Avaliações da Revista ADEGA

Caderno de avaliação de Adega


Avaliações por Editores de vinho: Luiz Gastão Bolonhez (LGB), Sílvia Mascella Rosa (SMR) e Eduardo Milan (EM)

Christian Burgos (CB), Juliana Trombeta Reis (JTR), Hong Sup Kim (HSK) e Vanessa Sobral (VS)
www.OMelhorVinho.com.br

As degustações desta edição foram realizadas na Praça São Lourenço com auxílio do sommelier Antônio Eugênio de Carvalho

ESPUMANTES

89 pontos
DOMÍNIO DE LA VEGA CAVA BRUT ROSÉ PINOT NOIR

Domínio de La Vega, Utiel-Requena, Espanha (Viníssimo R$ 65). A vinícola fica na província de Valência, em San Antonio de Requena. Espumante Brut elaborado pelo método tradicional exclusivamente a partir de uvas Pinot Noir, com 20 meses de amadurecimento sobre as leveduras. Apresenta linda cor rosa-cereja e perlage fino, intenso e delicado. Os aromas lembram frutas vermelhas frescas, notas florais, minerais e de frutos secos, além de toques tostados e de pão. No palato, é frutado, estruturado, redondo, tem ataque elegante, bom equilíbrio entre acidez e doçura, e final de ótima persistência. Boa cava como aperitivo, mas melhor ainda na companhia de aves ou de pratos da culinária oriental. Álcool 11,5%. EM

86 pontos
SANJO MAESTRALE MÉTODO TRADICIONAL 2008

Sanjo, São Joaquim, Brasil (R$ 48). A Cooperativa Agrícola Sanjo – que começou suas atividades em 1993 reunindo 34 produtores de maçã – a partir de 2005, percebendo a qualidade do terroir, começou também a colher uvas para a produção de vinhos finos. Produzido na região mais fria do País, onde a maturação das uvas ocorre de forma muito lenta, este espumante de cor rosa coral apresenta aromas de frutas vermelhas frescas, com perlage fino e constante. Na boca, é quase seco, com alta acidez e corpo ligeiro. O sabor remete a morangos e cereja fresca. Ideal para recepcionar os convidados em uma festa ou acompanhar saladas. É importante servi-lo gelado, entre 5o e 6°C.VS

88 pontos
TRIVENTO BRUT NATURE

Trivento, Mendoza, Argentina (VCT R$ 50). A Trivento é o projeto da gigante Concha y Toro em solo argentino. Espumante a partir de uvas 60% Pinot Noir e 40% Chardonnay advindas de Tupungato, pelo método Charmat, com três meses de amadurecimento sobre as leveduras. Apresenta linda cor salmão claro de reflexos palha e perlage fino e delicado. Os aromas lembram frutas brancas e vermelhas maduras, bem como notas florais, tostadas e de frutos secos. Em boca, é frutado, cremoso, equilibrado, tem acidez refrescante, ataque de média elegância e final de boa persistência. Agradável e fácil de beber é ideal como aperitivo ou na companhia de pratos leves, como saladas e peixes brancos. Álcool 12,5%. EM

89 pontos
VÉRTICE BRUTO MILLÉSIME 2005

Vértice, Douro, Portugal (Adega Alentejana R$ 93). Sob a supervisão do enólogo Celso Pereira, é elaborado este espumante Brut safrado pelo método tradicional a partir das uvas Códega, Gouveio, Malvasia Fina, Rabigato, Touriga Franca e Viosinho, com 24 meses de amadurecimento sobre as leveduras. Apresenta cor amarelocitrino de reflexos esverdeados e perlage fino e intenso. Os aromas lembram frutas brancas, notas florais, minerais, tostadas, além de toques de frutos secos e leveduras. Em boca, é frutado, fresco, untuoso, estruturado, cheio, equilibrado, tem ótima acidez e final longo. Gastronômico, pode acompanhar uma refeição do início ao fim. Álcool 12%. EM

BRANCOS

88 pontos
BASALTINO CHARDONNAY 2010

Vinícola Pericó, São Joaquim, Brasil (R$ 44). Amarelo-palha, muito brilhante, tem aromas frutados bastante intensos, que lembram abacaxi e maracujá frescos, combinados com um fundo de madeira que lhe dá certa untuosidade no palato. Ainda assim o final de boca é fresco e límpido, com boa persistência. Tem 13,3% de álcool. SMR

84 pontos
CASA PERINI CHARDONNAY 2011
Casa Perini, Farroupilha, Brasil (R$ 18). Produzido no berço da colonização italiana no Rio Grande do Sul, este Chardonnay tem cor amarelo palha, é límpido e brilhante. O nariz revela notas de frutas brancas como pêssego maduro, melão, abacaxi fresco e também algo de cítrico com boa intensidade. Com 11,5% de teor alcoólico e uma estrutura leve, as notas das frutas se confirmam no paladar. Vinho fácil que pode ser apreciado com temperatura por volta dos 10oC, sem complicar. JTR

88 pontos
CASA VALDUGA GRAN RESERVA CHARDONNAY 2011

Casa Valduga, Vale dos Vinhedos, Brasil (R$ 61). Sob o comando dos irmãos Erielso, Juarez e João Valduga, essa tradicional vinícola brasileira elabora este branco exclusivamente a partir de uvas Chardonnay cultivadas no Vale dos Vinhedos, com estágio de seis meses sobre as borras em barricas de carvalho de 300 e 228 litros. Apresenta cor amarelo-palha de reflexos esverdeados e aromas de frutas tropicais maduras, notas florais, de frutos secos e de baunilha. Em boca, é frutado, estruturado, untuoso, equilibrado, tem boa acidez e final médio/ longo, lembrando abacaxi em calda. Apesar de estar bom agora, tem potencial para ficar ainda melhor com 2/3 anos de garrafa. Deve ir bem com carnes de porco assadas. EM

