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Viviane Zanella
BRS Carmem: cepa brasileira

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NASCE UMA NOVA UVA NO BRASIL
A Embrapa Uva e Vinho apresentou, em meados de fevereiro, a “BRS Carmem”, nova variedade de uva. Obtida através do cruzamento entre as uvas “Muscat Belly” e “BRS Rúbea”, a nova variedade conta com bom teor de açúcar, excelente coloração e boa resistência às doenças fúngicas. A variedade, com seu ciclo tardio, também surge como boa alternativa para ampliação do período de processamento e melhoria da qualidade dos vinhos elaborados na região Sul do País.

PARANÁ BUSCA MELHOR QUALIDADE DE VINHO
O principal assunto abordado em fevereiro no Seminário da Qualidade da Uva e do Vinho, em Curitiba, foi o enquadramento das pequenas cantinas e adegas à legislação sanitária do Ministério da Agricultura. Foram discutidas técnicas para melhorar a qualidade na produção de uva e vinhos no Estado. Durante o encontro, foi apresentado o projeto Escola da Uva e do Vinho, uma forma que os governos estadual e federal encontraram para estimular a produção da uva devido ao seu grande retorno à agricultura familiar.

Sílvia Mascella Rosa
Jacques Lurton (à esquerda) e Michell Rolland (ao centro)

MUDANÇAS CLIMÁTICAS AFETAM OS VINHOS
No meio do mês de fevereiro, a cidade de Barcelona, na Espanha, foi sede do II Congresso de Mudanças Climáticas e Vinho. Organizado pela Academia do Vinho da Espanha, o congresso reuniu 350 profissionais do mundo do vinho, entre produtores, sommeliers, importadores, imprensa especializada e enólogos. Durante dois dias foram discutidos os impactos causados pelas mudanças climáticas nas diversas áreas produtoras ao redor do globo e os recursos tecnológicos disponíveis para neutralizar esses efeitos. Durante uma degustação de dez vinhos, realizada às cegas, conduzida por Michell Rolland e Jacques Lurton, foram provados vinhos de variadas regiões que já mostram os efeitos das mudanças climáticas, como a perda de tipicidade das cepas. (SMR)

PRODUTORES NEOZELANDESES ESPERAM ANO LUCRATIVO
Produtor es neozeolandeses esperam ano lucrativo O baixo volume de chuvas esperado para este ano é uma ótima notícia para os produtores de vinho da Nova Zelândia. A produção do início de 2008 corresponde a 20% a mais em comparação ao mesmo período em 2007, ou seja, um crescimento significativo. A ausência de ventos provenientes do sul um é fator benéfico. De acordo com Chris Ward, produtor do vinho Stonyridge’s Larose Cabernet, além da quantidade, a qualidade dos vinhos também deverá aumentar, podendo marcar o ano de 2008 como o melhor para os vinhos neozeolandeses.

ESPANHOL ELABORADO PARA INGLESES
Um novo vinho espanhol pode tornarse famoso na Inglaterra. A principal característica é seu baixo teor alcoólico, apenas 6,5%. Desenvolvido pela Bodega Casa de La Ermita e pela Universidade de Cartagena, o produto leva o nome de Altos de La Ermita. Outras tentativas promissoras de introdução de vinhos pouco alcoólicos no Reino Unido foram malogradas devido às técnicas utilizadas na fabricação. Porém, o produtor espanhol Pedro Martinez garante que seu produto seguiu as condições necessárias para alcançar êxito no mercado inglês.

laimagendelvino.com
O transplante de vinhas é feito cuidadosamente

TRANSPLANTE DE VINÍCOLA
Normalmente, quando uma vinícola é vendida, o antigo produtor, que quer continuar no negócio, planta novas vinhas em outro lugar. Mas, durante o ano de 2006, o produtor Carl Lindner optou por um método mais prático, ainda sem saber de sua eficácia. Ele transplantou suas vinhas de 140 anos para a nova locação, uma por uma. O processo foi trabalhoso e demorado, mas, neste mês, Lindner poderá colher uvas Shiraz de suas antigas vinhas. Em um novo lugar.

FRANÇA COMEMORA AUMENTO NAS EXPORTAÇÕES
O vinho francês comemora, após três anos de crise, os números obtidos no ano de 2007. De acordo com uma pesquisa realizada no mês de fevereiro, a exportação dos vinhos franceses cresceu 7,7% durante 2007. Grã-Bretanha, Alemanha e Estados Unidos foram os maiores responsáveis pela demanda. Por outro lado, a fascinação da China pelo produto francês continua crescendo. As regiões de Bordeaux, Côtes du Rhône e Champagne mostraram-se as mais lucrativas.

Confraria do Amarante/divulgação
José Osvaldo Albano do Amarante

CONFRARIA DO AMARANTE COMPLETA 25 ANOS
Para comemorar o aniversário de 25 anos da Confraria que leva seu nome, José Osvaldo Albano do Amarante, uma das maiores autoridades em vinho do país, promoveu um jantar no restaurante Fasano, em fevereiro. A Confraria do Amarante foi responsável pela formação do primeiro grupo de degustação às cegas no país, em 1983. Além de fundador e coordenador do grupo, Amarante é Diretor Técnico da Mistral Vinhos e da Sociedade Brasileira dos Amigos do Vinho.

Luisa Migueres E Sílvia Mascella Rosa

Publicado em 5 de Março de 2008 às 11:17


Mundovino

Artigo publicado nesta revista