Pablo Neruda e o vinho: a poesia que celebrou a bebida

“Ode ao Vinho”: como Neruda eternizou a bebida em poesia

Redação Publicado em 03/09/2020, às 10h30 - Atualizado em 16/09/2025, às 08h25

A história por trás de “Ode ao Vinho”, de Pablo Neruda

 

Ode ao Vinho

Vinho da cor do dia,

vinho da cor da noite,

vinho com pés púrpura

ou sangue de topázio,

vinho,

rutilante filho

da terra,

vinho, liso

como uma espada de ouro,

suave

como um desordenado veludo,

vinho encaracolado

e suspenso,

amoroso,

marinho,

jamais coubeste numa taça,

numa canção, num homem,

num coro, tens o sentido gregário,

ou pelos menos, comum.

Pablo Neruda

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O nome de Pablo Neruda é um pseudônimo de Ricardo Eliécer Neftalí Reyes Basoalto. O autor foi um poeta chileno e chegou a receber o Prêmio Nobel de Literatura em 1971. Nasceu na cidade de Parral, no Chile, em 1904. O acervo de obras do autor inclui, entre muitas outras: Crepusculario, Vinte Poemas de Amor e uma Canção Desesperada e Tentativa del Hombre Infinito.

Em 1919, Neruda ganhou o 3.º lugar nos Jogos Florais de Maule, com o poema “Noturno Ideal”. Adotou mais tarde o nome Pablo Neruda, inspirado no escritor tcheco Jan Neruda. O poeta recebeu ainda o Prêmio Lenin da Paz, em 1953, e Doutor honoris causa da Universidade de Oxford, em 1965.

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