88 pontos
CASILLERO DEL DIABLO GEWÜRZTRAMINER 2008

Viña Concha y Toro, Vale do Maule, Chile (VCT R$ 35). Degustar um Gewürztraminer sem se ater aos seus aromas é o mesmo que ir a um concerto e não prestar atenção na música. O mais atraente neste vinho é, sem dúvida, seu perfume inebriante de flores e frutas brancas, principalmente lichia e lima. Na boca, é um vinho de corpo médio, com sabor de fruta tropical, um pouco sedoso e de longa persistência. Sua cor é amarelo-claro e deve ser servido bem fresco (6°C). A gigante Concha y Toro elabora este vinho com forte tipicidade e muito frescor. Ótima relação qualidade-preço. Pronto para beber, especial nos dias quentes, acompanhado de sushi e sashimi. VS

89 pontos
CHARDONNAY LOTE II

Vinícola Villa Francioni, São Joaquim, Brasil (R$ 82). O primeiro Chardonnay da Villa Francioni foi um dos vinhos responsáveis por colocar o estado de Santa Catarina no mapa dos vinhos brasileiros. Este Lote II (combinação de vinhos de duas safras diferentes) não frustra as expectativas de ninguém. É elegante desde sua cor amarelo claro, passando pelos aromas complexos de frutas, madeira utilizada com sabedoria e castanhas, chegando à boca com excelente volume, corpo e delicadeza. Sua deliciosa complexidade inclui um fundo de boca untuoso, que remete às nozes macadâmias e um final de casca de limão. Muito gostoso. Tem 13% de álcool. SMR

89 pontos
CUVÉE GIUSEPPE 2009

Miolo Wine Group, Vale dos Vinhedos, Brasil (R$ 51). O que se conseguiu neste vinho é grande, muito grande. Quando foi degustado pela primeira vez já estava muito interessante, mas a madeira ainda se sobrepunha muito aos bons aromas frutados de pêssegos e maçãs doces. Hoje a baunilha que ele deixa transparecer é sutil e sua evolução em boca ganhou untuosidade sem perder frescor. Corpo significativo em um branco do Vale dos Vinhedos (o único amadeirado pertencente à DO), com elegância do primeiro ao último gole. Tem 13% de álcool. SMR

86 pontos
DAL PIZZOL CHARDONNAY 2011

Vinícola Monte Lemos, Faria Lemos, Brasil (R$ 39). Nada de madeira para encobrir a fruta delicada e límpida deste Chardonnay. Peras doces e um fundo amanteigado aparecem com mais força no aroma. Fresco, leve e com boa acidez, é um branco para aperitivos, mas de estrutura clássica e muito correta. Tem 12% de álcool. SMR

87 pontos
GRANJA UNIÃO RIESLING 2011

Cooperativa Vinícola Garibaldi, Garibaldi, Brasil (R$ 15). A marca Granja União foi comprada há pouco tempo pela Cooperativa Garibaldi e este é um promissor exemplo de renovação. Amarelo claro de reflexos prateados, tem aromas agradáveis de frutas brancas como maçãverde mais realçada e um fundo de discreto floral. Excelente acidez e álcool em equilíbrio, muito fácil de tomar, com tipicidade da cepa e bom paladar. Indicado para aperitivos. Tem 11% de álcool. SMR

87 pontos
KRANZ SAUVIGNON BLANC 2011

Vinícola Kranz, Santa Catarina, Brasil (R$ 47) . De cor amarelopalha com tonalidade média. Com boa intensidade aromática, este Sauvignon Blanc cultivado em altitude superior a 1.200m revela notas cítricas, flor de laranjeira, melão, maracujá. Logo também aparecem as deliciosas notas herbáceas, que enriquecem o conjunto de aromas. O conjunto aromático é muito agradável e revela tipicidade da uva. No paladar, tem estrutura mediana e muito frescor, resultante de um nível adequado de acidez. O calor do álcool é perceptível, com 13.3%. Bom para acompanhar pratos em que a acidez é o destaque, como, por exemplo, os mais variados ceviches. JTR

85 pontos
LARENTIS CHARDONNAY 2011

Vinhos Larentis, Vale dos Vinhedos, Brasil(R$ 21). Este Chardonnay sem passagem por madeira é simples e fácil, de cor amarelo-claro, tem aromas de ligeiro frutado como maçãs frescas. Na boca, é macio, discreto, de final longo e com retrogosto floral. Tem 12% de álcool. SMR

87 pontos
LUIZ ARGENTA GRAN RESERVA CHARDONNAY 2009

Luiz Argenta Vinhos Finos, Flores da Cunha, Brasil (R$ 55). Com uma das mais belas e modernas cantinas do Brasil e sob a batuta do jovem e talentoso enólogo Edgard Scortegagna, a vinícola elabora esse branco de pequena produção exclusivamente a partir de uvas Chardonnay, com fermentação em barricas novas de carvalho francês. Apresenta cor amarelo-palha de reflexos esverdeados e aromas de frutas brancas e tropicais maduras, notas florais, de baunilha e de manteiga. No palato, é frutado, estruturado, potente, tem boa acidez e final médio/ longo lembrando abacaxi e frutos secos. Apesar de poder ser bebido agora, está jovem ainda e um ou dois anos de garrafa lhe farão muito bem. Peixes mais gordos ou lombo de porco são sugestões para acompanhá-lo. EM

