Certificação contempla videiras a partir de 35 anos e pode incluir áreas históricas do Brasil

por Redação
Vinhedos antigos ganharam uma nova forma de identificação internacional. O Old Vine Registry criou um selo para áreas cadastradas em sua base global, que atualmente reúne 10.576 vinhedos de 42 países, somando aproximadamente 46 mil hectares.
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Para entrar no registro, pelo menos 85% das videiras de um talhão devem ter 35 anos ou mais. O cadastro é gratuito e contempla cinco categorias de idade: acima de 35, 50, 75, 100 e 150 anos. A partir de 1º de outubro, produtores registrados poderão adquirir o direito de utilizar a certificação em garrafas e outros materiais.
A iniciativa conta com o respaldo da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), que adotou a definição de videiras velhas utilizada pelo registro como referência para futuras legislações internacionais.
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O Brasil também pode encontrar espaço nessa classificação. Regiões de longa tradição vitícola, como a Serra Gaúcha (RS), possuem histórico de cultivo suficiente para que determinados vinhedos possam atender aos critérios, desde que sua idade seja comprovada ou fundamentada conforme as regras do registro.
Além do valor histórico, o projeto destaca a importância de preservar videiras antigas por sua diversidade genética e adaptação a condições como seca e calor, características que podem ganhar relevância diante das mudanças climáticas.
Mais informações e cadastro em: oldvineregistry.org.
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