Joias do Douro e Duero

Caderno de avaliação de Adega


Avaliações por Editores de vinho: Luiz Gastão Bolonhez (LGB), Sílvia Mascella Rosa (SMR) e Eduardo Milan (EM)

Christian Burgos (CB), Juliana Trombeta Reis (JTR), Hong Sup Kim (HSK) e Vanessa Sobral (VS)
www.OMelhorVinho.com.br

As degustações desta edição foram realizadas na Praça São Lourenço com auxílio do sommelier Antônio Eugênio de Carvalho

ESPUMANTES

96 pontos
CRISTAL 2004
Louis Roederer, Champagne, França (Franco Suissa R$ 1.167). Cristal foi criado por Roederer no século XIX para servir ao czar russo. Garrafa única (é plana na base) e conteúdo mais único ainda em pleno século XXI. Hoje quem comanda a casa é Frederic Rouzaud, que esteve no Brasil recentemente. O 2004 é reluzente em todos os sentidos. A cor muita clara e o fino perlage compõem um cenário visual de extrema beleza. Nos aromas, tem tudo, desde a marca mineral, passando pelas frutas secas, toques especiados e nuances cítricas. Todos esses elementos estão num conjunto de extrema delicadeza. Em boca, é confirmada essa delicadeza composta por uma elegância quase infinita. Seu final de boca é muito longo e persistente. Consumo 2012/2030. LGB

89 pontos
MÁXIMO BOSCHI SPECIALE BRUT 2006
Vinícola Máximo Boschi, Vale dos Vinhedos, Brasil (R$ 63). São apenas mil garrafas deste espumante feito em 2006, com o corte de Chardonnay e Pinot Noir, no método tradicional. Os responsáveis pela marca são Renato Antonio Savaris e Daniel Dalla Valle (este último é o enólogo da Casa Valduga). De rara elegância, tem coloração amarelo ouro e borbulhas abundantes e muito delicadas. Nos aromas, ainda prevalece o fermento e um toque tostado, mas, na boca, há presença de fruta em suave evolução. Bom volume e presença na boca, com estilo mais para o clássico, mas sem ser pesado. Excelente harmonia final. Tem 12,5% de álcool. SMR

89 pontos
VALDO NÚMERO 10 PROSECCO

Valdo Spumanti, Valdobbiadene, Itália (Santar R$ 105). Tradicional vinícola produtora de espumantes da região de Valdobbiadene, a Valdo foi fundada em 1926 e elabora esse espumante Brut pelo método clássico, exclusivamente a partir de uvas Glera, com 10 meses de amadurecimento sobre as leveduras. Apresenta cor amarelo-palha de reflexos esverdeados e perlage fino e intenso. Os aromas lembram frutas brancas maduras, notas florais e minerais, além de toques de frutos secos e de pão. No palato, é frutado, estruturado, equilibrado, complexo, tem bom volume de boca, ataque elegante, ótima acidez e final persistente. Versátil, pode ser servido como aperitivo, na companhia de saladas ou de peixes brancos em geral. EM.

BRANCOS

88 pontos
CASA VALDUGA GEWÜRZTRAMINER PREMIUM 2011

Casa Valduga, Vale dos Vinhedos, Brasil (R$ 32). Os aromas puxam para o lado doce da cepa (que tem poucos exemplares engarrafados no Brasil), com frutas brancas doces, mel e um floral também adocicado. Na boca, é mais agradável ainda, com intensidade e delicadeza, bom frescor, acidez e longa permanência. Um branco elegante, perfumado e muito equilibrado. Tem 12,5% de álcool. SMR

86 pontos
MOSCATO JOTA PE

Vinícola Perini, Farroupilha, Brasil (R$ 10). Preste atenção neste vinho. É barato, de uma uva pouco valorizada para vinhos tranquilos e, no entanto, o resultado surpreende. Beba devagar e vá se deixando conquistar por sua bela transparência, seus aromas de frutas tropicais sutis, mas presentes (maracujá, abacaxi, melão). Desde o aroma se intui o seu frescor, que enche a boca e que, ao final, tem um toque doce, exótico, longo, lembrando erva-doce. Tudo isso com apenas 10,5% de álcool. SMR