87 pontos
MIOLO PINOT GRIGIO RESERVA 2010

Vinícola Miolo, Candiota, Brasil (R$ 29). Amarelo palha claro, com aromas de frutas brancas como a fruta do conde e um ligeiro floral de fundo. Boa intensidade de sabores e tipicidade da cepa, com longa permanência no palato e frutado que se sustenta. Equilibrado e saboroso, tem 12,5% de álcool e mostra o bom potencial da Campanha Gaúcha para cepas brancas diferenciadas. SMR

87 pontos
QUINTA DA NEVE CHARDONNAY 2010

Quinta da Neve Vinhos Finos, São Joaquim, Brasil (R$ 40). Amarelo bem claro e brilhante, tem aromas frutados de maçãs frescas que não são encobertos pela breve passagem em madeira. Na boca, repete o frutado, mas agora com um tom de fruta em compota e um ligeiro amargor final que lhe permite ser um bom acompanhamento para comida com gordura e queijo. Final médio com retrogosto cítrico. Evoluiu na garrafa em relação à última vez que foi degustado. Grau alcoólico de 13%. SMR

ROSÉS

86 pontos
HERDADE PAÇO DO CONDE 2008

Sociedade Agrícola Encosta do Guadiana, Beja, Portugal (Porto Mediterrâneo R$ 45). Este Rosé de origem da região sul de Alentejo é feito com cepas 80% de Aragonez e 20% de Touriga Nacional. Apresenta linda cor rosada, limpa e brilhante. Cheio de aromas de frutas vermelhas maduras, é muito agradável no nariz. Na boca, é macio e sua acidez traz bom frescor, combinando bem com seu corpo médio. A presença do tanino é discreta. Servido gelado, em torno de 10oC, é ótima opção no verão para ter um vinho gelado mais encorpado que os brancos, com destaque para aromas e sabores de frutas vermelhas. É uma boa opção em um churrasco de carnes vermelhas grelhadas por conta da presença de tanino mesmo que seja discreto. HSK

TINTOS

93 pontos
ABSUM COLECCIÓN MERLOT 2004

Bodegas Irius, Somontano, Espanha (Viníssimo R$ 182). Esse reluzente Merlot, rubi brilhante, foi uma enorme surpresa em todos os quesitos. Aromaticamente, é intrigante e perfumado. O resumo do olfato é: muito equilíbrio entre a fruta vermelha (exótica e fresca), fruta negra (cerejas), álcool (equilibrados 14%), madeira (estagia por 10 meses em barricas de carvalho francês), toques minerais e nuances lácteas. Palato impressionante e surpreendente como o "nariz". Impressiona o frescor, a complexidade e a finesse. Retrogosto meticuloso, saboroso e muito agradável. Um grande, delicioso e especial Merlot. Como é bom ser surpreendido por uma garrafa. Consumo 2011/2018. LGB

89 pontos
ADUNA RIOJA 2006

Bodegas Heredad de Aduna, Rioja, Espanha (La Pastina R$ 129). Bodegas Heredad de Aduna está localizada aos pés da majestosa Serra de Cantábria, que fica bem ao norte da Espanha, próxima a Bilbao. Em toda a Rioja, a uva que reina é a Tempranillo. Seu nome vem de "temprano" que significa "cedo". É uma uva que amadurece rápido e se adapta bem a climas quentes. O Aduna Rioja é feito 100% com uvas Tempranillo e, por isso, transmite bem a tipicidade desta casta. Sua cor é granadaescura e tem um intenso aroma inconfundível de azeitonas pretas. Na boca, é cheio, encorpado e estruturado. Tem um sabor levemente salgado, os taninos e a acidez estão equilibrados. Ótimo para acompanhar petiscos e embutidos. VS

93 pontos
A FILIPPO 2005

Podere del Paradiso, Toscana, Itália (Casa Flora/Porto a Porto R$ 136). A casa fica nos arredores de San Giminiano e é especializada em vinhos produzidos a partir de castas francesas. Esse Merlot puro leva o nome "A Filippo" em homenagem ao gato da casa. Esse gato deveria ser muito importante, pois o vinho é delicioso. Um tinto exuberante nos aromas com fruta madura (mirtilos, cassis, cerejas etc), carvalho (estagia por 16 meses em barricas novas de carvalho francês), nuances especiadas e tons lácteos, lembrando chocolate. Palato rico, alegre, fino e elegante. Um belíssimo tinto já delicioso e melhor em 2/3 anos. Tem estrutura tânica, acidez e corpo para continuar evoluindo por mais alguns anos. Consumo 2011/2020. LGB

94 pontos
BAIA AL VENTO 2007

Campo al Mare, Toscana, Itália (Cantu R$ 210). Propriedade de 33 hectares de vinhas em Castagnetto Carducci, na costa da Toscana. Vigoroso tinto da excelente safra 2007, composto por 90% Merlot, 5% Cabernet Franc e 5% Petit Verdot, pura profundidade. A fruta vermelha muito madura é abundante. Seu buquê é marcado também por uma interessante marca floral, seguida de madeira na medida e um toque tostado muito gostoso. Em boca, é confirmado o volume da fruta madura. Sua acidez é marcante e seus taninos são de excelente formação. Um italiano à base de Merlot de muita raça. Foi uma sensacional surpresa de nosso painel. Excelente pedida para quem vai apreciar uma bisteca fiorentina. É jovem, mas já está muito bom. Deve atingir seu pico em 2/3 anos. 2011/2016. LGB

