Produção, consumo interno e exportações recuam na safra 2025/26 e pressionam o setor
Redação Publicado em 13/07/2026, às 15h16
A indústria do vinho da Espanha enfrenta um período de retração na safra 2025/26. Dados do sistema INFOVI, do Ministério da Agricultura espanhol, mostram que, nos dez primeiros meses da campanha, a produção de vinho e mosto caiu 10,2% em relação ao mesmo período anterior. Ao mesmo tempo, o consumo interno e as exportações também registraram queda, ampliando os desafios para um dos maiores produtores mundiais.
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Entre agosto de 2025 e maio de 2026, a produção total alcançou 33,1 milhões de hectolitros. Desse volume, 28,9 milhões corresponderam a vinho, com redução de 7,1%, enquanto a produção de mosto apresentou recuo ainda mais expressivo, de 27,3%. A região de Castilla-La Mancha manteve sua posição como principal polo produtor, respondendo por mais da metade do vinho elaborado no país.
O mercado doméstico também perdeu ritmo. O consumo anualizado foi estimado em 9,05 milhões de hectolitros, uma queda de 7,3% em comparação com o período anterior. O recuo foi puxado principalmente pelos vinhos tintos e rosés, cujo consumo diminuiu 13%, enquanto os vinhos brancos registraram leve crescimento de 1,5%.
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No comércio exterior, o cenário também foi desfavorável. As exportações de vinho recuaram 10,6% em volume nos dez primeiros meses da campanha. Considerando os dados aduaneiros disponíveis até abril, a Espanha embarcou 12,8 milhões de hectolitros entre agosto de 2025 e abril de 2026, com redução de 9,9% em volume e de 6,6% em receita, que somou 2,05 bilhões de euros.
Os estoques nacionais permaneceram relativamente estáveis, embora em patamar inferior ao da média das últimas cinco safras. Ao fim de maio, o país contabilizava 36,2 milhões de hectolitros de vinho e mosto armazenados, volume 7,7% abaixo da média histórica recente.