88 pontos
VIGNETO SAUVIGNON BLANC 2011

Vinícola Pericó, São Joaquim, Brasil (R$ 44). Amarelo bem claro, quase verdeal, tem aromas exóticos de frutas como a carambola e um toque herbáceo. Boca de bom volume e permanência longa, com final ligeiramente doce e com retrogosto que lembra arruda. Bom equilíbrio e estrutura firme, de acidez marcada e agradável. Tem 13,7% de álcool. SMR

TINTOS

97 pontos
AALTO PS 2006

Bodegas y Viñedos Aalto, Ribera del Duero, Espanha (Península R$ 728). Esse extraordinário tinto é elaborado sob a batuta do grande Mariano Garcia, um dos mais prestigiados enólogos da Espanha e ex-comandante da Vega Sicilia. Esse 2006 é profundo, cheio, com grande concentração de frutas e um infindável final de boca. Lembra seu irmão mais velho, o inesquecível PS 2001. Esse tinto mostra que em Ribera de Duero também se fazem vinhos cada vez mais modernos, repletos de sabor e deliciosos em sua plena juventude. Um verdadeiro cult wine, que já é prazeroso, mas que estará melhor em dois anos. Depois disso tem estrutura para evoluir por mais 30 anos em garrafa. Colecionável. Consumo 2012/2032. LGB

91 pontos
ALPHA SPIGA 2005

Bodegas O. Fournier, Ribera del Duero, Espanha (Vinci US$ 88). Vinho intermediário da seção espanhola do enérgico e genial espanhol José Manuel Ortega, titular da Bodegas O.Fournier, com operações também na Argentina (a maior delas) e Chile, além dessa propriedade em Ribera del Duero. Um Ribera moderno com fruta madura de sobra (destaques para as ameixas negras), madeira de boa qualidade e toque defumado. Palato gostoso e rico, com taninos bem conformados. Final de boca alegre e cheio de vida. Muito bom hoje e com estrutura para evoluir por mais cinco anos. Consumo 2012/2017. LGB

94 pontos
ALION 2006

Bodegas Alion, Ribera del Duero, Espanha (Mistral US$ 189). A vinícola pertence aos mesmos proprietários do Vega Sicilia. Um vinho que nasceu nobre e que prima pela regularidade. Desde a sua primeira safra (1991) desponta como uma unanimidade na Espanha. Nos últimos cinco anos (desde 2003) tivemos excepcionais Alion. Esse 2006 é delicioso em todos sentidos. Aromaticamente, é perfumado, com a cereja madura em destaque e carvalho na medida, seguido de um toque mineral. Em boca, também é delicioso. É um Ribera que fica entre a força e a elegância, primando pelo equilíbrio. É menos denso que a maioria de seus concorrentes. Do mesmo nível dos sensacionais 2003 e 2004. Bom hoje, melhor em quatro anos e com potencial de evolução de mais 10 anos. LGB

91 pontos
BURMESTER DOURO RESERVA 2008

Casa Burmester, Douro, Portugal (Adega Alentejana R$ 109). Um vinho com características de finesse e elegância, sem madeira e álcool excessivos. Bem floral nos aromas, com boa fruta negra madura (destaque para as cerejas) e um toque de chocolate. Em boca, confirma que é mais para o lado tradicional, com menos madeira. Paladar suculento, confirmando a fruta fresca, muito típica nos bons 2008 da região. Bem estruturado e equilibrado, com um delicioso e longo final de boca. Seu frescor em boca é mesmo um diferencial. Elegantes 13,5% de álcool. Consumo 2012/2019. LGB

89 pontos
CARM 2010

Casa Agricola Roboredo Madeira, Douro, Portugal (World Wine R$ 98). Produzido sem adição de SO2. Muito fresco, aromático com a marca floral (violetas da Touriga Nacional), fruta negra madura confitada, esbanjando vivacidade e alegria. Em boca, é delicioso e suculento, com a fruta bem presente no conjunto, com toques de madeira, lácteos e vibrante acidez. Muito bom final de boca. Um vinho alternativo que tem bastante álcool (14,5%), mas é de médio corpo. Consumo 2012/2016. LGB

