• APRENDER
  • CURIOSIDADES
  • PERFIL
  • SABOR
  • MERCADO
  • REVISTA
  • CLUBE
Assine
Facebook Revista ADEGAInstagram Revista ADEGA
  • APRENDER
  • CURIOSIDADES
  • PERFIL
  • SABOR
  • MERCADO
  • REVISTA
  • CLUBE
  • Vinhos e iguarias na Alemanha da Copa

    Os grandes vinhos pertencem à classe dos produtos cuja origem é um dado importante. Para os vinhos alemães, esse dado é fundamental.

    por Euclides Penedo Borges

    IFA/divulgaçãoOs grandes vinhos pertencem à classe dos produtos cuja origem é um dado importante. Para os vinhos alemães, esse dado é fundamental.

    Localizados em áreas frias de solos variados, os vinhedos da Alemanha concentram-se nos vales dos rios Mosel e Reno, às vezes em terrenos escarpados, protegidos das intempéries por serras e montanhas.

    No sudoeste alemão, banhado por esses rios e seus afluentes, encontram-se onze das treze regiões vinícolas do país. As linhas a seguir se ocupam de quatro delas - Mosel, Pfalz, Rheingau, e Franken, não muito distantes das cidades em que serão disputados os jogos da Copa do Mundo de Futebol de 2006, com acesso fácil e seguro.

    Mosel, um legado Romano Vindo do oeste e atravessando a fronteira com Luxemburgo, o rio Mosel serpenteia por 200 km em território alemão até encontrar o Reno, do qual é afluente. A rodovia corre paralelamente ao rio, atravessando cidades históricas, como Cochen, Trier e Bernkastel, ricas em utensílios romanos que comprovam a existência da vinicultura local há dois mil anos.

    <p><strong><img src=TECNOLOGIA EM 360º
    Mosel, um legado Romano
    Vindo do oeste e atravessando a fronteira com Luxemburgo, o rio Mosel serpenteia por 200 km em território alemão até encontrar o Reno, do qual é afluente. A rodovia corre paralelamente ao rio, atravessando cidades históricas, como Cochen, Trier e Bernkastel, ricas em utensílios romanos que comprovam a existência da vinicultura local há dois mil anos.

    A denominação Mosel-Saar-Ruwer, como se vê nos rótulos, inclui os afluentes Saar e Ruwer do Mosel, com seus vinhos brancos da uva Riesling, delicadamente fragrantes, ricos em acidez e aromas frutados, muitas vezes com uma nuance mineral.O estádio Allianz Arena em Munique.

    A base da comida regional é a carne suína - carré marinado em vinho ou costeletas com chucrute - mas inclui também, para quem gosta de extravagâncias internacionais, caracóis cozidos com uvas. Outra curiosidade é o café da manhã do vinhateiro em que o pão camponês é escoltado por lingüiças de fígado - Leberwurst - cebola e mostarda.

    Em Bernkastel, encanta o trançado de madeira das casas medievais, a Prefeitura secular e o museu do vinho no histórico Hospital de São Nicolau. Trier é notável pela imponente Porta Nigra, a basílica de Constantino, uma Igreja gótica e, para aficionados, a casa de Karl Marx

    Durante a Copa, no Verão, muitos darão preferência a um Sekt (espumante) bem frio, do Mosel, elaborado com a uva Elbling, a antiga Alba dos colonizadores romanos.

    fotos: Michael Zimmermann, Edwin P. e Sam Kreuzer/Stock.Xchng

    O rheingau e a colheita tardia
    Nessa pequena região do Reno, próxima de Frankfurt no lado oeste e incluindo as cidades de Hochheim, Kiedrich e Wiesbaden, a uva Riesling impera nas encostas de ardósia, a ponto de se dispor de uma Estrada da Riesling para visitacom degustação aos numerosos vinhedos e vinícolas. Especializado em brancos secos, suaves e doces, o Rheingau tem como exceção a aldeia de Assmanshausen, onde se elaboram vinhos tintos.

    Seus brancos superlativos, em especial os Kabinett e os Spätlese secos, acompanham a tradição gastronômica da Renânia, que tem na carne assada marinada - rheinscher sauerbraten - sua comida típica, servida com frutas cozidas. Mas a cozinha renana é rica em carnes de caça - veado, lebre, faisão - e nesse caso os tintos de Assmanshausen são preferidos. Além de uvas, abundam no Rheingau as amêndoas, os figos e os limões.

    Um programa imperdível para o enófilo é a degustação no subsolo da abadia de Kloster Eberbach, em Winkel. Ali perto, em Johanisberg, teve origem a chamada colheita tardia, em que as uvas são colhidas somente quando supermaduras e açucaradas, destinadas a vinhos suaves ou doces.

    #Q#

    Pfalz, o palatinado renano
    Prensada entre a França e o Rio Reno, os vinhedos do Pfalz - Palatinado, em português - formam uma faixa de 80 km paralela às colinas da serra do Haardt, nas cercanias das cidades de Neustadt e Bad Dürckheim. Juntamente com as trilhas para caminhadas e ciclismo, a Estrada Alemã do Vinho - Deutsche Weinstrasse - atravessa a região cuja longa tradição vitícola se confirmaem crônicas sobre a vinha datando de 300 anos a.C.

    Embutidos, lingüiças e presuntos, castanhas e amêndoas, acompanhados de vinhos locais, como os de Forst de Wachenheim, extraordinários Riesling Spätlese secos e Riesling Auslese doces justificam a máxima local: "comer, beber e ser feliz". A receita para o cozido regional começa com a recomendação "Pegue a maior caçarola possível...". Para quem gosta de uma aventura gastronômica, a iguaria palatina é à base de miúdos e sangue e se chama Saumagen (ao pé da letra, o estômago da porca).

