Quatro livros de vinho incríveis para ler na quarentena


 

Livros e vinhos formam combinação irresistível, não apenas para ler bebendo, mas para saborear histórias incríveis sobre uma bebida que respira cultura e é parte importante da própria história da humanidade

Aventura, mistério, romance e todos os melhores ingredientes das histórias que não conseguimos largar, e permanecem na memória. Quatro livros que dariam grandes filmes, e mostram como é fascinante o universo do vinho. Divirtam-se.

 

A história do Romanée-Conti

De Maximillian Potter - Ed. Zahar

O caminho do vinho mais famoso do mundo é contado por meio de uma trama fantástica e real de sabotagem na Borgonha. Quem teria interesse em destruir as vinhas mais valiosas do planeta? O autor viaja por onze séculos de história do Romanée-Conti, sem perder o fio da meada. Aplaudido pelos principais críticos literários do mundo, a obra, como diz o The New York Times, “transcende os interesses dos amantes do vinho”.

A Viúva Clicquot

De Tilar J. Mazzeo - Ed. Rocco

Revela com graça a história de Barbe-Nicole Clicquot Ponsardin, a mulher que não só construiu um império comercial e internacional no mundo masculino de Champagne, na França, como revoluciou o universo do célebre espumante feito ali, para todo o sempre. Numa narrativa muito bem conduzida, a autora nos coloca num contexto histórico que, pode apostar, surge todas as vezes que temos uma taça do vinho borbulhante nas mãos. 

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O Julgamento de Paris

De George M. Taber - Ed. Campus

O episódio que é considerado um divisor de águas na história moderna do vinho, quando exemplares da Califórnia venceram ícones da França em degustação às cegas, feita por importantes jurados franceses, é contado pelo único jornalista presente na ocasião, em 1976. Taber foi muito além da prova e mergulhou em pesquisas e viagens para fazer um bem escrito e detalhado retrato da produção mundial de vinho, com a recente ascensão do Novo Mundo.

O vinho mais caro da história

De Benjamin Wallace - Ed. Zahar

“Fraude e mistério no mundo dos bilionários”, diz o subtítulo. Prepare-se para ser envolvido numa trama das mais intrigantes, que envolve um Château Lafite 1787, vendido num leilão da Christie’s, em Londres. A história ventila a possibilidade da garrafa ter pertencido a Thomas Jefferson e, a partir daí, revela personagens excêntricos, falsificadores, e uma viagem pelo tempo. Como um romance policial engarrafado, bebemos num gole só.

 

Da redação

Publicado em 13 de Junho de 2020 às 17:01