91 pontos
CASTELLO BANFI BRUNELLO DI MONTALCINO 2006

Castello Banfi, Toscana, Itália (World Wine R$ 299). Vinícola familiar que possui 850 hectares de vinhedos na região da Toscana, sendo 170 destinados a elaborar esse tinto exclusivamente a partir Sangiovese/ Brunello, com estágio de 24 meses em carvalho. Apresenta intensa cor vermelho-rubi de reflexos acastanhados e aromas de frutas vermelhas, bem como notas florais, minerais e de especiarias doces, além de toques tostados e defumados. Em boca, é frutado, estruturado, redondo, untuoso, refinado, tem boa acidez, taninos macios e final longo. Consegue ser complexo, intenso, sutil e elegante ao mesmo tempo. Está muito bom agora, mas tem vida longa pela frente. Carnes vermelhas assadas e queijos curados podem escoltá-lo. EM

90 pontos
CLEA 2005

Vintae, Ribera del Duero, Espanha (Viníssimo R$ 267). 2005 foi uma excelente safra em Ribera del Duero. Esse vinho é uma descoberta. Rubi bem profundo. Apetitoso nos aromas com a fruta negra bem posicionada aliada a uma madeira bem delineada (estagia por 18 meses em barricas de carvalho novo francês). A madeira concede ao conjunto aromático toques tostados e nuances de baunilha. Na boca, é apetitoso e alegre. Final de boca persistente. Já está muito bom. Vai estar melhor com mais um ano de adega. No rótulo consta 100% Tempranillo (Tinto Fino ou Tinta del Pais). Consumo 2012/2018. LGB

92 pontos
CONCEITO 2008

Vitivinícola Carla Ferreira Unipessoal, Douro, Portugal (Viníssimo R$ 231). Cheio de estilo. É interessante e intrigante ao mesmo tempo. Tem um viés mais para o clássico, mas sem deixar de ter certa modernidade. Seus aromas são impactantes, com uma madeira marcante, mas sem exageros. A complexidade aromática é baseada na fruta negra madura, tostados, baunilha, especiarias e um toque floral. Palato apresentando boa suculência e força. O conjunto é muito especial. Final de boca persistente e fino. Um duriense diferente e cheio de vida. Pode ser consumido de imediato, mas vai melhorar em garrafa. Boa e especial surpresa. Consumo 2012/2018. LGB

95 pontos
DOMAINE LIGER-BELAIR ÉCHEZEAUX 2007

Domaine Liger-Belair, Borgonha, França (Mistral US$ 647). Este Grand Cru apresenta uma complexidade desconcertante. Com aromas límpidos e elegantes, a fruta destaca-se na cereja e ameixa ainda no pé, seguido de ervas e, ao fundo, um leve aroma de crème brûlée. Na boca, vem chegando em ondas, primeiro a fruta, depois a acidez e, por último, os taninos presentes e perfeitos. Com o tempo em taça, seu aroma evoluiu para um verdadeiro buquê de flores do campo. Um grande vinho, com excelente capacidade de evolução e que, segundo o proprietário Louis- Michel, é um vinho mais desinibido, que até 10 anos de idade se mostrará mais que seu reservado irmão o La Romanée Grand Cru. CB

96 pontos
DOMAINE LIGER-BELAIR LA ROMANÉE GRAND CRU 2007

Domaine Liger-Belair, Borgonha, França (Mistral US$ 2.235). Oriundo da menor DO da França - La Romanée, com apenas 0,84 hectare -, este vizinho do mítico Romanée-Conti tem nariz austero e extremamente elegante. Em boca, as sensações se sucedem como a apresentação de uma orquestra. Primeiro um veludo, seguido das frutas e deliciosa acidez que se inicia na ponta da língua e explode para as laterais. As frutas acompanharão o longo retrogosto, que termina numa deliciosa cereja, que não quer se deixar esquecer. Os taninos estão ali como um lembrete de sua capacidade de evolução. Um vinho sem prazo de validade, mas que deve atingir seu apogeu após 10 anos. Vale comprar e degustar de cinco em cinco anos. CB