91 pontos
BLAUSCHIEFER SPÄTBURGUNDER 2008

Meyer-Näkel, Ahr, Alemanha (Decanter R$ 204). O talentoso e visionário Werner Näkel, juntamente com sua família, é o responsável por elaborar este tinto exclusivamente a partir de uvas Spätburgunder – uma das nomenclaturas da Pinot Noir na Alemanha –, com estágio de 12 meses em barricas de carvalho majoritariamente usadas. Apresenta cor vermelho-rubi translúcida e aromas típicos de morangos, cerejas e framboesas, bem como notas herbáceas e terrosas, além de toques tostados e de alcaçuz. Em boca, é frutado, estruturado, complexo, equilibrado, tem boa acidez, taninos finos e final persistente. De ótima tipicidade, tem estilo clássico e elegante. Fettuccine ao molho de pato confitado é uma sugestão para acompanhálo. Álcool 13,5%. EM

89 pontos
CAITEC RESERVA PINOT NOIR 2008

Bodega del Añelo, Patagônia, Argentina (World Wine R$ 60). Localizada na região de Añelo, na Patagônia, essa jovem e moderna vinícola elabora este tinto exclusivamente a partir de uvas Pinot Noir advindas de vinhedos localizados às margens do rio Neuquén, com passagem por madeira. Apresenta cor vermelho-rubi de reflexos violáceos e aromas de frutas vermelhas, lembrando morangos e cerejas, bem como notas florais, defumadas e de baunilha. No palato, é frutado, estruturado, equilibrado, suculento, sedoso, tem boa acidez, taninos maduros e final persistente. Moderno, bem feito e fácil de agradar, é ideal para acompanhar carnes vermelhas grelhadas escoltadas por cogumelos assados. Álcool 14,5%. EM

92 pontos
CAMPOLARGO PINOT NOIR 2008
Adega Campolargo, Bairrada, Portugal (Mistral US$ 62). O criativo enólogo português Carlos Campolargo é o responsável por elaborar este tinto exclusivamente a partir de Pinot Noir, com estágio de 14 meses em barricas de carvalho de segundo ano e balseiros. Apresenta cor vermelhorubi de reflexos violáceos e aromas de morangos e cerejas maduras, bem como notas florais, terrosas e de especiarias, além de toques tostados e herbáceos. Em boca, é frutado, estruturado, profundo, sedoso, suculento, tem boa acidez, taninos macios e final longo. Complexo, surpreende pelo equilíbrio – o álcool está perfeitamente integrado – e pela elegância de todo o conjunto, sem perder em tipicidade. Ideal para acompanhar um bom boeuf bourguignon. EM

95 pontos
CHÂTEAU LE GAY 2004

Château Le Gay, Bordeaux, França (Ana Import R$ 890). O "flagship wine" de Catherine Pere-Vergé. Um clássico Pomerol elaborado a partir de Merlot (predominante com 80% e o restante de Cabernet Franc) sob o comando de Michel Rolland. No primeiro ataque aromático, desprende a fruta madura com muita intensidade, destaque para ameixas negras e cerejas, seguidas de uma marcante presença mineral. O conjunto de aromas desse vinho é uma volúpia, uma sinfonia que entrelaça a fruta madura, o carvalho marcante e a presença mineral. Na boca, é um misto de sutileza e força, com taninos excelentemente bem formados, acidez deliciosa e final de boca inebriante. Muita raça, força e elegância. Consumo 2011/2022. LGB TINTOS

91 pontos
CHIVITE MERLOT BIOLÓGICO 2007

Chivite, Navarra, Espanha (Mistral US$ 50). Uma das gratas surpresas do painel de Merlot. Linda cor rubi. Aromaticamente, é potente, mostrando a força da fruta negra com excelente maturação. O destaque é a cereja. A pimenta-do-reino é presente e a madeira está muito bem entrosada no conjunto. Apesar de seus potentes 14,5% de álcool, é bem equilibrado. Gustativamente, é especial, guloso e opulento. É, de fato, um vinho mais "natureba", pois não se sente a maquiagem (madeira e fruta em excesso). A expressão da fruta é presente, mas sem percepção de doçura comum do Novo Mundo. Taninos muito bem formados. Final de boca firme, especiado, longo e delicioso. Consumo 2011/2016. LGB

88 pontos
COUSIÑO MACUL MERLOT RESERVA 2008

Cousiño Macul, Vale do Maipo, Chile (Santar R$ 52). A linha Antiguas Reservas já foi uma lenda por aqui. Depois de um tempo um pouco distante de nosso dia-a-dia, a marca e seus vinhos chegam com força com essa nova safra. Tem estilo mais para o herbáceo, mas, depois de 15 minutos na taça, equilibra-se. A fruta, mais predominantes as vermelhas, estão bem marcadas. Os 14% de álcool estão bem no conjunto aromático. O paladar é bom. Taninos de boa qualidade, com final de boca apetitoso. Pelo preço é, além de uma excelente compra, uma bela surpresa. Consumo 2011/2014. LGB

91 pontos
CUVÉE ALEXANDRE MERLOT 2007

Casa Lapostolle, Vale de Colchagua, Chile (Mistral US$ 50). Um dos mais especiais Merlot do continente. Um vinho constante. Nunca provamos um Cuvée Alexandre que não fosse muito bom. Superescuro na cor. Um rubi forte com reflexos violáceos. Uma massa aromática, com destaque para frutas negras maduras, especiarias, tons herbáceos, nuances de tostados e um toque de baunilha. Palato vigoroso e ao mesmo tempo guloso. A fruta madura está em destaque, seguida de tons leves de café (tostados), nuances lácteas e um toque de chocolate. Taninos suculentos e, mesmo com a potência que tem, apresenta delicioso frescor. Finaliza em boca com delicioso equilíbrio. Uma joia de tinto com excelente custo-benefício. Consumo 2011/2015. LGB

