer o esmalte dos dentes e torná-los vulneráveis. “Profissionais que provam de 20 a 150 vinhos por dia estão muito sujeitos aos riscos à saúde bucal. Essas pessoas precisam tomar medidas preventivas para minimizar os problemas”, afirmou o Dr. Sarbin Ranjitkar. Entre essas medidas estão: agentes remineralizantes em forma de cálcio, fosfato e flúor para cobrir e proteger os dentes um dia antes das provas. “Na manhã da degustação, aconselhamos não escovar os dentes ou, se isso não for possível, mascar chiclete para estimular a saliva, que é um protetor natural. Depois da prova, os dentes geralmente ficam muito macios, então recomendamos lavar com água e, quando chegar a hora de escovar, apenas colocar um pouco de pasta nos dedos e limpar com eles. Limpar com escova, quando o dente está macio, aumenta o risco de machucar o esmalte”, afirma a especialista Sue Bastian.

Vinagre com Oscar

O filme baseado no livro “The Billionaire’s Vinegar” (cujo título no Brasil é “O vinho mais caro do mundo”) deve ter como grande estrela o vencedor do Oscar de 2014, Matthew McConaughey (venceu por sua performance em “Clube de Compras Dallas”). O livro de Benjamin Wallace conta a história de garrafas de vinho que teriam pertencido a Thomas Jefferson e alcançaram valores astronômicos em leilão, porém, mais tarde, foram tidas como falsas.

 

Casa de Champagne

Um enófilo russo resolveu criar literalmente uma Casa de Champagne. Hamidullah Ilchibaev, de 52 anos e residente da cidade de Chelyabinsk, colecionou 12 mil garrafas de Champagne durante três anos para construir uma casa de 99 metros quadrados. A maioria das garrafas foi comprada por ele, e algumas foram doadas por restaurantes locais. “Quando comecei a construir, não imaginava que havia tantos tipos diferentes de garrafas de Champagne”, afirmou. Ele as usou como tijolos “verdes”. Ilchibaev fez a casa de presente para seu filho mais velho e acredita que a construção pode durar pelo menos 100 anos.

 

Vinhos antigos sempre soberbos?

Garrafas de vinho antigas encontradas em navios afundados sempre chamam a atenção de colecionadores. Em 2013, por exemplo, uma caixa do Château Gruad-Larose de 1872 encontrada no barco Marie-Thérèse afundado no litoral das Filipinas foi vendida por US$ 17.600. Mas estariam elas boas para consumo? Recentemente, uma garrafa de 1864 encontrada em uma fragata da Guerra Civil norte-americana perto das Bermudas provou que nem sempre o mar é amigo de um bom envelhecimento do vinho. “Não atrevi a colocar aquele líquido torpe na minha boca”, afirmou o sommelier Larry Stone, que abriu a garrafa em um festival de Charleston. “Havia aromas de chucrute, fluido de limpeza, vinagre, picles, diesel, nafta, moluscos mortos e uma cor prateada”, contou. Ele acredita que isso foi resultado da entrada de água do mar, já que a rolha havia diminuído cerca de 4 milímetros e estava envolvida em uma crosta de sal.

Garrafas ao mar? Aqui não!

Alguns produtores andam estudando os efeitos do envelhecimento de garrafas no fundo do mar. No entanto, as autoridades norte-americanas parecem estar de olho nessa prática. Para eles, o contato potencial do vinho com a água do mar pode levar a vinhos “adulterados” e, portanto, ilegais. Segundo o departamento que regula alimentos e bebidas no país, os vinhos podem se adulterar pois são mantidos em condições “não sanitárias”. Sob a água, o vinho pode ser exposto à: gasolina, óleo, metais pesados, plásticos, resíduos de drogas, pesticidas e inúmeras outras sujeiras, alegam as autoridades.

 

Homem do ano

A revista inglesa Decanter anunciou como vencedor do prêmio de “Homem do ano” de 2015 o espanhol Alvaro Palacios, um dos grandes nomes do vinho no Priorat e também em Bierzo. O enólogo pertence à quinta geração de uma família que está na indústria do vinho. Ele estudou enologia na Universidade de Bordeaux e chegou a trabalhar com Pétrus e Stag’s Leap. Em 1993, comprou o vinhedo de L’Ermita, que ganhou notoriedade prontamente. Em 1999, ele passou a investir também em Bierzo. Recentemente, tem se dedicado também a vinhedos em Rioja Baja. Palácios é o 31° a receber a honraria da revista. No ano passado, os eleitos foram os irmãos Perrin.

 

Enólogo dos enólogos

Egon Müller, enólogo da propriedade que leva seu nome, recebeu o prêmio de “Winemaker’s winemaker” (enólogo dos enólogos) de 2015 concedido pelo Instituto de Masters of Wine. A honraria é concedida desde 2011 para os eleitos pelos enólogos que possuem o título de Masters of Wine, mais os eleitos de cada ano: Peter Sisseck, do Dominio de Pingus (2011), Peter Gago, da Penfolds (2012), Paul Draper, da Ridge (2013), e Anne-Claude Leflaive, do Domaine Leflaive (2014). “Fiquei surpreso e muito satisfeito por saber que tinha sido agraciado com este prêmio – e isso me dá um prazer especial, por ser destacado desta forma pelos meus colegas enólogos”, afirmou Müller.

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