90 pontos
IRONSTONE LODI OLD VINE ROUS VINEYARD RESERVE ZINFANDEL 2008

Ironstone Vineyards, Califórnia, Estados Unidos (Casa Flora/Porto a Porto R$138). Localizada no coração da região de Sierra Foothills, a vinícola elabora este tinto a partir de uvas 95% Zinfandel e 5% Petite Syrah advindas unicamente do vinhedo Rous, plantado em 1909, com estágio de 10 meses em carvalho francês. Apresenta cor vermelho-rubi de reflexos púrpura e aromas de frutas negras maduras e em compota, bem como notas de figos secos e de especiarias doces, além de toques de alcaçuz e chocolate. No palato, é frutado, estruturado, untuoso, profundo, equilibrado, tem ótimo volume de boca, boa acidez, taninos finos e final persistente. Carnes vermelhas assadas ou queijos curados são sugestões para acompanhá-lo. EM

92 pontos
LYNUS AÑO DE GRACIA 2004

Lynus Viñedos y Bodegas, Ribera del Duero, Espanha (Porto Mediterrâneo R$ 408). Gratíssima surpresa. Esse vinho é o top da casa e é uma homenagem ao ano de 2004, que foi agraciado por espetaculares condições climáticas na região, produzindo um vinho superlativo nessa propriedade. Toques balsâmicos e tostados deliciosos. Tem estilo Ribera. De fato, talvez menos amadeirado que muitos, mas a madeira é bem presente. As frutas maduras (cerejas e ameixas) estão bem postadas no conjunto com boa carga de alcaçuz, tons de chocolate e tostados. Em boca, é bem firme. Confirma a madeira e os tostados detectados nos aromas, finalizando com boa acidez. Muito bom. Consumo 2012/2017. LGB

93 pontos
MAURO VENDEMIA SELECCIONADA 2005

Bodegas Mauro, Ribera del Duero, Espanha (Vinci US$ 269). Madeira marcante, meio adocicado no nariz. Impressionante a marca de coco. Seguramente essas duas percepções vêm do estágio de quase três anos em barricas de carvalho. Bem ao estilo da Ribera. A fruta (cereja) é abundante, seguida de tostados e defumados. Em boca, é delicioso, intenso, rico, apetitoso, com potência de sobra, mas com um toque elegante. Um tinto alegre e moderno. Consumo 2012/2020. LGB

87 pontos
MISTERIO MALBEC OAK AGED ROBLE 2010

Finca Flichman, Mendoza, Argentina (World Wine R$ 26). Tradicional vinícola argentina, Finca Flichman foi fundada em 1910 e adquirida pelo grupo português Sogrape em 1998. Tinto elaborado exclusivamente a partir de uvas Malbec, com estágio de quatro meses em barricas de carvalho. Apresenta intensa cor vermelho-rubi e aromas de frutas vermelhas e negras maduras, bem como notas florais, herbáceas e de especiarias, além de toques defumados e de couro. No palato, é frutado, estruturado, cheio, direto, tem boa acidez, taninos presentes e final médio, lembrando café e chocolate. Versátil e fácil de beber, deve acompanhar desde carnes vermelhas em geral até massas ao molho tipo ragu. EM

91 pontos
MONTECASTRO Y LLANAHERMOSA 2006
Bodegas y Viñedos Montecastro, Ribera del Duero, Espanha (Porto Mediterrâneo R$ 178). Varietal de Tempranillo (Tinta del Pais). Bem marcante nos aromas com estilo bem frutado, madeira bem postada e um frescor surpreendente. Apresenta, ainda no nariz, boa complexidade com toques especiados e alcaçuz. No palato, é dos Ribera firmes, ricos e alegres. O frescor delicioso, que não é muito comum nos vinhos dessa região, e uma vibrante acidez fizeram a diferença nessa garrafa. Foi um dos mais leves e elegantes Ribera degustados no painel. Uma bela surpresa de um produtor que chegou recentemente ao Brasil. Consumo 2012/2017. LGB

