Revista ADEGA

Imprensa Internacional

Edgar Rechtschaffen em 20 de Setembro de 2007 às 07:43

RUMO À ARGENTINA

Cresce a venda de vinhedos argentinos para estrangeiros
A crise Argentina acelerou o interesse de empresários do exterior (EUA e Europa) para adquirir, a preços muito baixos, vinhedos neste país. O que mais tem incentivado o investimento estrangeiro, no entanto, é o crescente reconhecimento internacional da qualidade do vinho argentino, como pode ser aferido pela evolução de suas exportações: De meros US$ 15 milhões em 1990, as exportações registraram a marca de US$ 380 milhões em 2006. Houve um salto de 28% em 2006 comparado ao ano anterior. Pode-se especular que, em poucos anos, a Argentina estará exportando US$ 1 bilhão em vinho. Fonte: Fortune-Small Business

CHILE E ARGENTINA II

No recente e longo artigo do San Francisco Chronicle, entitulado "Argentina's and Chile's wines are earning global Kudos (prêmios) and fans", a renomada crítica inglesa Jancis Robinson faz um rasgado elogio aos vinhos destes dois países. No parágrafo final, Robinson diz:"Será interessante ver como estes dois grandes produtores (rivais) comportar-se-ão nas suas tentativas de seduzir os amantes do vinho, no mundo, agora que ambos já produzem vinhos de real sofisticação e valor".

PODE-SE ACREDITAR NO RÓTULO?

A partir de matéria da Decanter intitulada "Podem os chineses confiar nos rótulos dos vinhos?", obtêm-se a resposta: Depende das regras regionais às quais os vinhos se submetem. Na China, já o sexto maior produtor de vinhos do mundo, ao comprar uma garrafa de um varietal safrado, o consumidor pode estar levando para casa um produto que confere apenas em 55% com os dizeres do rótulo, equivalente ao percentual da safra e da uva ali declaradas. Isto ocorre porque a legislação local obriga que no mínimo 80% das uvas sejam da safra declarada, e que não menos do que 75% das uvas sejam da única variedade especificada no rótulo. Fazendo os cálculos, poderíamos ter 55% da coisa real, com o restante da "mistura" composta de 25% de uvas da safra correta, mas de uva(s) diferente(s), e 20% da bebida composta de vinho de uvas da bebida composta de vinho de uvas da espécie declarada, mas de safras difebebida composta de vinho de uvas da espécie declarada, mas de safras

DIFERENCIAÇÃO

Estatísticas do CIVB (Conseil Interprofessionel du Vin de Bordeaux) apontam para o crescente emprego de espécies pouco usadas em Bordeaux. Especialmente nas apellations menos conhecidas, refletindo a busca por diferenciação. Assim, a picante Petit Verdot registrou crescimento, no período de alguns anos, de 10% em área plantada. Outras variedades menos usadas, como o Malbec e a branca Muscadelle, também apresentam crescente participação em algumas assemblages. Particularmente nas apellations Cotes de Bourg e Premières Cotes de Blaye. Uma outra razão para isso é o clima mais quente, que diminui o risco de ocorrência de safras ruins destas variedades, bastante delicadas e sensíveis a variações climáticas. Para lembrar, as regras das Apellations de Bordeaux permitem seis uvas vermelhas (Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc, Petit Verdot, Malbec e Carmenère) e sete uvas brancas (Sauvignon Blanc, Semillon, Ugni Blanc, Merlot Blanc, Mauzac, Odenc e Colombard).

BOM E BARATO?

Variedades pouco usadas ganham terreno em Bordeaux

Em ação conjunta, as polícias da Alemanha e da Itália desbarataram uma quadrilha internacional que falsificava e vendia vinhos top italianos. Entre eles, rótulos prestigiados do Piemonte, Toscana e Puglia, como Barolo, Brunello di Montalcino, Amarone e Chianti. Dez pessoas estão presas e estima-se que o total dos "negócios" tenha atingido o montante de 750 mil euros. "O destino dos vinhos eram supermercados, restaurantes e a venda pela Internet", declarou uma fonte próxima às investigações. Em alguns casos, vinhos com um custo de dois Euros eram vendidos ao público por 100 Euros. Um dos principais destinos era a cidade de Hamburg, onde "grandes" vinhos podiam ser encontrados a preços muito baratos. Um dos produtores italianos, vítima do esquema, cujos "vinhos" eram comprados por restaurateurs italianos de Hamburg, sem impostos, comentou: "Na Alemanha, a sonegação de impostos dá cadeia, mas, na Itália, infelizmente, essas coisas não são levadas tão a sério.


Mundovino

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