89 pontos
DUORUM COLHEITA 2008

Duorum Vinhos, Douro, Portugal (Casa Flora/Porto a Porto R$ 58). Este tinto de origem da região de Douro é feito de 40% de Touriga Nacional, 40% de Touriga Franca e 20% de Tinta Roriz. Apresenta cor vermelho profundo, com tonalidades violetas. Seu aroma dominante é de frutas pretas bem maduras. Sua acidez gera bom equilíbrio com sua estrutura bem encorpada ao lado de taninos suaves, porém firmes. A presença de frutas maduras persiste longamente. Excelente exemplar de tinto do Douro, mostrando características tão diferentes dos típicos vinhos do Novo Mundo. Harmoniza bem com pratos com molho vermelho e com carnes vermelhas grelhadas. HSK

94 pontos
FOCUS 2004

Volpe Pasini, Venezia Giulia, Itália (World Wine R$ 206). Essa casa é um dos destaques da região Venezia Giulia. Merlot "in purezza" de grande expressão. Aromaticamente, é muito interessante, com bom volume de frutas, com destaque framboesas e cerejas, carvalho bem marcado e delineado, tons animais e um final mineral. Boca saborosa e excitante, com acidez vibrante. Sua estrutura tânica é muito boa e seu final de boca é persistente. Esbanja elegância. Os Merlot do Friuli e da Venezia Giulia são, junto com os da Toscana, os mais expressivos da Itália. Uma belíssima pedida para conhecer um grande Merlot fora da França. Casou excepcionalmente com fraldinha grelhada acompanhada de cogumelos portobello e toques de azeite. Consumo 2011/2018. LGB

92 pontos
GRAF DE LA TOUR MERLOT 2007

Villa Russiz, Friuli, Itália (Decanter R$ 105). Rubi brilhante. Incrível impacto aromático com um delicioso tostado, frutas vermelhas e negras suculentas, delicioso frescor e um final floral sedutor. Francamente provocante no conjunto aromático. Em boca, é firme e rico, com taninos muito bem formados. Vale destacar que, apesar da força e do corpo, é fresco. Final de boca delicioso. Um Merlot do Collio (Provincia di Gorizia) com muita profundidade, que já está bom hoje, melhor daqui dois anos e com estrutura para continuar evoluindo por muitos anos. Consumo 2011/2020. LGB

89 pontos
JEAN LEON MERLOT 2010

Jean Leon, Penedès, Espanha (Devinum R$ 70). Esse jovem Merlot foi uma grande surpresa do "tasting" de Merlot. Um vinho sem maquiagens, que apresentou impactante frescor. Notória a influência menor da madeira, pois esse vinho só estagiou por cinco meses em carvalho. Cor linda. Um rubi violeta brilhante. Não é um vinho viscoso, denso. É rico, com a fruta vermelha e negra madura, seguido de toques especiados e um final esbanjando frescor. Em boca, o frescor é mais notório ainda. Apesar de possuir teor alcoólico elevado, é equilibrado e apetitoso. Excelente para abrir uma noite com muitos tintos. Excelente com embutidos e indicado para um churrasco à beira da piscina, servido levemente fresco. Consumo 2011/2014. LGB

97 pontos
L'APPARITA 2007

Castello di Ama, Toscana, Itália (Mistral US$ 361). Marco Pallanti comanda essa casa com paixão e muita dedicação. Seus Chianti estão sempre entre os mais prestigiados do mundo, mas, o vinho que tem mais charme é seu L'Apparita. Um Merlot puro que "passa por cima" dos grandes de Pomerol. Sem dúvida, pode ser considerado entre os cinco mais espetaculares Merlot do mundo, ao lado de Petrus, Le Pin, La Fleur Petrus e Redigaffi. Repleto de frutas negras e vermelhas maduras entrelaçadas a um bom carvalho, a toques lácteos, especiarias, nuances florais e um hint mineral delicioso. Ainda muito jovem, mas impressionante. Mais uns anos de garrafa vão lhe fazer bem. Uma obra de arte da safra 2007, que foi ótima na região central da Toscana. Consumo 2012/2020. LGB

89 pontos
MARQUES DE CASA CONCHA MERLOT 2009

Concha y Toro, Vale do Peumo, Chile (VCT R$ 90). Um vinho superconfiável. Está sempre bom. O primeiro ataque no nariz foi marcante, com madeira sobrepondo as outras características olfativas. Logo em seguida, uma surpresa. Mudou muito, mostrando a fruta negra madura, os toques herbáceos, uma marca dos Merlot chilenos (nesse caso, moderado e muito apetitoso), baunilha, os tostados pronunciados e um buquê mais adocicado. Em boca, um vinho gostoso, cheio e rico. Apesar de seus 14,5% de álcool, é um vinho fresco e que pede mais uma taça. Consumo 2011/2015. LGB