88 pontos
MT 2009

Marques de Tomares, Ribera del Duero, Espanha (Casa Flora/ Porto a Porto R$ 39). Marques de Tomares é um renomado produtor da Rioja e, em seu projeto em Ribera del Duero, elabora esse tinto exclusivamente a partir de uvas Tempranillo, com estágio em barricas de carvalho francês (70%) e americano (30%) durante cinco meses. Apresenta cor vermelho-rubi de reflexos violáceos e aromas de frutas vermelhas maduras, notas florais, minerais e de especiarias, além de toques defumados e de chocolate. Em boca, é frutado, equilibrado, estruturado, cheio, tem taninos maduros, boa acidez e final médio/ longo. Carnes vermelhas ou de caça assadas e queijos curados são boas escolhas para acompanhá-lo. EM

94 pontos
PAGO GARDUÑA 2004

Abadia Retuerta, Sardon del Duero, Espanha (Península R$ 1.032). Sem dúvida estamos à frente do melhor Syrah da Espanha, que, com o passar dos anos, só tem melhorado. Seu conjunto aromático é repleto de profundidade, força e complexidade. A fruta madura está presente, seguida de toques florais, nuances balsâmicas, madeira presente e um final mineral. Em boca, é firme, elegante e encorpado. Taninos de excelente formação. Retrogosto longo e suculento. Um grande tinto, que tem ainda muita vida pela frente. Imperativo decantá-lo por no mínimo uma hora antes. Consumo 2012/2020. LGB

99 pontos
PESUS 2006

Hermanos Sastre, Ribera del Duero, Espanha (Península R$ 2.643). Um dos mais disputados, caros e raros vinhos da Espanha. Este é um dos mais densos, untuosos e profundos vinhos do planeta. Uma experiência incomum. Sua cor quase tinge a taça, com lágrimas impressionantes. Aromaticamente, é fenomenal. Uma massa de frutas negras maduras complementadas por nuance floral deliciosa. Tem ainda toques especiados, alcaçuz, carvalho presente e final mineral. Boca riquíssima, com taninos quase perfeitos. Final de boca quase infinito. Conjunto fenomenal, que precisa de mais 2/3 anos de garrafa para atingir maior equilíbrio, quiçá chegando a perfeição. Sua estrutura é para continuar evoluindo por 40 anos. Consumo 2015/2052. LGB

95 pontos
PINTAS 2009

Wine & Soul, Douro, Portugal (Adega Alentejana R$ 403). A sensacional dupla de enólogos Sandra Tavares e Jorge Seródio Borges fundaram a Wine & Soul (Pintas), que produz vinhos excepcionais no Douro. Produzido a partir de vinhas velhas, entre as quais temos dezenas de castas autóctones portuguesas. Sempre consistente. Nariz delicioso, com fruta negra madura, toques especiados e uma madeira deliciosa. No palato, é ótimo, profundo, rico e suculento. Ainda jovem, mas já sensacional. O tempo em garrafa lhe fará muito bem. Um vinho sensacional e com excelente potencial de guarda. Um dos grandes tintos de Portugal, sem dúvida. Consumo 2014/2022. LGB

91 pontos
QUANTA TERRA GRANDE RESERVA 2008

Quanta Terra, Douro, Portugal (Adega Alentejana R$ 154). Celso Pereira e Jorge Alves começaram um belo projeto no Douro Superior, em 1999. Nos aromas, é daqueles tintos durienses mais tradicionais (não apresenta uma percepção de doçura como muitos tintos de estilo mais moderno dessa região). Framboesas de sobra e um marca floral são os destaques no olfato. Em boca, é confirmada a percepção olfativa. É mais clássico, muito fresco. Tem uma deliciosa rusticidade que nos remete aos tintos do Douro de outrora. Só foi melhorando na taça. Vale a pena decantá-lo. Gostoso hoje e com boa perspectiva de "crescer" em garrafa. Elaborado a partir de Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Barroca, Tinta Roriz e Sousão. Consumo 2012/2018. LGB

