Revista ADEGA

Descorchados 2013

Lançamento do principal guia de vinhos chilenos e argentinos atraiu alguns dos principais enólogos sul-americanos

Da redação em 19 de Março de 2013 às 13:29

Clara Asarian/Estúdio Gastronômico

Argentina e Chile são os maiores exportadores de vinho para o Brasil. Mais do que isso, são os principais players da América do Sul no mercado internacional. Apesar disso, poucos são os críticos que se especializam em entender a vitivinicultura desses dois países. Dessa forma, fica ainda mais fácil reconhecer o principal nome quando se trata de vinhos sul-americanos: Patricio Tapia. Desde 1999, o chileno publica o guia Descorchados, principal referência do que ocorre no Cone Sul.

Para se ter uma ideia do conhecimento de Tapia dos mercados argentino e chileno, em 2012 ele provou mais de 2.500 vinhos de ambos os países para compor o Descorchados 2013, lançado no Brasil em 8 de março, com a presença de alguns dos mais célebres enólogos sul-americanos, que puderam "explicar" seus premiados vinhos para uma seleta plateia.

Pablo Morandé e Pablo Morandé Jr, Walter Bressia, Jean Pascal Lacaze, Felipe Toso, Alejandro Vigil, Alejandro Sejanovich e Felipe Uribe apresentaram os vinhos que foram destaque do guia deste ano, segundo Patricio Tapia.

Vigil, enólogo de Catena, trouxe o Catena Zapata D.V. Adrianna Malbec, considerado o melhor tinto argentino. Bressia, por sua vez, contou que a inspiração para seu Lágrima Canela, o melhor branco argentino de 2013, foram os Meursault borgonheses. Sejanovich, da 55 Malbec, revelou a história do seu Lambrusco na linha TintoNegro Collezione Italiana, considerado a revelação do ano. Do Chile, Lacaze, da Quebrada de Macul, apresentou o Domus Aurea, o melhor tinto chileno. E as principais revelações da vitivinicultura chilena no último ano também deram as caras, com Toso, da Ventisquero, falando da linha Tara; Uribe, da William Fèvre, com seu Little Quino Pinot Noir; além dos Morandé (pai e filho) com o branco mais inusitado do guia, da Bodegas Re, e também o melhor espumante.

Em uma conversa animada sobre estilos e tendências da vitivinicultura argentina e chilena, os convidados puderam provar o que de melhor é produzido nesses países e também os vinhos mais inusitados e vanguardistas. Além disso, Tapia convidou Mariana Cerutti e Estela de Frutos, que trouxeram dois destaques de uma degustação que o especialista chileno promoveu no começo de 2013 com vinhos do Uruguai.

Serviço: Descorchados 2013 está à venda nas principais livrarias do Brasil e em lojaadega.com.br, por R$ 90

#Q#

OS DESTAQUES DA DEGUSTAÇÃO AVALIADOS POR ADEGA

92 pontos
MORANDÉ BRUT NATURE CHARDONNAY PINOT NOIR NV
Morandé, Vale de Casablanca, Chile (Expand). Segundo o talentoso Pablo Morandé, o vale de Casablanca é um dos melhores locais para a produção de espumantes no Chile. É o que se pode comprovar neste vinho que surpreende pelos aromas de frutas cítricas envoltos por notas minerais e de leveduras, tudo acompanhado de uma deliciosa acidez e um final mineral muito agradável. Com certeza um dos melhores espumantes produzidos na América do Sul atualmente. Álcool 12,5%. EM

93 pontos
CASA MARIN CIPRESSES VINEYARD SAUVIGNON BLANC 2011

Casa Marin, Lo Abarca, Chile (Vinea). As uvas Sauvignon Blanc para este branco são provenientes de um vinhedo antigo plantado em solos de granito. Além dos dominantes aromas herbáceos, minerais e de frutas brancas e de caroço, o que chama atenção aqui é a estrutura desse branco. Austero, intenso, nervoso e profundo e o melhor de tudo, de enorme tipicidade. Álcool 13%. EM