91 pontos
MAURUS 2004

Vie de Romans, Friuli, Itália (Vinci US$ 75). Por duas vezes surpreendeu sendo destaque em painéis somente de Merlot. Cor rubi brilhante. O equilíbrio aromático é impressionante. A madeira presente (estagia por nove meses em barricas de carvalho), a fruta vermelha madura, as especiarias, o alcaçuz e a marca mineral estão em total sintonia. Em boca, é guloso, com a fruta deliciosa em destaque. Taninos impressionantemente bem formados e álcool na medida (14%). Também muito equilibrado em boca. Um grande e delicioso Merlot do Friuli, da excelente safra de 2004. Para apreciadores de presunto cru (de preferência San Danielle) e que preferem tintos, aqui vai uma bela dica. Consumo 2012/2016. LGB

89 pontos
MEDALLA REAL GRAN RESERVA PINOT NOIR 2008

Viña Santa Rita, Vale de Leyda, Chile (Grand Cru R$ 83). A gigante vinícola Santa Rita foi fundada em 1880 por Domingos Fernandes Concha e, sob a supervisão da enóloga-chefe Cecília Torres, elabora este tinto exclusivamente a partir de Pinot Noir, com estágio de nove meses em barricas de carvalho francês. Apresenta cor vermelho-rubi brilhante e aromas de frutas maduras, lembrando morangos e amoras, bem como notas florais, tostadas, defumadas e de baunilha. Em boca, é frutado, estruturado, suculento, redondo, tem boa acidez, taninos macios e final persistente, confirmando o nariz. Muito bem feito em seu estilo moderno, mais encorpado e maduro. Deve ir bem na companhia de carnes vermelhas ensopadas. Álcool 14%. EM

88 pontos
MERLOT TERROIR 2009

Vinícola Miolo, Vale dos Vinhedos, Brasil (R$ 78). Quem te viu, quem te vê. O Enólogo Michel Rolland, uma das maiores autoridades na casta Merlot do mundo, é sempre mencionado em produzir vinhos com "over extraction" e com muita madeira. Esse tinto tem bastante madeira, mas apresentou menos que muitos outros Merlot que foram degustados ao lado. De médio corpo, apresentou bom volume de frutas, boa carga de madeira. Gustativamente, foi muito bem, com bom equilíbrio entre fruta, álcool (14%), acidez e madeira. Enfrentou bem vinhos de Chile e Argentina de preços similares, desempenhando um bom papel. Consumo 2011/2014. LGB

86 pontos
NEKEAS MERLOT CRIANZA 2007

Nekeas, Navarra, Espanha (Wine Society R$ 49). Um tinto diferente, pois tem o estilo espanhol de ser nas notas mais evoluídas, mas não deixa de mostrar a força da fruta. Sua cor é um rubi brilhante. No nariz, apresenta boa fruta negra madura (ameixas), seguida de tons verdes (herbáceos) e considerável carga de carvalho, mas sem exageros. Em boca, foi melhorando com o passar dos minutos. Bom de boca, um pouco selvagem e animal. Apesar de apresentar certa rusticidade, é um gostoso Merlot com um sotaque espanhol, aquele do carvalho. Apesar disso, sua oxidação não chega a ser dos Rioja tradicionais. Casa muito bem com um filé mignon com batatas assadas. Consumo 2011/2016. LGB

89 pontos
PAXIS 2006

DFJ Vinhos, CVR Lisboa, Portugal (Lusitana R$ 40). A coloração rubi com tonalidade granada evidencia sua idade. Com boa complexidade aromática, este vinho é produzido a partir das uvas Caladoc e Tinta Roriz. No nariz, apresenta notas balsâmicas, de alcaçuz, de chocolate e de couro, que predominam ainda que as frutas negras em compota complementem o conjunto. Em boca, apresenta corpo médio e acidez elevada. A delicada adstringência dos taninos dá espaço para uma estrutura macia e aveludada. O final de boca encanta com a presença marcada de balsâmico, baunilha e especiarias. Ótimo custo-benefício. JTR

94 pontos
PETRUS 1985

Petrus, Bordeaux, França (R$ 11.000). Maior sonho de um enófilo inveterado. Elaborado a partir de 100% Merlot, esse tinto é um ponto fora da curva, devido à imensa complexidade e profundidade. Seus aromas são impressionantes, com as frutas negras (ameixas, cerejas etc) muito presentes, seguidas de toques de madeira, café, baunilha, chocolate e especiarias. Tem um toque herbáceo interessante e uma nuance floral que o deixam ainda mais intrigante. Conjunto olfativo delicioso. Em boca, já mostra sua evolução, mas ainda com total integridade. Taninos de excelente formação. Final de boca fino e elegante. 1985 foi uma grande safra em Bordeaux. Petrus maduro, que já foi degustado por quatro vezes, sempre consistente. Consumo 2012/2016. LGB

88 pontos
QUEULAT PINOT NOIR GRAN RESERVA 2008
Viña Ventisquero, Vale de Casablanca, Chile (Cantu R$ 60). Queulat é uma homenagem a uma das maiores e mais belas geleiras existentes no sudoeste do Chile. Sob a responsabilidade do enólogo Sergio Hormazabal é elaborado este tinto exclusivamente a partir de uvas Pinot Noir, com estágio em barricas de carvalho francês. Apresenta cor vermelho-rubi, bem como aromas de cerejas e morangos frescos, notas herbáceas, de rosas e de baunilha. No palato, é frutado, redondo, tem acidez refrescante, taninos macios e final quente e suculento. De estilo moderno, mas sem perder em elegância e tipicidade. Pratos de carnes brancas ou vermelhas acompanhados de cogumelos são uma sugestão para acompanhálo. Álcool 13,5%. EM