    Em Neustadt, entre os castelos dos topos das montanhas, inclui-se o Hambacher Schloss, parcialmente restaurado, fundamental na história da federação alemã. Em Bad Dürckheim você poderá comer e beber dentro do maior barril do mundo. Melhor ainda se coincidir com a Feira Anual da Salsicha de Dürckheim - a Wurstmarkt - realizada em setembro, com gigantesco consumo de salsichas e vinhos.

    Franken, o "w" bêbado e a bocksbeutel
    Se o Rheingau é o vizinho de Frankfurt a oeste, seu vizinho a leste é a Francônia - Franken - cuja capital Würzburg é o centro da arte barroca germânica. Situada no meio de um enorme "W" tortuoso que o rio Main formou em milênios ao tentar atravessar o vale rochoso, a Francônia distingue-se porFranken, o "w" bêbado e a bocksbeutel Se o Rheingau é o vizinho de Frankfurt a oeste, seu vizinho a leste é a Francônia - Franken - cuja capital Würzburg é o centro da arte barroca germânica. Situada no meio de um enorme "W" tortuoso que o rio Main formou em milênios ao tentar atravessar o vale rochoso, a Francônia distingue-se por vinhos brancos secos. Aqui a Riesling já não predomina. Os Franken da Kerner e da Silvaner são acondicionados em garrafas bojudas, baixas, que levam o nome sugestivo, mas pouco sutil de Bocksbeutel, ou seja, o saco do bode.

    Uma especialidade são os pequenos peixes de água doce - Meerefischli - acompanhados dos vinhos locais. Mas o eisbein com chucrute e as salsichas grelhadas também serão encontradas com facilidade.

    Bamberg, sede de aclamada orquestra sinfônica, atrai o turista também por sua catedral românica, pelo prédio barroco da prefeitura e pela paisagem fluvial. Würzburg, entretanto, é realmente a maravilha urbana da Francõnia, com sua ponte histórica sobre o rio Main e o rico palácio dos príncipesbispos - a Residenz - em cujas adegas subterrâneas estão as coleções de vinhos do Estado da Bavária.

    fotos: Justin Richards e Petra Winkler/Stock.Xchng

    Torcendo in loco
    Poder íamos ir além, é claro, com outras regiões tão importantes quanto as citadas, como Baden, do balneário de Baden-Baden; o Médio Reno das lendas de Siegfried e de Lorelei, com a casa de Beethoven em Bonn; sem esquecer os aspargos, o presunto, e os bolinhos de massa com carne do Rheinhessen. Mas a lista é muito extensa de forma que as curiosidades acima restam como um abridor de apetite, em particular para quem vai torcer pelo Hexa, in loco.

    Gostou? Compartilhe

    Facebook Revista ADEGAInstagram Revista ADEGA

    palavras chave

    Notícias relacionadas

    Imagem VÍDEO! O papel dos monges na história do vinho

    VÍDEO! O papel dos monges na história do vinho

    Imagem Chianti: a história, as lendas e a evolução do vinho mais famoso da Toscana

    Chianti: a história, as lendas e a evolução do vinho mais famoso da Toscana

    Imagem A história do vinho no Brasil: da colônia à viticultura moderna

    A história do vinho no Brasil: da colônia à viticultura moderna

    A lenda em torno do Sangue de Boi nasceu durante o cerco otomano à cidade em 1552

    Sangue de boi ou vinho de guerra? A fascinante história do Egri Bikavér

    Imagem VÍDEO! A lenda por trás do galo ícone da Toscana

    VÍDEO! A lenda por trás do galo ícone da Toscana

    Imagem VÍDEO! Pramnio: O vinho lendário da Ilíada e da Odisseia

    VÍDEO! Pramnio: O vinho lendário da Ilíada e da Odisseia

    Imagem VÍDEO! O legado de Aníbal Barca e a influência de Cartago no vinho mediterrâneo

    VÍDEO! O legado de Aníbal Barca e a influência de Cartago no vinho mediterrâneo

    Imagem VÍDEO! O que significa "Cru"? A origem e o impacto do termo no vinho francês

    VÍDEO! O que significa "Cru"? A origem e o impacto do termo no vinho francês

    Imagem VÍDEO! A história do Vinho do Porto

    VÍDEO! A história do Vinho do Porto

    Imagem VÍDEO! Fermentar X Envelhecer em carvalho: Qual a diferença no vinho?

    VÍDEO! Fermentar X Envelhecer em carvalho: Qual a diferença no vinho?

    Mouton Rothschild e a arte da paciência

    Escolha sua assinatura

    Impressa
    1 ano

    Impressa
    2 anos

    Digital
    1 ano

    Digital
    2 anos

    +lidas

    OIV apoia pesquisas para o futuro do vinho
    1

    OIV apoia pesquisas para o futuro do vinho

    Vale do Loire: diversidade, frescor e identidade nos vinhos franceses
    2

    Vale do Loire: diversidade, frescor e identidade nos vinhos franceses

    VÍDEO! O papel dos monges na história do vinho
    3

    VÍDEO! O papel dos monges na história do vinho

    Alpasión: a nova joia do vinho argentino
    4

    Alpasión: a nova joia do vinho argentino

    Vinhos destinados à União Européia passarão por análise
    5

    Vinhos destinados à União Européia passarão por análise

    Revista ADEGA
    Revista TÊNIS
    AERO Magazine
    Melhor Vinho

    Inner Editora Ltda. 2003 - 2022 | Fale Conosco | Tel: (11) 3876-8200

    Inner Group