Região enviou 174,2 milhões de garrafas até setembro, mas vendas na França e de pequenos produtores recuaram

por Redação
Os embarques de Champagne cresceram 3,2% entre janeiro e setembro de 2026, alcançando 174,2 milhões de garrafas, segundo dados do Comité Champagne divulgados em 14 de outubro. A recuperação, porém, dependeu principalmente das exportações, que avançaram 6,8%, enquanto as remessas para o mercado francês caíram 2,5%. O desempenho também foi desigual entre os produtores: as grandes casas cresceram, mas os viticultores independentes registraram novas perdas.
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No período, as exportações somaram 109,8 milhões de garrafas, contra 64,4 milhões destinadas à França. Entre os mercados externos, as vendas para países da União Europeia aumentaram 8%, para 32,1 milhões de garrafas, enquanto os embarques para destinos fora do bloco cresceram 6,3%, chegando a 77,7 milhões.
As grandes casas de Champagne lideraram o avanço, com alta de 5,1% e 133 milhões de garrafas enviadas nos nove primeiros meses do ano. Já os produtores independentes tiveram queda de 4%, para 27,4 milhões de garrafas, apesar do crescimento de 5,7% nas exportações. As cooperativas permaneceram praticamente estáveis, com recuo de 0,2%, totalizando 13,8 milhões de garrafas.
Considerando os 12 meses encerrados em setembro, os embarques da região chegaram a 271,4 milhões de garrafas, aumento de 0,8%. O resultado reforça a retomada após um período mais fraco em 2025, mas evidencia a dependência do mercado externo e a dificuldade dos produtores menores em acompanhar o desempenho das grandes marcas.
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Os dados se referem ao volume de garrafas embarcadas e não permitem concluir se houve aumento proporcional do faturamento ou das margens dos produtores.