90 pontos
QUINTA DA MIMOSA 2007

Casa Ermelinda Freitas, Península de Setúbal, Portugal (DOCG R$ 81). De cor rubi com tons levemente alaranjados, límpido e brilhante. Vinho produzido com a uva Castelão em uma propriedade ao sul de Lisboa. Aromaticamente complexo e intrigante, em um primeiro momento revela notas quase salgadas, lembrando azeitonas verdes. É mineral e balsâmico e proporciona uma nova descoberta a cada aproximação ao nariz. A mesma complexidade é sentida no paladar com taninos macios, acidez elevada, estrutura intensa e equilíbrio harmônico. Este suculento português promove ainda um final de boca longo e picante. JTR

87 pontos
RAR COLLEZIONE PINOT NOIR 2010

Vinícola Miolo, Campos de Cima da Serra, Brasil (R$ 48). O bem sucedido empresário Raul Anselmo Randon em parceria com a família Miolo elabora este tinto exclusivamente a partir de uvas Pinot Noir advindas de Muitos Capões, em Campos de Cima da Serra, com estágio em barricas de carvalho francês. Apresenta cor vermelhorubi de reflexos violáceos. Ao primeiro momento a madeira é bem presente, mas, com o tempo de copo, mostra aromas de morangos e de cassis, bem como notas herbáceas, de frutas secas, de especiarias e de baunilha. No palato, é frutado, estruturado, tem boa acidez, taninos bem resolvidos e final médio/longo. De vocação gastronômica, pede a companhia de carnes vermelhas ou de caça assadas ao molho de ervas. Álcool 13%. EM

97 pontos
REDIGAFFI 2008

Tua Rita, Toscana, Itália (World Wine R$ 1.200). Talvez o maior rival do Petrus. Provar um Redigaffi é uma honra, provar três (2002, 2007 e 2008) é privilégio. O 2002, de safra mais difícil, estava muito bom, mas sem o brilho de um tinto "outstanding". O 2007 é sublime, fantástico. O 2008 é o melhor Redigaffi de todos, desse milênio. Superar o 2007 foi uma surpresa, o que fez desse vinho ainda mais fabuloso e promissor. As cerejas negras e os tostados são os destaques do equilibrado buquê. Em boca, é portentoso, intenso, rico e com fabuloso final. O que realmente impressiona é o espetacular equilíbrio entre a força da fruta, carvalho, álcool, acidez e grande marca mineral. Inesquecível, apesar ainda de extremamente jovem. Precisa de mais 3/4 anos para maior integração. Consumo 2014/2024. LGB

90 pontos
ROSEMOUNT DIAMOND PINOT NOIR 2008

Rosemount State, South Eastern, Austrália (Vinci US$ 35). Tradicional vinícola australiana, elabora, sob o comando do enólogo Matt Koch, este Pinot Noir a partir de uvas advindas das regiões de Port Phillip, Fleurieu e Central Victoria, com estágio de quatro meses em barricas de carvalho. Apresenta cor vermelho-rubi de reflexos violáceos e aromas de frutas vermelhas, como morangos e cerejas, bem como notas florais, herbáceas e tostadas. No palato, é frutado, estruturado, sedoso, suculento, equilibrado, tem taninos macios e final médio/longo. De estilo moderno, privilegia a fruta mais madura, sem comprometer sua elegância e tipicidade. Polenta cremosa ao molho de cogumelos e azeite trufado é uma sugestão para escoltá-lo. EM

90 pontos
STORIA MERLOT 2005

Casa Valduga, Vale dos Vinhedos, Brasil (R$ 140). Um vinho que faz jus ao seu nome, pois muda a história da vitivinicultura brasileira. Às cegas foi reconhecido de imediato como um vinho com excesso de madeira e brasileiro. Com o passar de alguns minutos, a madeira se equilibrou. Um vinho muito escuro (rubi bem forte) e denso. Nota-se que foi meticulosamente elaborado. Os aromas de frutas negras e vermelhas maduras estão bem marcadas, tons de baunilha, tostados (provenientes do estágio em madeira) e um final animal bem presente. Em boca, mostrou muita força, estrutura e suculência. Final de boca longo e persistente. Tem estrutura para evoluir ainda mais. De todos os Merlot do continente na prova, foi esse o que mais estilo bordalês demonstrou. Consumo 2011/2016. LGB

92 pontos
TEMUNA ROAD SINGLE VINEYARD PINOT NOIR 2008

Craggy Range, Martinborough, Nova Zelândia (Decanter R$201). Craggy Range é uma das vinícolas mais conceituadas da Nova Zelândia e elabora este tinto a partir de uvas Pinot Noir advindas do vinhedo Te Muna Road, em Martinborough, com estágio de 12 meses em barricas. Cor vermelhorubi e aromas de cerejas e amoras, bem como notas florais, herbáceas e terrosas, além de toques de especiarias doces, de chá preto e de tabaco. Em boca, é frutado, estruturado, suculento, sedoso, redondo, tem ótima acidez, taninos finos e final persistente. É complexo, untuoso e concentrado, sem perder elegância, sutileza e tipicidade. Carne assada com molho de funghi porcini é uma sugestão para acompanhá-lo. EM

88 pontos
TOMERO RESERVA PINOT NOIR 2007

Bodega Vistalba, Mendoza, Argentina (Domno R$ 95). Sob a batuta do respeitado Carlos Pulenta é elaborado este tinto exclusivamente a partir de uvas Pinot Noir advindas da finca Los Álamos, no Vale do Uco, com estágio de 12 meses em barricas de carvalho francês. Apresenta cor vermelhorubi brilhante e aromas complexos de frutas vermelhas lembrando morangos e cerejas, bem como notas florais, de especiarias doces e de baunilha. No palato, é frutado, estruturado, redondo, fresco, elegante, tem bom volume de boca, acidez na medida, taninos maduros e final médio/longo. Moderno, sem comprometer sua tipicidade, é fácil e agradável de beber. Carnes defumadas em geral são sugestões para acompanhá-lo. EM