92 pontos
ESTIVAL BRANCO 2011

Viñedo de los Vientos, Canelones, Uruguai (Sem importador). Elaborado a partir de Gewürztraminer, Chardonnay e Moscato Bianco. Apresenta aromas complexos com notas minerais e oxidativas. Surpreende em boca, é encorpado e frutado, sem perder elegância e profundidade. Uma delícia, de final suculento, jogando entre o mineral e o cítrico. Original e cheio de personalidade. EM

93 pontos
TARA WHITE WINE 1 2011

Tara, Atacama, Chile (Sem importador). Branco de produção ínfima - menos de 400 garrafas - elaborado com Chardonnay (96%) e Viognier (4%). Aromas de frutas tropicais maduras envoltos por notas minerais, de calcário, além de toques herbáceos, de maresia e de frutos secos. No palato, é encorpado, estruturado e, ao mesmo tempo, profundo e fresco, com boa acidez e final longo, suculento e agradável. Delicioso. Álcool 13%. EM

94 pontos
RE VELADO PINOT NOIR 2009

Bodegas RE, Vale de Casablanca, Chile (Sem importador). Elaborado a partir de Pinot Noir vinificado em branco, é inspirado no Vin Jeaune, do Jura, na França. Aromas complexos viajando entre notas oxidativas e de frutos secos e, ao mesmo tempo, mostrando notas de frutas brancas frescas. No palato, confirma esse caráter dual, conseguindo ser encorpando e estruturado e, simultaneamente, extremamente fresco e frutado. Para mexer com nossos sentidos. Álcool 12,7%. EM

92 pontos
LAGRIMA CANELA 2010

Bressia, Mendoza, Argentina (La Charbonnade). Elaborado a partir de 70% Chardonnay e 30% Sémillon, surpreende pela elegância e pelo uso da madeira que está bem integrada e traz requinte ao conjunto. Apresenta aromas de frutas tropicais e frutos secos, além de toques florais e de infusão de camomila. No palato, é muito equilibrado, sempre mantendo a harmonia entre potência, estrutura, profundidade, finesse e frescor. EM

91 pontos
TINTONEGRO COLLEZIONE ITALIANA LABRUSCO 2012

55 Malbec, Agrelo, Mendoza, Argentina (Sem importador). Tinto elaborado exclusivamente a partir de uvas Lambrusco colhidas mais cedo para manter a acidez e o frescor. Extremamente bem feito em seu estilo descompromissado, consegue de modo exemplar mostrar que, às vezes, o mais difícil é fazer o simples. Inovador, mas, acima de tudo, muito gostoso de beber. Álcool 11,5%. EM

92 pontos
LITTLE QUINO PINOT NOIR 2012

William Fèvre, Malleco, Chile (Dominio Cassis). Tinto diferenciado, democrático, que consegue agradar tanto o apaixonado pela Pinot Noir quanto aqueles que estão começando a conhecer essa uva. Consegue ter complexidade, profundidade, finesse e sofisticação e, simultaneamente, ser acessível e fácil de beber. Ótima tipicidade. EM

90 pontos
JANO TANNAT ESTANCIA 2011

Estancia La Cruz, Flórida, Uruguai (Sem importador). Elaborado sem madeira, e num estilo menos potente e cheio, chamou a atenção pela qualidade de taninos, pelo frescor e pela acidez, num final suculento e frutado. Mais gastronômico, leve e fácil de beber. EM

95 pontos
DOMUS AUREA 2008

Clos Quebrada do Macul, Vale do Maipo, Chile (Zahil). Aromas de frutas negras e vermelhas maduras envoltos por notas herbáceas, de mentol e de alcaçuz, além dos característicos toques de goiaba do Cabernet Sauvignon chileno. Ótima textura, valoriza o conceito de vinho profundo em vez de cheio, elegante com final longo, lembrando grafite. Uma delícia de vinho, chileno acima de tudo. EM

95 pontos
CATENA ZAPATA ADRIANA VINEYARDS MALBEC 2009

Catena Zapata, Mendoza, Argentina (Mistral). Elaborado majoritariamente com Malbec e pequena porcentagem de Cabernet Franc e Viognier. Apresenta aromas de frutas vermelhas e negras mais frescas, bem como notas florais, minerais e de especiarias doces. Mostra perfeita harmonia entre grande intensidade, potência, estrutura e taninos, com frescor, boa acidez, profundidade e elegância, num final mais longo que cheio. Excelente vinho. Álcool 14%. EM


Mundovino

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