93 pontos
QUINTA DO CRASTO TOURIGA NACIONAL 2009

Quinta do Crasto, Douro, Portugal (Qualimpor R$ 250). Uma verdadeira delícia nos aromas. As frutas negras e vermelhas estão muito bem destacas, com ameixas e morangos em destaque. Além da fruta, a marca floral da Touriga Nacional está em destaque com os aromas de violetas, seguidas de uma deliciosa mineralidade. Sente-se ainda as especiarias e um toque da madeira. Conjunto aromático sensacional. O paladar é muito firme e estruturado. Sua acidez é muito equilibrada, seus taninos bem conformados e seu final de boca é longo e muito agradável. Um tinto que esbanja sensualidade. Ainda jovem, mas já muito gostoso. Tem estrutura para continuar evoluindo em garrafa por mais alguns anos. Consumo 2012/2019. LGB

97 pontos
QUINTA DO CRASTO VINHA DA PONTE 2004

Quinta do Crasto, Douro, Portugal (Qualimpor R$ 700). Alcaçuz, fruta negra madura confitada e especiarias, tudo isso rodeado por uma marca mineral e floral impressionante. Essas características formam um conjunto aromático inebriante, delicioso, encantador, mágico. Sempre excelente, vivaz, exuberante e encantador. Esses quatro anos lhe fizeram bem. Um tinto extraordinário. De estilo clássico e com finesse de sobra. O mais elegante e especial de todos os Douro degustados. Tem vida pela frente, e muita, mas está absolutamente sensacional hoje. Uma experiência que remeteu ao Vinha Ponte 2000, um dos melhores tintos portugueses. Consumo 2012/2020. LGB

91 pontos
QUINTA DO JUDEU 2007

Quinta do Judeu, Douro, Espanha (Porto Mediterrâneo R$ 162). O primeiro impacto nos aromas é de um vinho mais para o sério, muito bem feito. Buquê diferente de todos os outros vinhos degustados, apresentando boa fruta madura, toques tostados, lembrando café, tons florias e minerais, mas com um hint cítrico completamente inusitado. Sua percepção olfativa nos remete ao conjunto que esbanja frescor e a uma doçura encantadora. Em boca, mostra alegria, força e uma vibrante acidez. Mais uma bela surpresa da safra 2007 do Douro. Potentes 14,5% de álcool. Gostoso hoje e com perfil de seguir melhorando em garrafa por mais alguns anos. Consumo 2012/2015. LGB

96 pontos
QUINTA DO VALE MEÃO 2009

Quinta do Vale Meão, Douro, Portugal (Mistral US$ 193). A fruta que produz esse vinho é a mesma que foi responsável pelo mítico Barca Velha até 1995. Quando foi lançado o primeiro Quinta do Vale Meão, em 1999, já era de se presumir que estávamos à frente de um dos mais espetaculares vinhos portugueses. Ano a ano, ele tem obtido resultados excepcionais. Este está reluzente, firme e rico nos aromas. A marca da Touriga Nacional está muito presente, concedendo toques florais e minerais, que fecham um buquê inebriante. Boca estupenda, com taninos de excelente formação. Apesar de ainda muito jovem, já é maravilhoso. Um dos mais espetaculares tintos de Portugal. Seu blend é 57% Touriga Nacional, 35% Touriga Franca, 5% Tinta Barroca e 3 % Tinta Roriz. Consumo 2012/2020. LGB

97 pontos
QUINTA DO VALLADO ADELAIDE 2007

Quinta do Vallado, Douro, Portugal (Cantu R$ 690). Uma homenagem de João Alves Ferreira para Maria Adelaide Ferreira, a Ferreirinha, sua tataravó. O Adelaide foi elaborado pela primeira vez em 2005. Este 2007 é o segundo. Elaborado a partir de vinhas velhas. No nariz, é bombástico, de tirar o fôlego. Repleto de frutas maduras seguidas de toques minerais, tons florais e uma leve nuance láctea. A marca mineral também está presente, concedendo ao buquê uma complexidade quase infinita. Boca apetitosa, com muita presença e personalidade. Longo final de boca. Ainda jovem. Merece esperar mais um tempo de adega para mostrar de fato suas maravilhosas características. Decante duas horas antes. Consumo 2014/2030. LGB