90 pontos
VIÑA MAGAÑA MERLOT 2005
Viña Magaña, Navarra, Espanha, (Vinci US$ 95). Produzido a partir de vinhas com mais de 30 anos de idade. Às cegas entre os Merlot do Velho Mundo foi um dos destaques no quesito volume de frutas muito maduras. Um tinto "quente", com 14,5% de álcool, fruta madura negra de sobra e carvalho marcante (estagia por 18 meses em barricas de carvalho francês). Esse estágio concedeu ao vinho uma nuance defumada interessante. Em boca, é confirmada a fruta bem madura. Taninos bem formados e acidez média. Agradável final de boca. Acompanhou o queijo manchego ao final da refeição. Muito bom, mostrando que a Espanha faz também excelentes Merlot puros. Consumo 2012/2018. LGB

88 pontos
VIÑA TARAPACÁ GRAN RESERVA ETIQUETA NEGRA CABERNET SAUVIGNON 2008

Viña Tarapacá, Vale de Maipo, Chile (Épice R$ 90). A Viña Tarapacá pertence ao VSTP Wine Group, segundo maior exportador de vinhos do Chile. O Gran Reserva Etiqueta Negra é um vinho de cor vermelhorubi com tons violeta escuro. Feito com 81% Cabernet Sauvignon, 5% Cabernet Franc, 9% Petit Verdot, 5% Syrah; tem boa complexidade aromática. No nariz, deliciosas notas de frutas vermelhas em compota e muitas especiarias, com final de chocolate e alcaçuz. Na boca, a acidez é média e não é muito encorpado. Seus 13% de álcool são equilibrados e os taninos macios e redondos. É um vinho de estrutura elegante e moderno. JTR

90 pontos
VIZAR 12 MESES 2006

Bodegas Vizar, Castilla y Leon, Espanha (Casa do Porto R$ 155). A Bodega Vizar está situada nos arredores de Valladolid, nas encostas do rio Douro e produz esse tinto de pequena produção composto de 85% Tempranillo e 15% Cabernet Sauvignon, com estágio de 12 meses em barricas. Apresenta intensa cor vermelho-rubi de reflexos violáceos e aromas complexos de frutas vermelhas maduras e em compota, bem como notas tostadas, minerais e de especiarias doces, além de toques de alcaçuz e eucalipto. Em boca, confirma o nariz, é frutado, equilibrado, estruturado, tem taninos macios, boa acidez e final longo, lembrando chocolate e baunilha. Elegante, apresenta harmonia entre concentração de fruta e potência sem deixar de ser delicado. EM

88 pontos
WAKEFIELD MERLOT 2008

Wakefield, Clare Valley, Austrália (Casa Flora/Porto a Porto R$ 54). Uma belíssima surpresa do Novo Mundo. Esse renomado produtor de vinhos do Clare Valley, que tem como destaques seus Syrah e Cabernet, traz ao mercado um honesto e especial Merlot. Linda cor rubi. Aromas muito interessantes, com boa carga herbácea, fruta de sobra, tostados e delicioso frescor. Muito sedoso e "redondo" no palato. Tem boa intensidade, com taninos bem resolvidos. A fruta madura em boca é marcante. Um tinto apetitoso, com madeira, fruta, taninos e acidez bem integrados. Pede comida. Uma bela surpresa da Austrália. Um excelente "value for money". Consumo 2011/2020. LGB

92 pontos
WILD FERMENT PINOT NOIR 2007

Viña Errázuriz, Vale de Casablanca, Chile (Vinci US$ 52). Fundada em 1870, Errázuriz é uma das mais tradicionais vinícolas chilenas e elabora este tinto exclusivamente a partir de uvas Pinot Noir advindas do vinhedo La Escultura, fermentadas somente por leveduras indígenas, com estágio de nove meses em barricas, sendo um terço novas. Apresenta cor vermelhorubi translúcida, bem como aromas de cerejas e morangos, notas florais lembrando rosas e violetas, além de toques defumados, terrosos e herbáceos. No palato, é frutado, encorpado, suculento, equilibrado, tem boa acidez, taninos macios e final persistente. De boa tipicidade, alia potência e elegância com maestria. Carnes de caça cozidas ou ensopadas devem escoltá-lo muito bem. Álcool 14,5%. EM

92 pontos
PORTO CALEM TAWNY 1990 COLHEITA

Vila Nova de Gaia, Portugal (Interfood R$ 190). "Tawny"" significa amarelo-acastanhado. Um Porto Tawny é aquele que foi envelhecido em carvalho por, no mínimo, dois anos e que, consequentemente, adquiriu as características da madeira. O Calem 1990, passou oito anos em cascos de carvalho e tem notável elegância, complexidade e qualidade. A intensidade aromática é encantadora, revelando notas de frutas secas, amêndoas, baunilha, caramelo, mel. Em boca, essas notas não só aparecem, mas ressaltam a cada gole. Os 20% de álcool produzem uma sensação untuosa e a alta acidez estimula ainda mais a degustação. Sirva levemente refrigerado. Para beber sozinho é delicioso, acompanhado de frutas secas, crème brulée, é divino. JTR

Da redação

Publicado em 28 de Fevereiro de 2012 às 12:33




Artigo publicado nesta revista