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Egiodola: sangue verdadeiro

Saiba mais sobre uma obscura tinta francesa que encontrou um terroir no Brasil

Arnaldo Grizzo Publicado em 18/09/2026, às 14h49

Ilustração -

A Egiodola é uma uva tinta relativamente recente, criada em 1954 na França através do cruzamento entre Abouriou e Tinta da Madeira (também conhecida como Negra Mole). Seu nome em basco significa literalmente “sangue verdadeiro”, provavelmente uma referência à sua coloração intensa e profunda.

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Origem

Por muito tempo, acreditou-se que a Egiodola fosse resultado do cruzamento entre Fer Servadou e Abouriou, mas análises de DNA realizadas em 2013 revelaram sua verdadeira parentagem. O cruzamento foi realizado pelo pesquisador Pierre Marcel Durquéty no INRA (Instituto Nacional de Pesquisa Agronômica da França).

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Resistente e adaptável

Uma das grandes vantagens da Egiodola é sua resistência geral a doenças fúngicas, característica que a tornou atrativa para regiões com condições climáticas desafiadoras. Essa resistência facilitou sua expansão para o Brasil, por exemplo.

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Maturação precoce

A Egiodola é uma variedade de maturação precoce, com alta produtividade e vigor moderado a forte. A variedade amadurece cerca de uma semana e meia após a Chasselas, considerada referência para comparação.

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Brasil

A família Pizzato foi uma das pioneiras, implantando a cepa em 1988 após uma visita técnica ao Uruguai. Atualmente, outros produtores também a cultivam e acredita-se que há cerca de 200 hectares plantados em todo o mundo.

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Perfil aromático

A Egiodola é conhecida por suas qualidades rústicas agradáveis e notas de ameixa e amora. No Brasil, a uva apresenta a típica cor semi-opaca e sabores de framboesa e castanha torrada, mas sem necessariamente ter taninos tão macios.

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