95 pontos
QUINTA DO VESUVIO 2007

Quinta do Vesuvio, Douro, Portugal (Mistral US$ 190). O enérgico Dominic Symington lançou em 2007 seu vinho top de mesa, o Quinta do Vesuvio. Deu sorte com a safra, pois 2007 foi um ano extraordinário no Douro, produzindo fruta de alta qualidade. Esse vinho foi degustado em julho e em outubro de 2010. Com o passar de quase dois anos, ficou ainda melhor. É dos mais clássicos (menos bombásticos) tintos de mesa do Douro. A marca da violeta é deliciosa, trazendo um conjunto aromático de muita sensualidade. Gustativamente, é equilibrado com a madeira, a fruta e o álcool na medida. Na boca, é confirmada a elegância e o estilo do vinho. Superlativo e com muita estrutura de evolução em garrafa. Consumo 2012/2025. LGB

92 pontos
ROQUETTE & CAZES 2007

Roquette & Cazes, Douro, Portugal (Qualimpor R$151). Duas enormes autoridades no mundo do vinho decidiram elaborar vinhos em conjunto no Douro. De um lado Jean-Michel Cazes, do Château Lynch-Bages, de outro Jorge Roquette, da Quinta do Crasto. Os vinhos são o Xisto e Roquette & Cazes. Esse último foi produzido pela primeira vez na safra de 2006. Esse 2007 é menos bombástico que o irmão mais velho, principalmente com relação ao álcool (15% versus 14%). O resultado desse blend de Touriga Nacional, Tinta Roriz e Touriga Franca é o melhor possível. Rico nos aromas, com estilo duriense, com marca floral e fruta de sobra. As frutas vermelhas emergem da taça. Em boca, é firme e suculento. Um grande vinho. Consumo 2012/2018. LGB

91 pontos
VALTRAVIESO RESERVA 2005

Bodegas y Viñedos Valtravieso, Ribera del Duero, Espanha (Wine Society R$ 180). Uma surpresa. Equilibrado no conjunto nariz e boca, mesmo com 14,5% de álcool. Somente um toque a mais de madeira. Nariz elegante, com boa fruta negra madura, especiarias e uma marca floral muito interessante. Em se falando de Ribera del Duero, fica no meio termo entre o moderno e o tradicional. Normalmente, os Ribera são carregados na madeira, o que não é o caso aqui. Tem toques tostados equilibrados e muito bem postados. Boca firme e saborosa, com um retrogosto interessante. Muito bom hoje, mas deverá melhorar com mais 2/3 anos, principalmente para melhor integrar a madeira ao conjunto. Depois disso, pode evoluir por mais 10 anos. Consumo 2012/2018. LGB

97 pontos
VEGA SICILIA ÚNICO 1981

Bodegas Vega Sicilia, Ribera del Duero, Espanha (Mistral - fora de catálogo). Degustado pela terceira vez, agora com mais de 30 anos de idade. Um vinho imperial, digno dos reis. Esse nobre tinto, já com idade avançada, ainda brilha em todos os sentidos. Nos aromas, tem uma presença incrível, com a fruta negra madura ainda em destaque, toques tostados, nuances florais e um hint mineral delicioso. Conjunto aromático impecável. Gustativamente, é rico, firme e cheio de suculência. Um Vega Sicilia Único não muito badalado, mas que está à altura de seus irmãos mais jovens e famosos, como os espetaculares 1996 e 2000. Sem dúvida mais pronto e fino que os vigorosos irmãos mais jovens. Consumo 2012/2017. LGB

92 pontos
VT VALTRAVIESO 2006

Bodegas y Viñedos Valtravieso, Ribera del Duero, Espanha (Wine Society R$ 195). Varietal elaborado a partir de 100% de Tinta Fina (Tempranillo). Cheio de estilo com madeira exuberante, toques balsâmicos e especiarias. Conjunto aromático apetitoso e moderno. Gustativamente, é muito gordo, esbanjando a fruta madura. É suculento e repleto de vivacidade. Final de boca bem delineado, confirmando a força detectada no nariz. Excelente novidade. Gostoso hoje, mas vai melhorar em garrafa. Consumo 2012/2018. LGB

Da redação

Publicado em 18 de Abril de 2012 às 09:19




Artigo publicado nesta revista