Fumaça preocupa produtores e pode comprometer a qualidade da safra de vinhos na França
Redação Publicado em 31/07/2026, às 13h29
Os incêndios florestais que atingem o sul da França avançaram nos últimos dias em direção à região metropolitana de Bordeaux, aumentando a preocupação de produtores de vinho com possíveis impactos na safra de 2026. Além da ameaça direta às propriedades, especialistas alertam para o risco de smoke taint, defeito causado pela fumaça que pode comprometer a qualidade das uvas e dos vinhos, especialmente os tintos.
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As chamas já provocaram a evacuação de mais de 220 mil pessoas na França e atingiram áreas da península de Cap Ferret e da região de Gironde, importante polo da vitivinicultura francesa. Segundo autoridades locais, o fogo chegou a cerca de 15 quilômetros da cidade de Bordeaux, levando ao fechamento parcial de uma das principais rodovias de acesso. Apesar da proximidade, não havia, até o momento, determinação para evacuar a cidade.
Milhares de bombeiros, apoiados por aeronaves de combate a incêndios, seguem mobilizados para conter as chamas. No entanto, ventos variáveis, temperaturas elevadas e a baixa umidade dificultam o controle do fogo. O governo francês classificou a situação como crítica, enquanto o presidente Emmanuel Macron convocou uma reunião de emergência para discutir novas medidas de resposta à crise.
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No setor vitivinícola, ainda não é possível dimensionar os prejuízos aos vinhedos. A principal preocupação é a exposição das uvas à fumaça, que pode aderir às cascas e gerar compostos responsáveis por aromas e sabores indesejados nos vinhos. O fenômeno, conhecido como smoke taint, tem potencial para afetar principalmente variedades tintas e reduzir o valor comercial da produção.
A crise também atinge o turismo na região. As autoridades de Gironde recomendaram que visitantes adiem viagens até que os incêndios estejam sob controle. Paralelamente, a polícia informou a prisão de um homem suspeito de invadir uma residência evacuada e furtar 44 garrafas de vinhos finos durante a emergência.
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Enquanto isso, a Espanha também enfrenta uma onda de incêndios e mantém estado de emergência em algumas áreas. Cientistas apontam que a combinação entre ondas de calor, seca prolongada e mudanças climáticas tem aumentado a frequência e a intensidade desses eventos extremos na Europa, elevando os riscos para regiões agrícolas tradicionais como Bordeaux.